África 70. Um Tributo a Fela Kuti. A Musica é a Arma.

23/11/2011

Fonte: lucianocuicaplay.blogspot.com

COMEMORAÇÃO DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Por Zezé Barbosa

“África 70. Um Tributo a Fella Kuti. A Musica é a Arma”.

Este é o nome do show que o Bloco Afro Ókánbí realiza no Largo Tereza Batista, hoje, quarta-feira (23) a partir das 19 horas, para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra. A noite reunirá o Ijexá pop do percussionista Jorjão Bafafé e o afrocubano por ele criado para a Banda Ókánbí Afro Pop; o rap do grupo Simples Rap’ortagem, o reggae de Lazzo Matumbi e a salsa de Portella (Açucar) para lançar o tema do carnaval do bloco em 2012.Com o mesmo nome do show, o tema do Carnaval do Ókánbi é uma homenagem ao musico nigeriano Fela Kuti, que criou e difundiu o movimento afrobeat, a partir das apresentações que fazia com a banda “África 70”. Participam das comemorações o Coral Vozes do Engenho, o Dj Gugue e o grupo de capoeira Sambuê. Estarão também presentes os rappers do Sarau Bem Black ,que acontece todas as quartas no Sankofa Bar. A partir das 19 horas, liderados pelo poeta Nelson Maka, eles fazem a abertura da noite com versos rascantes que atestam a consciência do movimento hip hop.

Um telão colocado na praça vai exibir, durante as apresentações, imagens do musico nigeriano, um dos maiores militantes da ideologia pan-africanista na década de 1970, que fez da sua música uma arma para lutar contra a opressão do povo africano. A entrada é gratuita.

Juventude Negra

O show “África 70. Um Tributo a Fella Kuti. A Musica é a Arma”, integra a programação do projeto Zumbi dos Palmares, que também hoje, pela manhã, promoveu o seminário “Juventude Negra: Passado, presente e futuro : Consciência Negra e Pan-africanismo”, no anfiteatro Prof. Thomé de Britto, da Faculdade de Medicina da Bahia, no Terreiro de Jesus.

O evento reuniu o o ministro da Diáspora Africana do Senegal, Lamine Amadou Fay, coordenador do Movimento Pan-africanista do Senegal; o escritor e jornalista cubano Carlos Moore, biógrafo oficial de Fela Kuti e autor do livro Fela.Esta Vida Puta, lançado recentemente em diversas cidades brasileiras; e o professor Nelson Maka, poeta e militante do movimento Blacktude na Bahia.

No centro dos debates o tema Fella Kuti e a juventude Hip-Hop. A estética das linguagens artísticas como forma de luta e consciência negra. A programação começou com a exibição do documentário “A Música é a Arma”. Às 15 horas o percussionista Jorjão Bafafé abre as discussões, executando solos percussivos acompanhados de performances de dança e às 15:30h começa o painel com encerramento previsto para as 17:30.

Conhecendo Fela Kuti

Dono de um dos maiores legados políticos- culturais que a humanidade pôde receber nos últimos tempos e considerado pai do movimento afrobeat, Fela kuti é mundialmente reconhecido como um dos maiores músicos do continente africano. Em entrevista publicada ao blog Gramática da Ira , o intelectual cubano e Doutor em Ciências Humanas e Etnologia, Carlos Moore, chegou afirmar:

“Ainda pouco conhecida no Brasil, a obra do nigeriano Fela Anikulapo Kuti, ou simplesmente Fela Kuti, ou, somente, Fela, conquistou espaço pelo mundo. Mesmo depois da sua morte, em 1997, ele desfruta do reconhecimento de um musical na Broadway e o lançamento da sua biografia , “Fela. Essa Vida Puta” em vários países, em especial o Brasil.

Comprovadamente, Fela é considerado um dos músicos mais completos que o mundo já teve a honra de conhecer. Não só pelo fato de ser maestro, cantor, multi-instrumentista genial, ou por praticamente ter criado um ritmo, mas pela riqueza de vida; por ser a voz de muitos, por sua criatividade.

PROGRAMAÇÃO

14h – Exibição do vídeo documentário “A Música é a Arma”

15h00min ABERTURA: Solo de Atabaques (Ketu, Angola e Ijexá) – Jorjão Bafafé (compositor, percussionista e Mestre de Cultura Popular)

15h30min – Painel de discussão

Tema: Fella Kuti e a Juventude Hip Hop: A estética das linguagens artísticas como forma de luta e Consciência Negra.

Participantes:

Dr. Carlos Moore Wedderburn – Escritor e jornalista cubano, Doutor em Ciências Humanas, Etnólogo e historiador, biológrafo oficial do musico Fela Kuti, autor do livro Fela Esta Vida Puta, Editora Nandyala, lançado recentemente no Brasil;

2. Amadou Lamine Fay – Ministro da Diáspora Africana do Senegal. Jornalista, pesquisador e Coordenador da Aliança Panafricanista. Panafricanista;

3. Nelson Maka – militante do movimento Coletivo Blackitude/Ba.

 

http://www.youtube.com/watch?v=iBgewcFh-cg

http://www.youtube.com/watch?v=hvd4VxcY_1k&feature=related

 

 

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