A comissão artística da OSBA e a nova gestão

20/04/2011

Por Jorge Alves Dias *

É interessantíssimo como determinadas pessoas falam em respeito e civilidade. Tipo assim:  -Você concorda comigo?
-Ah, você é realmente muito respeitoso e civilizado. -Você não concorda comigo? – Ora, seu desrespeitoso, seu bárbaro!
No começo da “gestão” do Sr. Ricardo Castro, foi fundada uma comissão artística, composta por um representante de cada seção da orquestra, eleito pelos seus pares, que arrastou-se por estes quatro últimos anos, metendo-se em tudo, menos em questões de ordem artística, particularmente empenhando-se em promover a mudança do modo de gestão da OSBA, objetivando transformá-la numa O.S.. Para mim uma forma de “privatização branca”.
O recém-chegado maestro Carlos Prazeres, novo gestor, ou diretor, já não se sabe; porque até um diretor executivo nós tínhamos, mas que estava longe de ter, sequer, a postura de um diretor, e descobriu-se, recentemente, que ele é apenas um assessor técnico, comunicou-nos, ele, Sr. Carlos Prazeres, que precisava de uma comissão artística. Eu me manifestei, declarando que já não tínhamos uma, pois que a eleita, no começo da “gestão” do Sr. Ricardo Castro, teria “caducado”, considerando os quatro anos em que vigorou. Isto, se raciocinarmos em termos de saúde moral e democrática!  Mas, qual não foi minha surpresa, quando fomos informados de que a mesma comissão artística fôra oficializada, à revelia dos músicos da orquestra, em ato administrativo da direção da Fundação Cultural do Estado da Bahia, com publicação no Diário Oficial de 23 de fevereiro de 2011. Nomeados foram Eduardo Torres, que não fazia parte da mesma, Heinz Schwebel, que já fazia parte, Juracy Cardoso, que já fazia parte, Lucas Robatto, Oscar Mauchler, estes tambem já membros.
Temos uma outra comissão que é denominada Comissão de Orquestra, esta, com a missão precípua de tratar dos assuntos referentes aos interesses funcionais dos músicos, fazendo assim o papel de interlocutor entre o corpo da orquestra e suas autoridades superiores.
Recentemente, como de praxe, esta comissão se submeteu à eleição de novos membros ou reeleição de todos ou alguns de seus componentes.
Isto é democrático. Isto é saudável. Isto é respeitoso. Isto é civilizado.
Ai daqueles que têm medo das urnas. Só lhes resta o “golpe” da truculenta e imoral imposição, através do “instituto do goela abaixo”. E agora, por conta deste Ato Administrativo, passamos a ter uma comissão artística “chapa branca”.

“Tu me amas, PEDRO?”. “Claro que te amo, Senhor!”. “Pois, hoje mesmo, antes do cantar do galo, tu me negarás tres vezes!”.
Apesar de tudo, o grande apóstolo se arrependeu, se redimiu e se tornou a Pedra Fundamental.
Palavra boa para esses tempos.
Ainda é tempo, independente de “achismos”, cristianismos, budismos, taoismos e outros “ismos”.
Respeito é bom, e eu gosto!

* Trombonista da Orquestra Sinfônica da Bahia.

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