A Cena Tá Preta no Teatro Vila Velha

04/11/2011

Foto de Iauretê, do Palmares Iñaron

No mês da Consciência Negra o Teatro Vila Velha abre seus espaços para dar visibilidade às artes cênicas de matriz afrodescendente. Com uma programação dedicada ao debate sobre o Teatro Negro no Brasil, o Vila, O Bando de Teatro Olodum, A Outra Cia de Teatro, a Cia. Nata de Teatro e o Vila da Música organizaram uma programação com entrevistas, espetáculos e música nos espaços da casa.

Para Chica Carelli, diretora do Bando de Teatro Olodum, surge como um espaço para discussão e difusão do teatro negro no Brasil. “Nós dispomos de um teatro que tem um projeto de vida baseado na formação e acessibilidade, e abriga um dos mais importantes grupos de teatro negro que é o Bando. Sabemos das dificuldades que se apresentam aos artistas que tem grupos de Teatro Negro e resolvemos montar uma programação que desse visibilidade e que discutisse essas questões”, afirma.

O Bando de Teatro Olodum organizou duas mesas redondas que prometem render boas discussões. No dia 16/11 (quarta), Fábio Santana, ator do Bando, será o mediador da mesa redonda “O Teatro de grupos Negros e sua produção” que vai contar com a participação de Fernanda Júlia, diretora do Grupo de Teatro Nata e Ângelo Flávio, ator, dramaturgo e diretor do grupo CAN (Coletivo Abdias Nascimento), além de um representante do Coletivo de Produtores do Subúrbio.

Já na quarta seguinte, dia 23/11, a mesa “Políticas Públicas para o Teatro Negro” será mediada pela socióloga e ativista do Movimento de Mulheres Negras Vilma Reis. Dando continuidade ao seu projeto de memória e registro, A Outra Cia de Teatro apresenta o “Memorial Brasil de Artes Cênicas – Circuito de Entrevistas”, onde personalidades baianas que desenvolvem trabalhos cênicos com foco no negro e nas referências de matriz africana serão entrevistadas no palco do Cabaré dos Novos. O evento contará com transmissão ao vivo através da TV Vila e do site do projeto.

O Vila da Música também embarca na programação e traz o cantor, compositor e berimbalista Mestre Lourimbau. Na ocasião, o artista vai mostrar as principais músicas do seu CD “A Arte de Mestre Lourimbau”, onde comenta aspectos da sua carreira e destila uma fusão única de capoeira, MPB e jazz acompanhado por Ivan Bastos (baixo), Paulo Mucci (guitarra) e Giba Conceição (percussão).

Para compor a programação, o Teatro Vila Velha contou com a participação dos artistas. “Esse ano não conseguimos patrocínio, mas mesmo assim o teatro decidiu realizar a mostra por entender a importância de colocar no calendário baiano um evento como este”, diz Carelli. Os espetáculos que serão apresentados são “As feministas de Muzenza – uma comédia afro-baiana” que tem texto de Cleise Mendes e Haydil Linhares; “Iauretê”, do Grupo de Teatro Palmares Iñaron; “Amêsa”, um monólogo com narrativa simbólica que reflete a conjunção da recente guerra civil angolana; Siré Obá – A festa do rei, que celebra as divindades africanas e “Cabaré da Rrrrraça”, que segue em temporada contínua sempre às terças. “Temos grupos com características bem diferentes, o que torna ainda mais interessante A Cena Tá Preta.

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