Inédito, risco Brasil é menor que risco EUA

15/06/2011

Via  Aninha Franco, no Facebook:
Eis porque
Paul Mc Cartney no RJ,
e Sharon Jones na Bahia…

Por Leonencio Nossa, Renata Veríssimo e Patricia Lara, da Agência Estado

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quarta-feira, 15, que pela primeira vez na história o risco Brasil é menor que o risco dos EUA. Em entrevista no Palácio do Planalto, Mantega disse que a notícia mostra “a solidez da economia brasileira e a confiança que temos do mercado”.

O ministro explicou que o risco Brasil, medido pelo swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) é uma classificação que se faz de títulos soberanos no mercado externo. “Quem tem medo nessa área em não cumprimento de pagamentos, faz um seguro”, explicou. Mantega disse que o governo está “muito feliz” com essa classificação sobre o custo para garantir proteção contra eventual calote da dívida brasileira.

Segundo Mantega, a presidente Dilma Rousseff ficou “muito satisfeita” com o fato de o Brasil ter um risco menor do que o dos EUA. “Isso mostra que estamos no caminho certo, que a política econômica está correta, o Brasil está se solidificando e temos respeito do restante do mundo”, disse.

Queda do risco

A série nunca antes na história deste País ganhou mais um capítulo. O custo de proteção para um eventual descumprimento pelo Brasil de suas obrigações de dívida no curto prazo ficou abaixo do dos EUA pela primeira vez. O credit default swap (CDS) – um instrumento que mede o risco de default de obrigações financeiras – do Brasil caiu ontem para 42 pontos base no prazo de um ano, ante o custo de 49 pontos base para proteção da dívida dos EUA em um prazo equivalente. O movimento é considerado circunstancial pelo economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros.

“É emblemático, mas o risco de cinco anos dos EUA ainda dá de goleada no nosso”, disse Barros, em entrevista dada antes das declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, na qual ele comentou esse ineditismo das condições do crédito do País.

No prazo de cinco anos, o custo de proteção da dívida do Brasil ainda é muito mais caro. O CDS estava ontem em 108 bps, ante 38 bps no caso do custo de proteção para a dívida de mesmo prazo dos EUA. “Há sim preocupações com a situação fiscal norte-americana”, comentou Barros, salientando, contudo, que isso se deve a uma ansiedade do mercado em relação ao debate em torno do teto do endividamento dos EUA.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e membros republicanos do Congresso norte-americano estão envolvidos numa disputa acalorada sobre o limite da dívida pública, com o Partido Republicano exigindo cortes profundos em troca de qualquer acordo para elevar o limite de gastos. O governo dos EUA está se aproximadamente perigosamente da data de 2 de agosto, quando deverá aumentar o limite da dívida para poder tomar emprestado o dinheiro que necessita para pagar suas contas. “Obviamente, isso vai ser resolvido até lá”, ponderou o economista do Bradesco.

Mesmo assim, Barros observa que o risco Brasil tem melhorado. “A percepção de solvência do Brasil é cada vez mais confirmada pela política fiscal sadia”, disse Barros, destacando que, considerando a correlação entre prêmio-risco e rating da dívida, o Brasil tem potencial de upgrade ou melhor precificação de seus títulos. “É plausível supor que dentro de um horizonte de seis meses o País deva receber algum upgrade de alguma agência”, completou Barros.

Risco Brasil abaixo do risco dos EUA pela primeira vez

Yolanda Fordelone, Agencia Estado

Investir no Brasil está menos arriscado do que nos Estados Unidos. Pela primeira vez, o Risco Brasil medido pelo CDS de um ano está abaixo do risco dos EUA, segundo dados compilados pelo economista-chefe do Bradesco Octávio de Barros.

O CDS ou Credit Default Swaps é um título derivativo de crédito que protege os credores do risco de devedores, no caso os governos dos países, não pagarem suas dívidas.

No último dia 13, o CDS de um ano brasileiro fechou em 41,2 pontos base. O risco dos EUA estava em 49,7 pontos base no mesmo dia. Os CDS de 5 anos  do Brasil, no entanto, seguem bem abaixo dos títulos dos EUA: 108 pontos base contra  38 pontos base. Segundo o economista-chefe, modelos sugerem que o Risco Brasil ainda está subavaliado.

Entre 36 países selecionados, os CDS de 5 anos mais arriscados são os da Grécia (1.018 pontos base), Venezuela (998 pontos base) e Irlanda (600 pontos base). Os menos arriscados são Dinamarca (36 pontos base), Holanda (36 pontos base) e Suécia (25 pontos base).

Analistas veem sinais de problemas em títulos públicos brasileiros, diz ‘FT’

Segundo jornal, curva de rendimentos de títulos de Brasil e Índia apresentam padrões semelhantes aos de Grécia, Portugal e Irlanda.

Da BBC Brasil

Um indicador de mercado atentamente acompanhado por analistas financeiros – a curva de rendimento de títulos públicos – poderia indicar problemas à vista na economia brasileira, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times.

O jornal observa que existe uma teoria amplamente aceita de que juros nos títulos de curto prazo mais altos do que nos de longo prazo são a indicação de que a economia do país ruma a uma forte desaceleração ou até mesmo uma recessão.

Segundo a reportagem, os países cuja curva de rendimento de títulos públicos apresentam as maiores diferenças entre os juros de curto e de longo prazo são Grécia, Portugal e Irlanda, os três países europeus que enfrentam graves problemas financeiros e tiveram que receber ajuda externa para honrar o pagamento de suas dívidas.

“O que pode ser mais surpreendente, porém, é que os próximos da fila são os ‘queridinhos’ do mercado emergente Brasil e Índia”, observa o jornal.

Segundo a reportagem, nas últimas semanas a curva de rendimento em ambos os países se inverteu – no Brasil de forma mais acentuada – conforme os bancos centrais aumentaram as taxas básicas de juros para tentar controlar o aumento da inflação, levando alguns analistas a prever que uma desaceleração está a caminho.

Apesar disso, o texto observa que há outros analistas que argumentam que “as curvas de rendimento invertidas no Brasil e na Índia são mais uma afirmação sobre a direção das taxas de juros no curto prazo do que uma previsão sombria para a economia”.

“No Brasil, as taxas de juros reais são altas por causa do histórico do país com inflação fora do controle. Mas a tendência de longo prazo hoje é que os juros reais caiam conforme governos sucessivos demonstrem um comprometimento em baixar a inflação – como refletido nas taxas de juros menores em títulos de longo prazo”, analisa a reportagem.

Segundo alguns analistas, a curva de rendimentos invertida no Brasil seria “mais um efeito técnico de curto prazo do que um indicador confiável de recessão”.

Apesar disso, o jornal afirma que ainda que não indiquem uma recessão, as curvas de rendimento invertidas de Brasil e Índia “são um sinal de que o rápido crescimento econômico dos últimos anos pode estar desacelerando”.

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