Passado, presente e futuro

29/03/2011

Avenida Barros Reis, década de 1980.

Dia de aniversário me leva a pensar sobre o passado, presente e futuro. O tempo, afora o sentido da vida, é uma das coisas que mais me intriga. Não podemos pará-lo, nem voltar ou adiantar. O passado é o que já passou, o futuro o que virá, e o presente é o que será passado e já foi futuro. Sendo assim é o presente que deveria nos interessar mais. Ele reúne os três tempos no mesmo instante. Mas o passado influencia o presente e também o futuro. O futuro depende do passado e também do presente que já foi futuro e será passado. Muito doido isso do tempo.

Muitas vezes fico pensando se pudesse voltar no tempo que momento de minha própria vida eu escolheria. Cada vez que penso escolho um dia, um acontecimento diferente, não para fazer algo diferente, apenas para vivê-lo novamente. Experimentar novamente as boas sensações que ficaram gravadas na memória. Hoje é o aniversário de Salvador, quer dizer que há 462 anos um grupo de portugueses chegou neste pedaço de chão e decretou que aqui seria construída uma cidade. É neste fato que nos baseamos para dizer que esta cidade tem 462 anos.

Com relação a Salvador penso que muitos de nos tem certeza de que momento escolheria para voltar no tempo. Seria para o tempo da mítica Salvador de Caymmi? Qualquer que seja a sua resposta isso não muda nada no tempo presente. Nestes dias de hoje sabemos que a cidade não está muito boa. Não preciso nem mencionar do que se trata para continuar adiante. O fato é que não sabemos realmente o que fazer para reverter essa situação.

Às vezes somos tentados a achar que a solução deve vir dos governantes, estes que são escolhidos em eleições nada democráticas e recebem salários gordos e outras vantagens para administrar com um mínimo de competência a cidade. Essa ilusão eu pessoalmente arquivei por um tempo. Não tenho esperanças de que um Pelegrino ou ACM júnior, Edvaldo Brito, Bassuma ou Geddel queiram mudar os rumos do crescimento dessa metrópole. Prevejo que no futuro este tempo que estamos vivendo será lembrado, transcrito, pelos historiadores como o do ciclo do Axé. Um ciclo que está acima dos políticos.

Então o que fazer? Em quem ou o que acreditar, não sei, claro, até mesmo porque os problemas de nosso tempo não se restringem ao perímetro da cidade, a crise é  mundial e blá blá blá blá….

Ontem foi o aniversário de Martha e Jumara, duas típicas soteropolitanas, sábado tem festa, duas talvez, cantarei parabéns e brindarei também por Salvador.

Texto e foto: Haroldo Abrantes.

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