Lídice da Mata articula candidatura ao governo da Bahia

13/07/2013

Senadora Lídice da Mata (PSB/BA) destaca lançamento da Frente Parlamentar Mista dos Direitos da Criança e do Adolescente na Câmara Federal

A pesquisa Séculos/Bahia Notícias divulgada neste final de semana e que aponta a dianteira de ACM Neto na corrida para a eleição do próximo governador mostra um quadro um tanto desconfortável para o governismo.

Não importa, no caso, as declarações enfáticas de Neto de que não há hipótese de ser candidato a governador em 2014, o que importa é que está crescendo na Bahia o voto oposicionista, expondo a “fadiga do material” petista, na expressão do governador Jaques Wagner.

De fato, as multidões que fizeram ressurgir a importância das ruas no jogo político brasileiro deixaram o PT no canto do ringue. Neste momento, a história está cobrando a sua fatura ao PT e à opção de governar sem intensa mobilização social.

Na Bahia, Neto está sendo beneficiado com o desgaste do petismo, provocado inclusive pela incapacidade do partido e do governo de investirem na contra-hegemonia política e cultural, sobretudo na formação das novas gerações. Para fazer as transformações sociais e culturais que o país reclama, precisaríamos avançar para uma aliança programática entre as forças democráticas e de esquerda em torno de um ideário progressista.

É verdade também que a pesquisa indica o que já se sabia: o carlismo sempre teve cerca de 30% do eleitorado da Bahia e a maior parte disso está em torno de Neto, de Paulo Souto e de Otto Alencar. O jogo ainda tem muito para ser jogado.

No quadro de fadiga do material petista e para enfrentar a retomada da herança carlista, o nome que desponta no cenário é o da senadora Lídice da Mata – ao lado de Walter Pinheiro são os dois nomes mais fortes para enfrentar Neto e Geddel, segundo aponta a pesquisa. Nas hostes do PSB está dado como certa a candidatura de Lídice, a esta altura, independente do desejo do PT.

Analistas de bastidores insistem que o petista preferido de Wagner seria o secretário Rui Costa, pouco pontuado até agora e, garantem outros, com pequena capacidade de agregar as forças políticas necessárias para ganhar a eleição. Pinheiro trabalha silenciosamente por uma solução que convirja para o seu nome; e Lídice está vendo o cavalo selado aproximando-se galhardamente. Enfim, as cartas estão sendo trabalhadas (Por Josias Pires).

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