Falsidade ideológica

26/04/2011

Por Oscar Paris

Os coleguinhas da crônica esportiva adoram tapar o sol com a peneira. O ufanismo bairrista os impede de enxergar o óbvio ululante. Vamos por parte. Chamar o Bahia atual de time é em verdade um eufemismo. Do goleiro ao ponta-esquerda, sem medo do exagero, não se salva ninguém.

Por incrível que pareça o melhorzinho, talvez o único que mereça uma segunda chance, é o garoto Rafael, destaque das divisões de base que não se sabe por que continua esquentando banco para Souza, um atacante inoperante que deveria ser processado por falsidade ideológica. Ele pode fazer tudo na vida, inclusive jogar futebol, menos ostentar a fama de artilheiro.

Enquanto isso, o misto de filósofo e treinador, Renê Simões, garante que ainda não jogou a toalha. Tenta convencer aos outros, e a si próprio, de que o tricolor do Fazendão ainda pode dar no couro.

Então a questão é: a zebra pode passear livre, leve e solta no BaVi de domingo? Ora, em se tratando de futebol, tudo pode. Mas você, por exemplo, colocaria um dinheirinho na parada e cravaria no Bahêa Minha P….? Duvido. Cá entre nós, quem aposta numa virada épica contra o Vitória, em pleno Barradão, também deve acreditar em duende, Saci-Pererê e gnomo.

Mas isso ainda não é o abismo. No Campeonato Brasileiro a tendência é piorar. Depois de dez anos entre a segunda e terceira divisões o Bahia está fazendo curso prático para voltar ao calabouço. Lá onde o filho grita e a mãe não houve.

Com este amontoado de cabeças-de-bagre as portas da Segundona estarão escancaradas a espera do moribundo. A saída, talvez, fosse substituir pelo menos quinze jogadores, mas as vésperas da estréia no Brasileirão seria suicídio. Então, o jeito é tirar água de caneca enquanto o barco não afunda. A deriva a nau tricolor já está há muito tempo.

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Vide bula

Há anos que optei pelo medicamento genérico. É mais barato e tão ou mais eficaz quanto às marcas tradicionais. E assim é o Bahia de Feira, virtual finalista do Campeonato Baiano e por conseqüência aquele que vai ter a ingrata missão de evitar o penta rubro-negro. Custa quase nada, não tem contra indicação e dá conta do recado. Se eu fosse da equipe de marketing do Bahia de Feira sugeriria uma faixa em letras garrafais nas arquibancadas do Jóia da Princesa, com a assertiva. “Evite dor de cabeça. Adote o genérico”

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Você sabia…

… que apenas cinco cidades em todo o mundo possuem dois clubes campeões mundiais? São elas: Buenos Aires com Boca Junior e River Plate, Montevidéu com Peñarol e Nacional, São Paulo com Corinthians e São Paulo, Porto Alegre com a dupla GreNal e a italiana Milão com Internazionale e Milan.

Destes, o único que conseguiu a façanha sem nunca ter conquistado o título continental (no caso a Libertadores da América) foi o Corinthians que disputou o mundial realizado no Brasil por convite e conveniência da Fifa. Outro detalhe: reparou que das cinco cidades apenas uma (Milão) não está na América do Sul?

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