Leão quer usar Salvador em seu próprio benefício

13/01/2012

Por Josias Pires

É sabido que grandes impérios de comunicação foram construídos à base de chantagem e extorsão. O Cidadão Kane de Orson Welles é a representação fílmica de um dos magnatas da mídia, Hearst, que fundou a imprensa amarela, sensacionalista, vezeira no assassinato de reputações e enriquecimento à base da venda de notícias e opiniões. Tal prática foi seguida de perto por Pulitzer, outro magnata da comunicação que foi imitado no Brasil por figuras do porte de Assis Chateubriand, que fez fortuna na base da chantagem e extorsão. Evidentemente que tal prática de enriquecimento não é obra exclusiva dos magnatas da comunicação. Tem bandidos em todos os cantos. Seja no Judiciário – estão aí as movimentações “atípicas” de juízes, desembargadores e outros servidores da inJustiça, seja na Política. Talvez o grande “canal” para o enriquecimento fácil é o sujeito tornar-se vereador, deputado e quetais. Tem muito e muito político por aí – e cada vez mais – que entra na política não por interesse em contribuir com o aperfeiçoamento da sociedade. Está interessado apenas e tão somente na melhoria da sua própria vida. Na verdade, estamos ficando carecas de saber que está é uma verdade elementar.

É muito comum também o empresário ou político canalizar os recursos públicos não diretamente para o seu bolso, mas utilizá-lo de modo aparentemente mais sutil em favor dos seus próprios interesses, fazendo propaganda e turbinando meios de comunicação para defender os seus projetos pessoais. Ou usar o escudo do interesse público para defender o seu interesse particular. Na Bahia tá cheio disso. Na verdade esta é a grande herança carlista: usar o Estado para o enriquecimento de alguns amigos e perpetuar o poder dos mesmos de sempre.

Agora mesmo estamos assistindo a este jogo de cena curioso: o secretário João Leão, principal articulador do desprefeito João Carneiro, tornou-se de repente defensor dos “interesses” de Salvador e resolveu partir para chantagear o governo do Estado. Ou seja, a prefeitura só assina o termo de anuência para a construção do metrô se o Estado pagar R$ 70 milhões para a prefeitura. Como assim? O Estado, lembra o governador, está levantando R$ 1,6 bi para investir no Metrô e Leão quer mais R$ 70 milhões para “a cidade”?

O zeloso secretário de Carneiro já anunciou que é candidato à prefeito e que o seu grande mote eleitoral será o metrô funcionando. Chegou até a botar os três vagões nos trilhos, fazer fotos, filmar e tirar muita onda em espuma. A população de Salvador precisa varrer para o lixo políticos que ficam milionários no poder e abusam do interesse público para benefícios privados.

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