A greve da PM e o projeto de nação

15/04/2014

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Ônibus recolhidos às garagens, escolas e universidades suspendem aulas, muita gente sequer sai de casa. Está criado mais um clima de pânico em Salvador, desta vez graças à greve da PM decretada na noite de terça-feira (15). Quais são os interesses que estão por trás da mobilização da polícia? Qual o projeto de nação está embutido na disputa em curso?

A greve da PM se não for debelada em curto prazo poderá vir a ser gigantesca pedra no meio do caminho da campanha do candidato petista. Greve duradoura poderá significar pá de cal nas ilusões de Rui Costa. Nestes percalços a campanha ganha certo tom de indefinição, ficamos diante de uma imagem difusa, sobretudo quando nos aproximamos da Copa do Mundo.

Paira no ar a suspeita de que algo poderá ocorrer na Copa do Mundo. Muitos temem, outros aguardam ansiosos a reedição das jornadas de Junho 2013 cujas consequências sempre são imprevisíveis. Todos se preparam para alguma surpresa. O desejo de mudanças atravessa todas as camadas sociais, mas falta-nos talvez a vanguarda capaz de acionar as sínteses e os passos necessários para o caminho das transformações.

As mudanças econômicas na vida de milhões de brasileiros criaram outras bases para as lutas atuais.. A força deste processo parece que está a exigir a formação de alianças de outra qualidade, em torno de projetos de transformação. Neste sentido é preciso ter em vista que a continuidade e aprofundamento das mudanças dependerá de mobilização social e capacidade de ação das forças políticas de centro-esquerda.

Neste sentido é preciso incluir no cenário o fortalecimento da articulação de centro esquerda, costurando, inclusive, a aliança PT-PSB no pós-eleitoral, aliança que poderá ser o melhor caminho para a criação das condições políticas adequadas para aprofundar as transformações no curso de um projeto nacional que se contrapunha ao projeto do consumismo mercadista. Será que a esquerda será capaz de liderar um projeto alternativo ao consumismo mercadista?

Projeto de Estado democrático que desmonte, de fato, o Estado autoritário, burocrático, privatista. Projeto que liquide as desigualdades gritantes entre o Brasil oficial versus o Brasil real. Estado que se choca com desejos e necessidades das pessoas de demandar outros padrões de relacionamento com a sociedade. Desejamos aprofundar a democracia, articular democracia representativa e democracia participativa. Democracia política e democracia econômica. Alimentar um processo de formação política em todo o país.

Quando elegemos nossos governantes estamos apostando e transferindo para eles nossas aspirações. Para que nos ajudem a realizar esses desejos. Nem sempre os governos nos satisfazem. Qual o projeto de nação temos hoje? Estamos buscando alternativas disponíveis no cardápio eleitoral para encontrar aquele/as capazes de liderar um governo que bote em execução um projeto nacional capaz de galvanizar a juventude e toda a sociedade.

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