TVE Bahia: Samba Riachão mostra nação musical de um mito baiano

28/12/2011

A TVE Bahia exibe nesta quinta-feira (29/12), às 22 horas, o longa-metragem Samba Riachão(2001), o antológico perfil documental do cantor e compositor Clementino Rodrigues, um dos mais carismáticos artistas baianos de todos os tempos, que o cineasta e músico Jorge Alfredo lançou no Festival de Brasília há uma década.

Ao dividir o prêmio de melhor filme com Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, considerado um divisor de águas na cinematografia brasileira, Samba Riachão já surgiu como um filme maiúsculo, a ser visto com atenção, reputação que somente cresceu nos últimos dez anos ao ser exibido em diversos circuitos, dentro e fora do Brasil.

Em Brasília, o título conquistou ainda os prêmios de melhor filme pelo júri popular, melhor montagem (Tina Safhira) e o Prêmio Cinemark. No ano seguinte, levaria o Prêmio TV Cultura no festival de documentários É Tudo Verdade. Na tela, ao longo de 86 minutos, a prosa, a ginga e o carisma de Riachão (nome artístico de Clementino) a embalar sua música, as passagens biográficas e uma acalorada discussão sobre as origens do samba e os meandros da indústria cultural que fizeram do gênero, segundo o músico, um royalty mais carioca que baiano.

Entre a peleja da primazia do mais brasileiro dos ritmos, depoimentos sobre o sambista e números musicais que revisitam o repertório de Clementino, desfila um time de entrevistados que só atesta a importância do biografado: Dorival Caymmi (1914-2008), Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Armandinho, Carlinhos Brown, Bule Bule, Daniela Mercury, Tuzé de Abreu, Dona Edith do Prato (1916-2009), Gerônimo, Clarindo Silva, Cid Teixeira e Antonio Risério estão entre os nomes.

Os diferentes segmentos do filme se alternam com leveza e fluência, resultando é uma saborosa mirada sobre o mundo erguido por Riachão, da Praça Cairú ao rock dos Lampirônicos. Nascido em 1921, Riachão é autor de mais de 200 canções e foi gravado por ícones como Cássia Eller, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Após o filme de Jorge Alfredo e o lançamento de um álbum que recupera seus clássicos, na voz do próprio músico e intérpretes de primeiro escalão, sua figura passou a gozar de um maior reconhecimento.

Pequeno, franzino, anéis nos dedos e toalha no pescoço, sempre serelepe nos movimentos, Riachão mostrou o gigante que é, também na vida, ao enfrentar com serenidade e despojamento o trágico acidente automotivo que o fez perder alguns de seus familiares, inclusive a companheira Dalva, a quem se referia como “vida de minha própria vida”.

Um boa parte da força cultural da Bahia pode ser apreciada em cores vivas neste Samba Riachão, que ainda revelou o talento do diretor de fotografia Pedro Semanovschi e outros jovens profissionais do cinema baiano. Toda a programação da TVE Bahia pode ser acompanhada em tempo real pelo portal www.irdeb.ba.gov.br. Leia crítica sobre o filme no link http://www.programadorabrasil.org.br/programa/18/.

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