Professor Ubiratan Castro morre em Salvador

03/01/2013

ubiratan-costa

Por Josias Pires

Morreu na manhã desta quinta-feira (3) o professor e historiador baiano Ubiratan Castro, 64 anos. Bira estava sofrendo há algum tempo de insuficiência renal. Era diretor da Fundação Pedro Calmon, ligada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A cerimônia de cremação do corpo do historiador será realizada às 10h de sexta-feira (4), no Cemitério Jardim da Saudade.

Tive a sorte de ter tido alguns contatos profissionais com o professor Ubiratan Castro e tenho presente que estes foram sempre momentos de intensa aprendizagem. Vi nele uma pessoa entusiasmada, um gestor eficiente e empreendedor e um excelente narrador, contador de histórias nato.

Foi graças a este interesse em fomentar boas iniciativas que o procurei, há erca de dois anos, com a proposta de publicar um pequeno livro, uma coletânea de folhetos do trovador popular Cuíca de Santo Amaro. Topou na hora sem pestanejar, chamou a sua assessoria e saímos de lá com o livro pronto (foi lançado no mesmo dia da avant-première do filme Cuíca de Santo Amaro, em Salvador, em novembro passado).

Antes disso, quando trabalhei na Cooedenação da TV Educativa da Bahia, busquei a sua colaboração como comentarista do desfile do 2 de Julho, tarefa que ele desempenhou com galhardia e vibração, pois tinha interesse especial pela oportunidade de comunicar-se através do rádio e da televisão. Tenho certeza que foi um professor apaixonado e apaixonante.

Na Fundação Cultural Palmares inaugurou e se empenhou pelas políticas públicas de reconhecimento das comunidades quilombolas e de outras iniciativas de afirmação das culturas negras, experiência que já havia desenvolvido à frente do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia.

Pertencia ao quadro de professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), lotado no Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Era doutor em História pela Université Paris IV-Sorbonne, mestre em história pela Université Paris X-Nanterre, licenciado em História pela Universidade Católica do Salvador e bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Era também membro da Academia de Letras da Bahia, onde ocupava a cadeira 33.

Escreveu os livros “A Guerra da Bahia”, “Salvador Era Assim – Memórias da Cidade e Sete Histórias de Negro”. Lançou em 2009, na cidade de Cachoeira o livro de contos “Histórias de Negro”.

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