Tiro Livre: Pode ser pior

02/05/2011

Por Oscar Paris

Está provado. É mais fácil embrenhar-se nos confins do Paquistão e capturar Osama Bin Laden do que ver o Bahia campeão. Quatro meses antes de completar uma década dos atentados contra o Pentágono e as Torres Gêmeas do WTC os ianques deram cabo ao terrorista mais temido e procurado do mundo.

   Pois lá se vai uma década inteira sem que o tricolor tenha motivos para comemorar. Aliás, nestes 10 anos de agonia o único orgasmo tricolor foi perpetrado com o membro alheio, pois caso o Colo-Colo não tivesse conquistado o Baianão 2006, o Vitória estaria hoje a um passo do deca-campeonato estadual.

E todo ano é a mesma coisa. A cada novo tropeço procuram-se culpados, dissolve-se o time (sic), renovam-se as promessas de dias melhores e, de prático, não acontece nada. Lembro que o filho do dono, este que ostenta o único título possível, o de presidente do Bahia, prometeu eleições diretas para este ano, mas já entramos no mês cinco e até agora nem sinal das urnas.

Mas tudo isso já era esperado. O retorno do Bahia à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro se transformou em droga pesada com efeito devastador entre torcida e imprensa.  A ascensão dopou a crônica, embotou as mentes, calou a oposição e fez cessar os clamores por um clube mais democrático, profissional e transparente.

A queda do maior rival colaborou decisivamente para a overdose de otimismo que chapou como ópio o crítico mais contumaz. De uma hora para outra ficou a impressão de que o Bahia navegava em águas calmas e a velocidade de cruzeiro. Ledo engano. O Bahia nunca passou de um ferry-boat, com pintura nova é verdade, mas com motor fundido, sem timoneiro e evidentemente à deriva.

E não adianta buscar razões para o inferno astral que insiste em montar praça no Fazendão. Enquanto a Capitania Hereditária continuar dando as ordens, tudo o que resta aos tricolores é torcer pelo genérico de Feira de Santana. Este pelo menos vai ter a oportunidade de brigar pela taça 2011. O da capital nem isso.

Mas ainda não é motivo para desespero. Os tricolores só devem arrancar os cabelos se a diretoria confirmar as contratações de Carlos Alberto, ex-Grêmio e Vasco da Gama, e de Jobson, ex-Botafogo. Se eles de fato desembarcarem no Fazendão, aí sim você terá motivos suficientes para procurar um bom divã. Mas se você acredita que quando não existe maneiras de vencer o inimigo o melhor é juntar-se a ele, então guarde lugar cativo no Casquinha de Siri. Vai ser uma festa. Sem taça, mas uma festa.

* Espero que o Vitória não se contente com o time mediano que vai brigar pelo inédito penta-campeonato. Para a disputa do Baianão a equipe montada por Antônio Lopes é mais que suficiente vide a fragilidade dos adversários, incluindo o rival histórico. Mas quem pretende um retorno imediato à elite não pode ir à luta com um time que conseguiu perder para o Bahia.

*Estou profundamente decepcionado com o Ronaldo Fenômeno. Melhor jogador do mundo em três temporadas o R9 declarou que não assiste futebol. Segundo o ex-jogador, o esporte que o consagrou e o deixou milionário é muito chato. Compreendi imediatamente que ele prefere emoções mais fortes. Gosto não se discute, mas alguém precisa orientá-lo a pelo menos pagar a conta. Senão a notícia vaza mano.

* Você sabia…

…que o estádio Otávio Mangabeira, a popular Fonte Nova, foi projetado e construído para sediar jogos da Copa do Mundo de 1950? Porém, como a obra não ficou pronta a tempo a ex-arena só foi inaugurada em 1951.

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