Momentos poéticos baianos – 3

20/04/2011

Carro quebrou na 101, tivemos que pernoitar em Cachoeira, e o capô não queria abrir, acredita? O capô do carro não queria abrir!?!
Aquela equipe de homem reunida em frente ao carro pra resolver.

Fiquei tentando convencer a todos, inclusive a mim mesma, que deveríamos nos jogar de cabeça no imprevisto de estar numa cidade históóóórica. Até banho frio eu tomei – sem reclamar. Em algum lugar de mim havia felicidade e muita saudade de Leila.
No outro dia, pneu do carro furado. Foi um fim de semana estranho…

Às duas da tarde do sábado, eu, bem melhor da puta enxaqueca que acordei de manhã, ouvi um grito: olha a mulher!

A mulher era eu, que caminhava incauta pela rua… A morte passou zunindo por meu ouvido.

Um homem jogou do alto do telhado de um sobrado azul, mais ou menos 6m de altura, a grande calha de zinco.

Pela primeira vez na vida fiquei perplexa. Pensei: pôxa, então o plano era esse? Me trazer à Cachoeira pra eu morrer?
Lá ele. Diga a ela que eu tô forte.
Senti saudade de todos os meus amigos de infância.

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