Base do prefeito de Salvador na Câmara Municipal está indócil

30/03/2011

“O que Leão fez foi uma falta de habilidade. Ele não podia chegar na reunião ditando normas. Nós não vamos aceitar chicote. A época do chicote já passou.” A frase é de Alfredo Mangueira (PMDB), vereador de Salvador, ao admitir rebelião na bancada governista na Câmara, em protesto ao tratamento dado pelo chefe da Casa Civil, João Leão, que teria ameaçado cortar cargos de edis caso o projeto de redução tributária da Tecnovia não seja aprovado”. Este texto passou o dia hoje na home do site Bahia Notícias.

Até então, Alfredo Mangueira vinha atuando como principal articulador político do prefeito na Casa. Foi ele quem indicou o líder Téo Sena e chegou a ser convidado pelo prefeito para ocupar a Casa Civil hoje nas garras do Leão. Este promoveu um encontro com os vereadores na segunda-feira passada e tentou estabelecer diálogo com os parlamentares sem a mediação de Mangueira, que ficou irritado e saiu do Plenário hoje à tarde, ajudando a derrubar a sessão.

O vereador Gilmar Santiago (PT) disse lamentar que os conflitos na base estejam interferindo na pauta de votação da Casa, que está trancada, aguardando a votação do projeto do executivo, que visa atrair empresas para se instalarem no parque tecnológico de Salvador, por meio da  redução de 5% para 3% do imposto sobre serviços (ISS). O líder do governo, vereador Téo Sena (PTC), garante que se a votação fosse hoje (30) ele teria 20 votos da base do governo que somados aos oito da oposição seriam suficientes para aprovar o projeto.

Mas o líder prefere fazer a votação com mais votos a favor. Na verdade, ele precisa construir maioria mais consistente para batalhas futuras, como a votação das contas de João Henrique. Porém, a votação do projeto do parque tecnológico transformou-se num jogo de barganha política. O que o líder do governo chama de “arestas na bancada do governo” são as tentativas de vereadores de obter mais cargos e poder na estrutura da prefeitura. “O PSC quer um cargo no governo”, admite Téo Sena.

O vereador Odiosvaldo Vigas (PDT), que é médico e cujo partido ocupa a Secretaria Municipal de Saúde, está fazendo carga para aumentar o cacife na SMS. O vereador Carlos Muniz afirma que é a favor do parque tecnológico mas não é favorável à redução do imposto.
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O líder do governo garante que a votação ocorrerá na próxima semana. Os únicos vereadores que se posicionaram publicamente contra o projeto foram Alcindo Anunciação (PSL) e Jorge Jambeiro (PSDB).

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