Professores de universidades greve continua

28/05/2011

Por Carolina Mendonça e Alean Rodrigues, do jornal A Tarde

Ferrnando Amorim/Agência A TARDE

Negociação não superou o impasse

Negociação não superou o impasse

Após uma reunião no fim da tarde desta sexta-feira, 27, com representantes do governo estadual, professores das universidades públicas estaduais decidiram manter a greve, que já dura 48 dias.

De acordo com o coordenador do Fórum das Associações de Docentes (ADs), Gean Santana, as negociações não avançaram por conta de uma atitude “autoritária” da administração de Jaques Wagner.

O coordenador de ensino superior da Secretaria de Educação (SEC), Clóvis Caribé, garante que o governo apresentou quatro propostas desde dezembro de 2010, quando as negociações começaram. “Atendemos a todas as cláusulas econômicas do acordo, até então, mas, para o governo, a categoria se mostrou intransigente”, disse.

Gean Santana desabafou: “Houve um recuo total, pois o governo só aceita sentar para conversar desde que o movimento suspenda a paralisação. Retiraram até o que já tinha sido acordado, como o reajuste salarial. Nem nas gestões carlistas presenciamos isso”.

Um dos pontos do impasse é o Decreto 12.583/11, que contigencia o orçamento estadual e, segundo os grevistas, “engessa” os recursos das universidades.

Desde o início das negociações, a administração estadual anunciou que a medida não será revogada. Caribé, porém, afirma que, mesmo sem a retirada do decreto, foi colocada a possibilidade de flexibilização sobre vários pontos.

“Não se trata de avaliar uma questão ou outra, o que está em jogo é o desrespeito à autonomia das universidades, garantida por lei”, argumentou Gean Santana.

Sem acordo, a categoria promete uma manifestação na próxima terça, às 10h, em frente à Assembleia Legislativa, no CAB.

Feira –Na edição impressa o jornal informar que professores da UEFS ocuparam por cerca de 4 horas ontem o prédio da Direc. Com faixas e animados por um grupo de forró, os docentes improvisaram uma quadrilha e distribuíram amendoim e milho cozido para os que chegavam na unidade.

A manifestação dos professores contou com o apoio dos técncios administrativos, que fizeram paralisação de advertência. eles reclama que desde o ano passado tentam negociar com o governo e até o momento não obteve resposta.

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