“Não foi uma queima de Judas, foi uma queima de arquivo”

24/04/2011

O Judas de Iaçu  foi queimado em silêncio, sem o temido  testamento, com poucas testemunhas, por volta das 23 horas do sábado de Aleluia,  na rua Lauro de Freitas,  bairro ferroviário de Iaçu.

Revoltado com a proibição do ato   na Praça dos Ferroviários, onde acontecem os principais eventos da cidade,  o ferroviário aposentado Ápio Vilas Boas Filho gravou uma mensagem de protesto  com trilha sonora de Raul Seixas e circulou no final da tarde pela cidade com um carro de som.

Mas não desistiu, queimou o Judas,  mesmo sem testamento,   e resumiu a ópera: “Não foi uma queima de Judas, foi uma queima de arquivo”

Mais sobre o Judas de Iaçu.

Uma resposta para ““Não foi uma queima de Judas, foi uma queima de arquivo””

  1. Chico Muniz Says:

    Não discuto aqui as implicações políticas, mas tal tradição está em vias de acabar. É o mesmo que fazer justiça com as próprias mãos. E tal comportamento vem sendo estimulado geração após geração. A proibição pura e simples não leva à conscientização (olha eu enveredando pela política!) de ninguém, mas é preciso pensar profundamente sobre o valor de certos aspectos culturais e às vezes um gesto como a proibição é capaz de fazer o que a educação ainda deixa a desejar.


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