INB quer dobrar produção da mina de Caetité

16/05/2011

A notícia parece velha, sobretudo considerando que temos Fukushima no meio, mas é dito que a INB não teria cumprido planos de metas e passa por forte crise. O programa nuclear brasileiro parece incólume face aos terromotos no Japão, que levou a posições imediatas na Europa de rever as suas usinas. No Brasil temos no horizonte a meta de construir novas usinas nucleares, levando ao aumento da demanda de urânio no país. É por isso que a notícia abaixo, apesar de velha, revela a estratégia do setor que, de certo modo, continua válida.

São Paulo, 29 de novembro de 2010- A INB (Indústrias Nucleares do Brasil) vai aumentar sua produção de urânio para atender as novas usinas nucleares que serão construídas, em especial Angra 3, que deverá entrar em operação no final de 2015. É o que disse Alfredo Tranjan Filho, presidente da INB, durante o 1º Encontro de Negócios de Energia Nuclear, realizado na semana passada em São Paulo. O evento foi organizado em conjunto pela Fiesp/Ciesp, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

Para Tranjan, a produção atual de urânio, que é de 400 toneladas e atende as usinas de Angra 1 e 2, deve dobrar até 2013 e seguirá crescendo para atender as novas usinas nucleares projetadas para as próximas décadas. O Programa Nuclear Brasileiro (PNB) prevê um total de R$ 50 bilhões de investimentos no setor nos próximos 20 anos e propõe que, até 2030, sejam construídas de quatro a oito novas usinas. De acordo com Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, “o principal objetivo da agenda é internalizar gastos com o desenvolvimento de tecnologia própria”.

Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura e Energia da Fiesp, pediu mais rapidez na implantação do PNB durante o evento: “O Brasil é um dos poucos países que têm a tecnologia para todas as fases de enriquecimento, geração e guarda do combustível. Mas o fato de se construir uma usina a cada 15 anos aponta para deficiências no nosso programa nuclear”.

Cavalcanti também defendeu a participação privada na geração de energia termonuclear para impulsionar o setor. “Se dependermos exclusivamente do investimento estatal, avançaremos em velocidade muito lenta”.

Fonte: http://www.fatorambiental.com.br/imprensa/energia-nuclear.php

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Uma resposta to “INB quer dobrar produção da mina de Caetité”

  1. zoraide vilasboas Says:

    É… parece que so um nariz de Pinóquio resolve essa equação. Que eu me lembre desde o inicio da década, sucessivos anuncios davam conta da duplicação da produçao de uranio de 400 (ao que parece nunca atingiu este patamar) para 800 toneladas em Caetité.
    Mas, como a própria Comissao Nacional de Energia Nuclear, que fiscaliza a produção de energia nuclear, apontou incompetencia e incapacidade gerencial no setor de mineração, parece mesmo que a luz no fim do túnel se apagou…


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