Archive for the 'Cinema' Category

DE CUÍCA DE SANTO AMARO PARA O QUILOMBO RIO DOS MACACOS

29/09/2015

https://www.youtube.com/watch?v=dekX4o6UUHI

Na próxima segunda-feira (5), às 20h, na Sala Walter da Silveira, será realizada sessão especial do filme documentário Cuíca de Santo Amaro (direção Joel de Almeida e Josias Pires, 2012, 74 min).

A sessão especial, com ingressos a R$20, visa a arrecadação de recursos para contribuir com a finalização do documentário Quilombo Rio dos Macacos, de Josias Pires, em fase de montagem. O filme documenta a luta daqueles quilombolas em conflito com a Marinha do Brasil pela propriedade das suas terras.

A exibição do Cuíca é mais uma atividade da campanha de crowdfunding, através do site Benfeitoria.com (acesse aqui) que está sendo realizada pela produção do filme sobre o quilombo. A campanha será encerrada no próximo dia 10 de outubro.

O documentário de longa metragem sobre o quilombo Rio dos Macacos é um desdobramento do web-doc Quilombo Rio do Macaco  (direção Josias Pires, 2011, 10 min),  o primeiro material audiovisual divulgado na Internet sobre o quilombo.

O que: Exibição do filme Cuíca de Santo Amaro

Onde: Sala Walter da Silveira / Salvador/BA
Quando: dia 05/10, próxima segunda-feira,  às 20 horas

Ingressos: R$ 20,00

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Filme contará a história do quilombo Rio dos Macacos

01/05/2015

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O filme documentário Quilombo Rio dos Macacos, em processo de montagem, contará a história da comunidade e da sua luta. O quilombo reúne cerca de 50 famílias de agricultores e pescadores na divisa das cidades de Salvador e Simões Filho (BA). No final da década de 1950 e início de 60 as fazendas em que viviam aquelas famílias foram doadas à Marinha do Brasil.

A partir dos anos 1970, com a construção da Vila Naval da Barragem, condomínio residencial de suboficiais da Marinha, em área da Fazenda Macaco, começaram os conflitos, que só fizeram recrudescer nos últimos anos. Continue lendo »

9a. Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, Sala Walter da Silveira 18 a 23/11

17/11/2014

Lucia Murat

Salvador sedia a partir desta terça-feira (18) uma mostra de mais de 30 filmes reunidos pelo tema dos direitos humanos. Oportunidade rara para ver e refletir sobre a nossa história recente. O evento ocorrerá na Sala Walter da Silveira, o primeiro filme “Que bom te ver viva”, de Lúcia Murat (1989, 95′), será exibido às 19h, entrada franca. Com filmes de vários países da América Latina, que participam de uma Mostra Competitiva; haverá também a Mostra Memória e Verdade, que terá sessões seguidas de debates; e a Mostra Lúcia Murat, com a exibição de cinco filmes desta diretora que mergulha em profundidade no período mais duro da repressão militar no Brasil e, ao mesmo tempo, quando explode a contracultura no mundo (Josias Pires).

Veja aqui a programação completa: Continue lendo »

O assunto é cinema: O Homem de Lagoa Santa

08/07/2014
Intervalo das gravações:Diretor Renato,Rosangela Albano e o ator Chico Aníbal.

Intervalo das gravações:Diretor Renato,Rosangela Albano e o ator Chico Aníbal.

por Marcos Pierry

Fotógrafo, nascido em Belo Horizonte, mas radicado há bastante tempo no Rio de Janeiro, Renato Menezes foi um apaixonado pela história de Lagoa Santa. Depois de muitos anos de trabalho e persistência, Menezes concluiu em 2013 a produção de seu primeiro e único longa-metragem como diretor, O Homem de Lagoa Santa.

Coisa muito triste: Renato faleceu no dia 24 de junho, de maneira inesperada e repentina, na capital carioca. Sentiu dores, foi ao hospital fazer exames, precisou de uma cirurgia, fez a intervenção, o quadro se complicou e o cineasta não resistiu.

Sua partida pegou todos de surpresa – a esposa Lina, o filho Damião e os outros familiares, além dos inúmeros amigos do Rio e de Minas. Renato parecia estar bem de saúde e andava mais animado que o de costume nos últimos meses. Lagoa Santa tinha a ver com isso.

Ele realizou o sonho de exibir o filme na cidade, com platéia numerosa e ávida, na noite de 17 de dezembro passado. Mais de 300 pessoas lotaram o auditório da Escola Municipal Dr. Lund e, emocionadas, assistiram a recriação de Renato para o encontro do dinamarquês Lund com a riqueza natural, o povo e os costumes da região que o tornaria um pioneiro da paleontologia.

Peter Lund (1801-1880) chegou à Lagoa Santa em 1833, em busca de um clima ameno que lhe evitasse a tuberculose. Entre 1840 e 1843, Lund encontrou dezenas de crânios humanos em estado fóssil, um deles, na Gruta do Sumidouro, de aproximadamente 12 mil anos.

A descoberta reabriu as discussões sobre a origem do homem nas Américas e foi um dos motivos que fizeram do cientista um nome de peso, respeitado, entre outros pares, pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), autor da célebre Teoria da Evolução.

De personalidade singular, Lund, formado em medicina, aliava às prospecções científicas o seu envolvimento crescente com a população local. Fazia consultas gratuitamente, ajudava a alforriar escravos, promovia festas e tomava parte nos eventos da própria comunidade. Outro fato que costuma ser mencionado em suas biografias é a troca de cartas com o importante filósofo, também dinamarquês, Soren Kierkegaard (1813-1855).

Uma história e tanto – quem mora em Lagoa Santa se acostuma a conviver com essa moral diferenciada, não da pura beleza da paisagem, mas do conhecimento dela extraído – que impressionou inúmeros artistas, dentre eles, o poeta Carlos Drummond de Andrade, e também cineastas, como Nelson Pereira dos Santos, que já desejou filmar o percurso de Lund, além de outros dois, que levaram Lagoa Santa e o dinamarquês para as telas: Humberto Mauro, em 1942, e José Sette de Barros, em 1978.

A eles se junta o nome de Renato Menezes, que, com o seu O Homem de Lagoa Santa, misturou com graça elementos ficcionais e documentais para narrar a paixão de uma grande figura do Velho Mundo por um lugar de especial magnetismo no horizonte das Geraes do Novo Mundo.

Renato fez parte da equipe que trabalhou com José Sette no curta-metragem de 78. E bem antes do ano de 2001, quando rodou as primeiras imagens de seu longa, já batalhava para fazer do projeto uma realidade. O Homem de Lagoa Santa foi produzido pelo Grupo Novo de Cinema e TV.

No elenco, estão os atores Chico Anibal, Luiz Hippert e artistas de Lagoa Santa, como Gercino Alves. O texto narrado em off pelo ator Marcos Caruso foi escrito por Silviano Santiago. Alguns outros créditos: a fotografia de Luiz Abramo, a música de Guilherme Vaz Pereira, a direção de arte de Sérgio Silveira e a montagem de Marta Luz.

A arqueóloga Rosângela Albano, do CAALE (Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire), e o paleontólogo Castor Castelle prestaram consultoria técnico-científica à produção. Tive a satisfação pessoal de dar uma força ao CAALE para viabilizar a sessão realizada em dezembro, que foi organizada pelo Centro.

Além do prazer de ver o filme reluzindo na tela, após zerarmos uma série de detalhes ao longo de semanas, fui recompensado com a alegria de ter conhecido o Renato por ocasião dessa projeção. Conversamos bastante eu, ele e o historiador Cleito Ribeiro, do CAALE, com quem pilotei a sessão.

Cinema, projetos futuros, uma possível estreia do longa em circuito agora em 2014, vida pessoal, cinema, minhas pesquisas sobre experimentalismo e o exercício da crítica, cinema, Julio Bressane, cinema, o período do exílio voluntário dele em Londres, cinema, a convivência e o aprendizado com mestres do cinema brasileiro, cinema, Rio de Janeiro, Bahia, Lagoa Santa, cinema, cinema, cinema…

Assunto não faltou naqueles encontros que antecederam a exibição. Nem a promessa de novo encontros – para uma entrevista quando ele retornasse à Lagoa Santa; para lhe expor o que achei do filme e me apresentar sua turma quando eu fosse ao Rio.

Outro dia, na feirinha de artesanato que acontece aos domingos na avenida Getúlio Vargas, às margens da Lagoa Central, alguém me chama: era Lina, que sempre está por aqui para visitar a família, com o catálogo de uma mostra (A História da Filosofia em 40 Filmes) que o Renato havia pedido para me entregar. Tinha certeza de que eu iria curtir.

Era assim o camarada. Papo firme, jeitão leve e capaz dessas pequenas gentilezas que fazem a vida valer a pena. Refiz, diante de Lina, a promessa de procurá-lo quando eu fosse ao Rio, algo que não tardaria. Estive lá na virada de maio para junho, mas não cumpri o prometido – nenhuma agenda de trabalho, por mais carregada, poderia justificar o lapso indelicado. Nunca vou me perdoar por isso. Agora somente quando (e se) eu chegar aí em cima, Renato. Foi mal.

Marcos Pierry é cineasta, crítico e professor de cinema.

O Brasil no olhar dos viajantes – João Carlos Fontoura

20/07/2013

“Documentário sobre os relatos estrangeiros das primeiras viagens feitas ao país, entre os séculos XVI e XIX, e a influência que tiveram na construção da imagem do Brasil no exterior e entre os próprios brasileiros. O filme resgata testemunhos de homens que viram um país ainda desconhecido, primitivo e exótico tecer as bases de sua sociedade e de sua história”.
Documentário de João Carlos Fontoura difundido pela TV Senado.

Trailer definitivo do filme Cuíca de Santo Amaro

15/06/2013

Este é o trailer do filme documentário de longa metragem Cuíca de Santo Amaro, O Poeta mais Temido da Bahia, patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural, dirigido pelos cineastas Joel de Almeida e Josias Pires.

O filme narra aspectos da trajetória do poeta popular, ‘trovador-repórter’ e propagandista, o desassombrado Cuíca de Santo Amaro, Ele, O Tal, personagem criado por José Gomes, que atuou na Bahia, sobretudo, nas década de 1940, 1950 e início de 1960. Continue lendo »

Popular e vanguarda no cinema da Bahia dialogam no Feciba de Ilhéus

09/06/2013
Antonio Pitanga na abertura do Feciba

Antonio Pitanga na abertura do Feciba

Por Josias Pires – O ator Antonio Pitanga, consagrado representante do Cinema Novo por atuações em dezenas de filmes fundamentais, na abertura do Festival de Cinema Baiano, Feciba, sexta (7) à noite, no Cine Santa Clara, em Ilhéus, deu o tom adequado para interpretar sentidos do evento, exortando-nos a ver relações entre os jovens organizadores do certame cinematográfico na cidade e os jovens da sua própria geração do Cinema Novo.

A fala de Pitanga tem a força e trás a oportunidade do diálogo inter-geracional apresentando-nos a experiência intrépida de “jovens loucos” e a necessidade da juventude sempre questionar, inquirir e buscar transformar a realidade, articulando energias das universidades, de estudantes, professores e demais interessados. Continue lendo »

O Cangaceiro, Lima Barreto

31/05/2013

Via Marcus Gusmão, Blog Licuri

O Cangaceiro, filme realizado em 1953, foi um dos maiores sucessos do cinema brasileiro de todos os tempos. Escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos criados por Rachel de Queiroz, O cangaceiro foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas do mundo. Considerado até hoje o melhor filme produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, sua história se inspirava na lendária figura de Lampião.

Sinopse:
O bando de cangaceiros do capitão Gaudino (Milton Ribeiro) semeia o terror pela caatinga nordestina. É neste contexto que a professora Maria Clódia (Vanja Orico), raptada durante um assalto do grupo, se apaixona pelo pacífico Teodoro (Alberto Ruschel). O forte amor entre os dois gera grande conflito no bando.

Ficha Técnica:
Direção: Lima Barreto
Roteiro: Lima Barreto, Rachel de Queiroz (diálogos)
Gênero: Aventura/Drama/Romance
Origem: Brasil
Duração: 105 minutos
Tipo: Longa-metragem

Elenco:
Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico, Adoniran Barbosa, Antonio V. Almeida, Hector Bernabó, Lima Barreto, Horácio Camargo, Ricardo Campos, Antônio Coelho, Cid Leite da Silva, Oswaldo Dias, Zé do Norte.

“Raça” revela dificuldades para mudar o Brasil

28/05/2013

por Josias Pires

Três negros, três trajetórias, três histórias inacabadas: um senador, um cantor-empresário de comunicação e uma quilombola constituem o trio de personagens acompanhados pelas câmeras do filme documentário “Raça”, dirigido por Joel Zito Araújo e Megan Myla, lançado em todo o país na semana passada. Realizando um procedimento típico do cinema direto americano, aquele em que a câmara observa o desenrolar de conflitos, “Raça” joga lenha na fogueira de um debate urgente e ajuda a provocar e atiçar reflexão indispensável sobre o Brasil atual: a inconclusa liberdade dos brasileiros de origem africana, cuja escravidão oficial teve fim com a promulgação da Lei Áurea mas que foram, porém, mantidos em condições de vida indignas e degradadas por todo o século seguinte. Continue lendo »

O sucesso no cinema do Rei Roberto Carlos

26/05/2013

Roberto.Carlos.A.300Km.Por.Hora.VHSRIP.Xvid.Nacional

À sua imagem e semelhança: expressão mais visível do cinema da jovem guarda, filmes do rei Roberto Carlos marcaram uma geração.

Por Marcos Pierry

A presença de astros da música popular no mundo do cinema é estratégia recorrente de produtores, diretores e dos próprios artistas, instados a fustigar qualquer brecha de massificação conforme a vigência de modelos bem específicos de circulação da arte a partir do pós-Guerra. Uma das ações de peso do modelo cultural pautado pela pressão de um potencial de mercado busca, justamente, fazer do que se torna sucesso em uma mídia fenômeno de vendas em outro meio de comunicação.

A migração do disco para a película encontra em Elvis Presley um de seus expoentes, ainda em um tempo em que as ondas do rádio pareciam falar mais alto que a imagem da TV. Do diretor Michael Curtiz, o mesmo de Casablanca, a produção de 1958 Balada Sangrenta traz o rei do rock a enfrentar as vilanices do personagem de Walter Matthau, a quem o público das comédias se acostumou a ver como o parceiro de Jack Lemmon. Gogó e quadris a postos, o roqueiro topetudo estreou em 1956, com Love me Tender, e iria estrelar três dezenas de filmes, incluindo Saudades de Um Pracinha, O Seresteiro de Acapulco, Ame um Pouquinho Viva um Pouquinho e diversos outros que embalariam matinês nas salas de projeção e, décadas depois, esquentariam a programação televisiva. Continue lendo »

As mãos (sujas) sobre a cidade

11/05/2013

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Por Biaggio Talento em Observatório da Imprensa

A cidade está se expandindo para um lado, mas é preciso mudar em direção contrária, de forma a beneficiar as terras de determinado grupo econômico, o que vai valorizar os empreendimentos desse segmento em 5 mil por cento. Como fazer isso? Modificando, se preciso, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, corrompendo algumas autoridades. Essa, grosso modo, é a introdução do filme As mãos sobre a cidade. Descreve uma má intenção de empresários predatórios que servirá de mote ao longo da trama. Realizado pelo cineasta Francesco Rosi em 1963, o filme está fazendo 50 anos e ainda hoje é exibido em fóruns de urbanismo e arquitetura pela sua atualidade. Continue lendo »

WALTER DA SILVEIRA, O FILÓSOFO DO CINEMA BRASILEIRO

21/04/2013
Para Walter da Silveira A Grande Feira, de Roberto Pires, foi o marco inicial do Cinema Novo

Para Walter da Silveira A Grande Feira, de Roberto Pires, foi o marco inicial do Cinema Novo

Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

Crítico de cinema e exímio escritor, dotado de um estilo incisivo, afirmativo, apodítico, elegante, sóbrio na interpretação, ponderado, humilde, anti-cabotino, avesso ao beletrismo e à retórica bacharel. Horror ao “blasé” e ao diletante, Walter da Silveira começou pensando o cinema como fato cultural, a arte por excelência do século XX (“ver é o sentido básico” do nosso tempo): antes de ser arte, o cinema foi ciência. Atacou o preconceito literário, teatral e pictórico, que negava ao cinema capacidade de conhecimento e beleza artística. Atacou o preconceito de que cinema é passatempo de iletrados. Marxista, ateu (sem religião, gostava de se autodefenir), considerou a dupla face do cinema como arte e indústria, digamos, valor de uso (estética) e valor de troca (o filme-mercadoria).

Antes da Nouvelle Vague falava, início da década de 50, sobre o específico da linguagem cinematográfica, compreendeu que a história do século XX (se não era feita pelo cinema) era conformada por fatores cinematográficos, e não deu crédito ao vaticínio de que o cinema seria fatalmente substituído pela televisão. Continue lendo »

Corumbiara, de Vincent Carelli

20/04/2013

O emblema Cuíca de Santo Amaro

01/04/2013

Propagandista da feira

Documentário lança luz a respeito da trajetória do poeta-repórter que alimentou o imaginário popular de Salvador em seus tempos de província.

por Raul Moreira
Do Seminário Magazine

Lá pela metade dos anos 2000, separadamente, o cineasta Joel de Almeida e o jornalista Josias Pires começaram a desenvolver projetos que tinham como objetivo descortinar um personagem emblemático que alimentou o imaginário popular de Salvador no século passado, conhecido como Cuíca de Santo Amaro. E quis o destino que os dois unissem forças e transformassem os seus desejos em uma árdua pesquisa que acabou resultando em um documentário financiado pela Petrobras.

Já visto em São Paulo, no Festival É Tudo Verdade, Cuíca de Santo Amaro será projetado pela primeira vez na Bahia no Festival Cine Futuro – VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual. E, naturalmente, o filme, em película e com pouco mais de 1 hora e 15 minutos, tem importância não apenas pelo fato de se constituir um importante documento a respeito de um personagem que merecia aprofundamento, como, também, pela forma através da qual a dupla de autores o construiu. Continue lendo »

Josué de Castro, o mais ilustre brasileiro de todos os tempos

24/03/2013

O filme retrata a vida e a obra do médico pernambucano Josué de Castro, intelectual engajado em um dos maiores e eternos problemas da humanidade: a fome. Autor de vários livros que discutem a fome como uma questão política, Josué representou o Brasil em vários órgãos internacionais, como a FAO, mas acabou sendo exilado pela ditadura militar. Morreu em 1973.
Direção:
Silvio Tendler
Roteiro:
Adolfo Lachtermacher, Josué de Castro Filho, Silvio Tendler, Tânia Fusco
Produtores:
Adolfo Lachtermache

Cuíca de Santo Amaro, esteta das partes baixas

22/03/2013

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por Josias Pires

“Me parece que os jornais / Da Bahia são comprados / Pois fatos palpitantes / Ficam na redação / Eternamente arquivados. // Digo eu esta verdade / Porque isto é o meu dever / Coisas sem importância / Os jornais sabem escrever / Porém o que interessa / Fica o povo sem saber”.

Um personagem sobre o qual deveríamos silenciar. É o que pensa muita gente de bem que se recusou a gravar depoimentos sobre Cuíca de Santo Amaro para o filme documentário de longa metragem que dirigi com Joel de Almeida, concluído em janeiro de 2012. Tal recusa apenas comprova que o desabusado “trovador repórter” continua sendo temido e odiado por pessoas aparentemente “bem pensantes”, contemporâneas de Cuíca (1907-1964), que ainda o tomam como personagem menor, marginal, insignificante, que deveria ser esquecido. Continue lendo »

Filme Cuíca de Santo Amaro será exibido na praça Municipal de Salvador na próxima terça-feira

14/03/2013

Bomba!! Bomba!! Bomba!!

Na próxima terça-feira (19), a partir das 18h30min, será exibido na praça Municipal de Salvador o filme documentário “Cuíca de Santo Amaro”, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires. O evento promovido pelo projeto “Cinema na Praça” , da Fundação Gregório de Mattos, irá comemorar o aniversário de nascimento do poeta popular José Gomes (19/03/1907 – 21/01/1964), que entrou para a história de Salvador com o nome de Cuíca de Santo Amaro. Produzido pela DocDoma Filmes, com o apoio do programa Petrobras Cultural, o filme foi concluído em janeiro de 2012 e tem 74 min de duração.

“O Cuíca de Santo Amaro / Que de fato é O Tal / Abre o grande filme / Ao povo da capital / Pois o mesmo é, leitores / Convidado especial// De fraque e cartola / Parecendo um doutor / Cuíca de Santo Amaro / Renomado trovador / Faz sorrir a valer /Qualquer espectador.”

Cuíca de Santo Amaro já foi exibido no 17o. Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade (duas exibições no RJ e duas em SP); no V Festival do Cinema Latino Americano e Caribenho, na Venezuela; no projeto Cinema no Telhado, do Instituto Goethe, em Luanda, Angola; no Festival Internacional de Cinema de Arquivo, no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro; no 3o. Cachoeira Doc – Festival de Documentários de Cachoeira; no Cine Futuro, VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, em Salvador; no IV Bahia Afro Film Festival, em Salvador; e na 16a. Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).

Sinopse do filme:

Na idílica Salvador dos anos 40 e 50 Cuíca de Santo Amaro atenta contra o pudor e brada contra a hipocrisia, revela em praça pública segredos de alcova e trapaças de ricos marreteiros. É o cronista social. Nada lhe escapa: o custo de vida, os crimes mais comoventes, manobras dos líderes da II Guerra Mundial. Suas histórias não raro obscenas vendem como caninha nas feiras de Salvador e do Recôncavo da Bahia. Transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte, Cuíca deixa atrás de si um rastro de polêmica. “Comigo não tem bronca”, garantia. É a versão popular do boca de brasa, o Gregório de Mattos sem gramática. Herói e anti-herói. Trovador reporter. O maior comunicador que a Bahia já teve. É um performer antes de Salvador virar metrópole.

Luis Carlos Barreto ataca majors do entretenimento durante sessão no STF

01/03/2013

O cineasta Luís Carlos Barreto afirma no Supremo Tribunal Federal, em defesa da lei 12.485/2011, que garante o acesso da produção audiovisual brasileira nas TVs por assinatura, que é o interesse econômico das majors mundiais do entretenimento que está emperrando o cumprimento do dispositivo legal.

Documentários: Arraial do Cabo e Aruanda

28/02/2013

Por Glauber Rocha

Arraial do Cabo de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro

O documentário brasileiro também não existe. Se quisermos uma retrospectiva, teremos no passado uma meia dúzia de filmes impressionistas realizados por amadores, com técnica sofrível e alguns momentos plásticos, Quando não encontramos reportagens sobre índios e etc., temos aquelas seqüências de câmara baixa, contraluz, mostrando enterros de jangadeiros ou fatos semelhantes que, à primeira vista, oferecem boa matéria fílmica. Mas sempre ficamos no desastre. O nosso material é tão bom quanto aquele que Eisenstein encontrou no México. Mas os nossos documentaristas do passado foram apenas fotógrafos acadêmicos da escola Figueroa que pretenderam muito sem mesmo saber ajustar o foco no segundo plano. E, da montagem, não falemos sequer do mais primário, que seria a coordenação narrativa. Mesmo assim devemos a Humberto Mauro trabalhos que denotam um cineasta atrás da câmara. Só isto. Continue lendo »

Doce amargo da vida ganha sabor em O Mistério de Lulu

28/02/2013

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Por Marcos Pierry

Já se foi o tempo em que as bancas de revista vendiam apenas revistas e jornais. Do cigarro e do dropes, passaram também a oferecer fichas telefônicas, filmes fotográficos, fitas VHS – os três hoje peças de museu – e ainda livros, CDs e, o que interessa aqui, DVDs de bons filmes. Ao correr os olhos nas bancas, o leitor, ou cinéfilo, pode ter a surpresa de encontrar um Fellini, um Eric Rohmer ou um legítimo Charlie Chaplin dando sopa. Quase sempre a um preço convidativo.

O Mistério de Lulu (98) foi uma dessas surpresas, encontrada dias atrás. O norte-americano Paul Auster já era um escritor reconhecido quando se envolveu com o cinema. Seus contos, romances e crônicas renovaram o fetiche nova-iorquino e ele tinha tomado parte em dois filmes de êxito – Cortina de Fumaça e Sem Fôlego, ambos em parceria com Wayne Wang – antes de dirigir essa produção. Continue lendo »

Filmes da Missão de Pesquisas Folclóricas (1938)

28/02/2013

Cantos de Trabalho, de Leon Hirszman

21/02/2013

Coronel Delmiro Gouveia, filme de Geraldo Sarno (1977)

21/02/2013

Couro de Gato (1961), de Joaquim Pedro de Andrade

31/12/2012

O belo filme de Joaquim Pedro de Andrade, um dos “Cinco vezes Favela”, produzido pela União Nacional dos Estudantes (UNE) nos põe diante de um país que nos parece perdido. Era a mesma sociedade desigual e injusta e sobre ela a ação de política cultural nacional-popular que via o país pela lente romântica, que desejava a revolução, porém atuava nos marcos de um neo-realismo quase apaziguador das diferenças.

Pensei muito neste filme desde que assisti, recentemente, ao Menino do Cinco, de Marcelo Matos e Wallace Nogueira, igualmente um filme de rara sensibilidade e que dialoga fortemente com o de Joaquim Pedro. Mas com uma diferença abissal: vivemos em outro país. Os 52 anos que nos separam de Couro de Gato nos trouxeram para uma sociedade bem diferente. Dentre muitas coisas, perdeu os espaços públicos e transformou os contatos interculturais e interclasses em consumismo individualista alimentado pelo medo e por uma espécie de terror urbano.

O trailler de Menino do Cinco: http://vimeo.com/44709974

Cachoeira no circuito nacional do filme documentário

07/12/2012

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Por Josias Pires

Espaço de exibição e debate de filmes, oficinas, conferências, o Cachoeira Doc insere esta bela cidade do Recôncavo no circuito nacional do documentário, retomando papel de destaque para a Bahia neste segmento cultural.  A Jornada de Cinema da Bahia foi criada no começo da década de 1970, sobretudo, por documentaristas. Ao lado da exibição e debate dos filmes havia um fórum de debates sobre políticas públicas para o curta metragem. Na Jornada foi criada a Associação Brasileira de Documentaristas (ABD). São dados que dizem de um papel de realce da Bahia na cena do documentário. Continue lendo »

Cachoeira Doc: Anotações sobre o filme Doméstica

06/12/2012

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Por Josias Pires

Como dizem os especialistas, o filme Doméstica, de Gabriel Mascaro,  realiza-se a partir de um mecanismo bolado pelo diretor, que consiste em contratar  sete adolescentes dispostos e capazes de filmar, em suas próprias residências, a intimidade de empregadas domésticas. O mecanismo é, de fato, bastante engenhoso na medida em que sendo as imagens filmadas pelos garotos e garotas filhos dos patrões, a edição capta esta relação peculiar flagrada na solidão  das cozinhas e salas. Um filme revelador: estamos diante de  cenas desconcertantes, intensas em significados diversos, vividas por personagens maravilhosas. Não resta dúvidas de que o mecanismo foi largamente beneficiado pela força das personagens, que são capazes de, no confronto, com a “equipe de filmagem” produzir revelações/reiterações sobre a história e a natureza da vida privada no Brasil. As cenas são feitas em residências nas cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus e Salvador. Continue lendo »

CachoeiraDoc conecta Recôncavo com o mundo

19/11/2012

O III CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira realizado entre 04 e 09 de dezembro de 2012 na cidade de Cachoeira, Bahia, mais precisamente no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Em parceria com o Curso de Cinema e Audiovisual dessa mesma Universidade, o Festival abrigará três mostras – Mostra Competitiva Nacional, Mostras Especiais, Ciclo de Conferências e Oficinas.

Nas duas edições anteriores cerca de 4500 pessoas assistiram um total de 85 filmes documentários (73 nacionais). Na Mostra Competitiva Nacional, ao todo, foram inscritos 356 filmes de todas as regiões do país. Entre os 43 selecionados, 13 eram médias ou longas metragem e 30 curtas metragem. Continue lendo »

Outras impressões da Venezuela

01/11/2012

Os sanitários do aeroporto internacional de Caracas são um primor de limpeza. Funcionários limpam constantemente tudo, o balcão das pias e o chão, tudo sempre bem seco e limpo. Quando vc termina de lavar as mãos na pia, aquele simpático senhor está com o papel para vc enxugar as suas mãos, um gesto elegante e digno que fez gosto de se ver.

Engraçado … esta foi a primeira mudança que senti do Brasil quando cheguei em São Paulo no aeroporto de Guarulhos. Piso e balcões molhados … cadê aquele senhor cheio de dignidade que me entregava o papel para enxugar as minhãs mãos … A dignidade de ser … Percebi nesses dias que podemos ver as questões que vivemos no Brasil com outras perspectivas, a partir do conhecimento de outras experiências, as experiências dos encontros.

Precisamos disto na Bahia. Encontros produtivos e reflexivos de realizadores, produtores, exibidores. O segundo semestre de 2012 está sendo marcado pelos vários festivais de cinema em Salvador. O Panorama Internacional Coisa de Cinema, o Cine Futuro, o Festival de Vitória da Conquista, o Cachoeira Doc e outros.

Os festivais são territórios de encontros, um dos circuitos que animam a estimulam, de alguma maneira, a criação dos filmes, na medida em que o filme é exibido nos festivais, p. ex., e torna-se filme de fato na medida que é visto, o sentido do filme é construído pelas relações que estabelece com o público.

Cuíca de Santo Amaro na abertura do Cine Futuro, dia 09 de novembro

01/11/2012

 

O filme documentário Cuíca de Santo Amaro será lançado em Salvador no proximo dia 09 de novembro (sexta-feira), na abertura do Cine Futuro – VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. Serão realizadas duas sessões do filme, às 20h e 21h30min. Antes disso, às 18h30min haverá o lançamento de um livro com vinte folhetos de autoria do poeta popular Cuíca de Santo Amaro, selecionados a partir das pesquisas realizadas para a produção do filme. O livro foi patrocinado pela Fundação Pedro Calmon. Além dos folhetos de Cuíca há um texto de Orígenes Lessa, que descreve o encontro, na porta do Elevador Lacerda, do escritor paulista com o vate baiano.

No próximo mês de fevereiro Cuíca de Santo Amaro será exibido em salas de cinema de Salvador e espaços diversos de 29 cidades do interior. Projeto de distribuição e exibição do filme foi aprovado no Edital da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), que prevê, além das exibições na capital e no interior, a produçao de um DVD com o filme e Extras visando distribuição para a rede de ensino e outros interessados. Antes disso, o filme será exibio no Cachoeira Doc (04 a 09 de dezembro) e no Festival Internacional de Cinema de Arquivo, (REcine 2012, RJ, 10 a 14 de desembro).

Cachoeira Doc divulga seleção de filmes

01/11/2012

Em 2012, o CachoeiraDoc recebeu a inscrição de 249 filmes para participar da Mostra Competitiva: 167 curtas, 35 médias e 44 longas-metragem, de todas as regiões do país. Entre os 18 selecionados, sete são longas e 11 são curtas. Há filmes de quatro regiões do país: quatro são baianos, quatro pernambucanos, seis paulistas, dois são do Rio de Janeiro, um do Distrito Federal e um do Rio Grande do Sul. Continue lendo »

Venezuela: Impressões de viagem

31/10/2012

Fogo sobre Marmara – Parte 1

Por Josias Pires

O ambiente democrático na Venezuela é pulsante. Esta foi a  impressão que tive durante o breve momento que vivi naquele país participando do V Festival de Cine Latinoamericano y Caribeño Margarita 2012, realizado na cidade de Porlamar, na Ilha de Margarita, entre os dias 25 de outubro e 01 de novembro.

Conheci jovens cineastas venezuelanos entusiasmados, que estão  criando obras vigorosas e sensíveis, jovens politizados, estudados e com alta capacidade de compreensão dos contextos locais, regionais e internacionais.

Estar entre cineastas latino-americanos na Venezuela debatendo questões vitais da cultura em plena crise e reestruturação (?) do capitalismo favorece o entendimento acerca da democracia venezuelana, onde o presidente eleito é atacado pela grande mídia e, mesmo assim, em nome de um projeto socialista, mobiliza intensamente o país que se engaja no desejo de afirmar o processo de transformação de valores. Continue lendo »

Em defesa da integração cultural latino-americana

26/10/2012

Por Josias Pires, da Venezuela

O Fórum de Conteúdos, evento organizado pelo V Festival de Cinema Latino-americano e Caribenho Margarita 2012, na Venezuela, realizado na manhã desta sexta-feira (26) defendeu maior integração cultural latino-americana, a fim de ampliar a produção e difusão audiovisual da/na região.

Presentes realizadores e representantes governamentais da área do cinema e do audiovisual da Venezuela, Argentina, Colômbia, Costa Rica e Cuba. A representante do Instituto Cubano de Artes e Indústria Cinematográfica (Icaic), Suzana Medina lembrou que, apesar da enorme diversidade cultural da América Latina, este subcontinente americano é importador de conteúdos audiovisuais. Continue lendo »

Filme Cuíca de Santo Amaro no V Festival do Cine Latinoamericano e Caribenho de Margarita 2012

24/10/2012


Por Josias Pires

Nesta quinta-feira embarco para a Venezuela para acompanhar a exibiçao do filme Cuíca de Santo Amaro no festival. Organizado pela Plataforma de Cinema e Difusão do Ministério do Poder Popular para a Cultura, através da Distribuidora Nacional de Cine Amazonia Films, o evento ocorrerá no Caribe, na Ilha de Margarita, República Bolivariana da Venezuela, entre os dias 25 de outubro e 01 de novembro próximos. Cuíca de Santo Amaro será exibido nos dias 26, 28 e 31 de outubro.

Dois filmes baianos no Recine 2012: Cuíca de Santo Amaro e Água de Meninos: a feira do cinema novo

22/10/2012

O Festival Internacional de Cinema de Arquivo – Recine – divulgou a lista de 17 filmes entre curtas, médias e longas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva de Filmes de 2012. O evento sera realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 10 e 14 de dezembro, no Arquivo Nacional, com entrada franca.

O longa-metragem Cuíca de Santo Amaro, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires e o média metragem Água de Meninos: a feira do cinema novo, de Fabíola Aquino foram os dois filmes baianos selecionados para o festival. Continue lendo »

Exibição do filme Cuíca de Santo Amaro em Luanda

12/10/2012

Por

Por Lula Oliveira

A sessão de Cuica de Santo Amaro no projeto Cinema no Telhado, do Instituto Goethe, foi também bastante prestigiada. Tivemos cerca de 60 pessoas na platéia. Inclusive, estudantes da Alemanha que estão fazendo intercâmbio cultural em Luanda. Existe uma grande dificuldade em compreender o personagem Cuica…muito distante da realidade daqui de Luanda. Não sei também até que ponto a tradução em inglês legitima a nossa lingua portuguesa com as suas gîrias e modo todo particular de se expressar. Entretanto, há um encantamento pelas imagens de arquivo da cidade de Salvador, Recôncavo… e são essas imagens que seguram o público no filme no início. São essas imagens que dialogam e permitem que o público, aos poucos, vá conhecendo o personagem central. Continue lendo »

Cuíca de Santo Amaro será exibido em Angola e Venezuela no mês de outubro

26/09/2012
O filme documentário de longa metragem “Cuíca de Santo Amaro”, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires será exibido em Luanda, Angola, no Projeto do Goethe-Institut Angola no próximo dia 09 de outubro, às 19h. Ainda em outubro, o filme será exibido também no V Festival do Cine Latinoamericano e Caribenho, na Ilha de Margarita, Venezuela, nos dias 26, 28 e 31 de outubro. A estreia em Salvador será no dia 09 de novembro, na abertura do Cine Futuro, VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual.
Sinopse do filme:
Na idílica Salvador dos anos 40 e 50 Cuíca de Santo Amaro atenta contra o pudor e brada contra a hipocrisia, revela em praça pública segredos de alcova e trapaças de ricos marreteiros. É o cronista social. Nada lhe escapa: o custo de vida, os crimes mais comoventes, manobras dos líderes da II Guerra Mundial. Suas histórias não raro obscenas vendem como caninha nas feiras de Salvador e do Recôncavo da Bahia. Transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte, Cuíca deixa atrás de si um rastro de polêmica.  “Comigo não tem bronca”, garantia. É a versão popular do boca de brasa, o Gregório de Mattos sem gramática.  Herói e anti-herói. Trovador reporter. O maior comunicador que a Bahia já teve. É um performer antes de Salvador virar metrópole. Continue lendo »

Sobre a morte da Jornada de Cinema da Bahia

25/09/2012

Por Carollini Assis, diretora da ABCV

A Jornada Internacional de Cinema da Bahia, como disse um amigo, “é um filho que cresceu e foi para o mundo”. Não é de propriedade de seu criador, o cineasta Guido Araújo. Tornou-se sem fronteiras e sem dono, e a Guido, que a conduziu, cabe o mérito de ter desconfigurado suas fronteiras, limites e linhas demarcatórias.

Justamente por ser do mundo, é que consegue ainda ter quixotes que se levantem contra moinhos de vento, nos mais diferentes caminhos. Pessoas que lutam por sua permanência e continuação. Há sementes plantadas nos corações mais distos, há sementes solitárias plantadas em mundos equidistantes. Há sementes de um mundo melhor. A mensagem se chegou em mim, deve também ter chegado a muitas outras pessoas. Continue lendo »

Festival de Documentários de Cachoeira – inscrições abertas

15/08/2012
De 15 de agosto a 15 de setembro de 2012, cineastas podem inscrever seus documentários de curta, média e longa-metragem no III CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira, que acontecerá de 04 e 08 de dezembro de 2012 no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira – Bahia. Continue lendo »

Cinema Negro – África e Diásporas, em Cachoeira, 25 de agosto

15/08/2012
Zózimo Bulbul erá um dos seus filmes exibidos no seminário
O movimento de cinema negro TELA PRETA traz no próximo dia 25 de agosto, ao auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras da UFRB o seminário Cinema Negro: África e diáspora, desafios e perspectivas. Com intuito de fomentar o debate sobre a auto representação da população negra na produção cinematográfica, o evento acontecerá bimestralmente, e na primeira edição trará a exibição de dois curtas-metragens emblemáticos para esta cinematografia, uma mesa redonda sobre a temática, e encerramento com a noite cultural.

Confira a programação: Continue lendo »

Pierre Perrault: primeiras impressões e alguns palpites

13/07/2012
Em cartaz na Sala Walter da Silveira, a partir desta sexta-feira (13), mostra imperdível do documentarista canadense Pierre Perrault.
Por Marcos Pierry
Conhecer Pierre Perrault (1927-1999) é transpor certo lugar-comum da cinematografia canadense, há muito refém do brilho isolado de nomes como Denys Arcand e David Cronenberg. Fora das quatro paredes, e da segurança, de um estúdio, o documentarista pratica sua não-ficção contemporâneo e favorável ao cinema direto, passando longe de qualquer artifício do filme clássico, conduzindo seus temas por personagens e cenários reais para produzir, com poucos equipamentos e pessoal reduzido, “uma verdade” desse encontro. Continue lendo »

Sobre o post Eztetyka da Fome: a vanguarda nada mais resolverá

06/07/2012

Por Marcos Pierry

Prezado J.
Mais que oportuno regurgitar o mais célebre texto glauberiano justamente neste momento, há 48 horas do início oficial de mais uma campanha eleitoral.

Ali, nos idos de 65, o dragão traçava um diagnóstico (do cinema novo até aquele momento) e dava diretivas de como articular a criação nos termos de um movimento político que operava a partir de bandeiras locais (a fome como sintoma do problema e instrumento da revolta rumo à emancipação) e globais (o reconhecimento da condição latinoamericana como uma chave de coalizão; a tutela da sensibilidade burguesa na recepção europeia entre outros ’males’ do capitalismo) poéticas que dessem conta desse ou daquele tema também no nível da expressão segundo a vontade e inspiração do artista.

Intervir na realidade sem ser esmagado por ela, exprimir o mundo interior e o olhar do sensível do criador – endurecer buscando potência na ternura de cada um. Afinal tratava-se de um cinema de autor, para muitos a única escola estética autoconsciente na errática experiência do cinema brasileiro. Por isso, além de pontos cruciais que extravasam o partidarismo estético declarado, a exemplo da rejeição à razão colonizadora, e que vai dar na explosão febril e fantástica da ”Estética do Sonho” de anos depois, com a qual um Glauber mais que barroco tanto se volta para dentro quanto reorienta o mapa da arte revolucionária, há que se ter em conta a dimensão de autofagia da própria vanguarda sessentista. Continue lendo »

EZTETYKA DA FOME – A mais nobre manifestação cultural da fome é a violência

05/07/2012

Por Josias Pires

O texto-manifesto de Glauber Rocha que define a aventura criativa de um grupo de cineastas brasileiros no período dos governos Jânio-Jango (1960/64) foi lido na Mesa Redonda sobre Cinema Novo ocorrida em 1965 na Resenha do Cinema Latino-Americano, em Gênova e logo depois publicado na Revista Civilização Brasileira, julho/1965.

O cineasta baiano faz reflexão potente sobre questões centrais da sua época, pondo em xeque a estética e a política nacional e popular e a arte vanguardista. Do nosso ponto de vista, a proposta da “Eztetyka da Fome” pode ser tomada como Internacional–Popular, na medida em que Glauber situa o debate em termos das relações América Latina e os países que chama de “cultura civilizada”. Posição de vanguarda pode ser anotada acerca deste ponto.

Mas sobretudo, podemos dizer, pelo gesto de trazer para o centro da cena a dimensão estética, que influencia simbolicamente a comunicação entre colonizadores e colonizados. Trata-se para Glauber de fazer o debate da revolução com o foco na linguagem. E linguagem que deve ser descolonizadora, que recusa a atitude local de lamento da América Latina sobre “suas misérias gerais”; e denuncia o olhar estrangeiro que “cultiva o sabor dessa miséria, não como um sintoma trágico, mas apenas como um dado formal em seu campo de interesse”. Continue lendo »

Para Roma com Amor é o novo destino da geografia de Woody Allen

30/06/2012

Alberto Freire*

O mais recente filme de Wood Allen Para Roma com Amor amplia a geografia cultural e cinematográfica que o diretor americano vem traçando nos últimos tempos, após revelar as entranhas de Nova York por meio de suas histórias, conflitos e personagens nada lineares. No elenco estão, além do próprio diretor, Alec Baldwin, Roberto Benigni, Penélope Cruz, Judy Davis, Jesse Eisenberg, Greta Gerwig e Ellen Page

Este longa é dividido em quatro histórias que não se cruzam, vividas em Roma. Em uma delas, um casal americano (Woody Allen e Judy Davis) vai à cidade para conhecer a família do noivo italiano de sua filha. Outra história traz Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma celebridade pela mídia. O terceiro episódio apresenta um arquiteto americano (Alec Baldwin) que visita Roma e suas memórias afetivas da juventude. O último traz dois jovens recém-casados que se perdem pelas ruas de Roma e uma garota de programa Ana (Penélope Cruz) se insere entre eles. Continue lendo »

Ouro Preto e os descaminhos da memória filmográfica

26/06/2012

Foto: Victor Schwaner

Por Marcos Pierry

Apesar de contar com 70 filmes em sua sétima edição, finalizada segunda-feira 25, a Mostra de Cinema de Ouro Preto – CineOP, que tem como lema o “cinema patrimônio”, investe alto em uma programação de seminários, debates e workshops voltados ao universo da memória cinematográfica – restauração, preservação e difusão, além de áreas afins e/ou implicadas, como a formação e educação e a elaboração, aplicação e gerenciamento de políticas públicas para o setor. À pauta afiada, soma-se o plantel de especialistas, a começar pelo francês Alain Bergala, talvez o mais ilustre entre os presentes em 2012. Continue lendo »

Vidas Secas, Nelson Pereira dos Santos, 1963

08/06/2012

No mesmo ano que Linduarte Noronha traz à luz o filme Aruanda (1960), Nelson Pereira dos Santos está no Nordeste para filmar Vidas Secas, baseado no romance de Graciliano Ramos. Mas a chuva verdeja a caatinga levando Nelson a filmar de improviso Mandacaru Vermelho. Vidas Secas viria só em 1963 e dialoga fortemente com a luz de Aruanda. Filme indispensável na cinemateca do cinema mundial.

Aruanda, Linduarte Noronha, 1960

08/06/2012

Parte 1 (9min03seg)

Parte 2 (6min11seg)

Filme documentário do paraibano Linduarte Noronha, que em 1960 inaugura –  ao lado de Arraial do Cabo (Paulo Cesar Sarraceni) – o documentário social brasileiro, indo além do lirismo de Humberto Mauro e buscando compreender os processos históricos e culturais do homem  e da terra de cada lugar do país. Filme luminoso a inspirar a fotografia do cinema novo – luz branca estourada captada sem filtros – e inspiraçao também temática. Antropologia visual filmada depois de uma reportagem que Linduarte fez para a imprensa de João Pessoa sobre o quilombo na Serra do Teixeira.

O documentarista baiano Geraldo Sarno garante que decidiu fazer cinema depois de ver Aruanda, numa exibição feita em Salvador. Na oportunidade Glauber Rocha, que até então havia feito apenas O Pátio, disse a Noronha que Aruanda tornava pueris os experimentos formais que ele – Glauber – andava fazendo pois e trazia para o centro da cena, de forma bruta e primitiva, a realidade brasileira.

Portanto, este é um filme seminal.


Peckimpah destruiu a mitologia do western

29/05/2012

Peckimpah no set de filmagens de Pat garret & Billy the Kid (1973), numa maca, cercado pelo elenco, recebendo soro intravenoso com whisky, em resposta aos boatos que diziam que as filmagens iam mal e Peckimpah estava sempre bêbado.

Por Sandro Santana

Peckimpah foi o responsável pela transição do western clássico para o moderno. Podemos dizer que John Ford passou para ele o bastão. “Pistoleiros do entardecer” (1962) é o próximo passo depois de “O Homem que matou o fascínora” (1962), de Ford, o ultimo dos grandes westerns clássicos. Em “Pistoleiros …”, ainda que tenha  ingredientes do western clássico, Peckimpah inaugura o realismo, a densidade psicológica no gênero e até o “anti-americanismo” dentro do gênero mais  americano, ao retratar e louvar a epopéia dos fracassados, glorificar o perdedor.

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O Artista: triunfo do clichê e discussão de linguagem

24/05/2012

Por Marcos Pierry

para o Jimi e a pequena Maysa

Com centenas de prêmios e indicações (Cannes, Globo de Ouro, Oscar, Bafta, Goya…), O Artista – uma produção franco-belga, de orçamento considerado modesto (entre US$ 15 e US$ 20 milhões), dirigida pelo francês, de origem lituana, Michel Hazanavicius – tem todos os ingredientes de um filme de sucesso do século passado: o galã, a mocinha, o vilão, uma história de amor e plots de melodrama e aventura que convergem para um desfecho esperado, previsto, e, por isso mesmo, extremamente palatável para o público médio. E, com um tom geral, presidindo a narrativa, de comédia romântica da linhagem de um Frank Capra em Aconteceu Naquela Noite (1934).

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22, de Diego Lisboa, selecionado para o Festival Lume, de São Luis (MA)

14/05/2012

Diego Lisboa dirigiu e filmou 22 nas ruas de Belo Horizonte durante residência artística de 20 dias naquela cidade.

O filme curta metragem 22, dirigido pelo cineasta baiano Diego Lisboa (Doc experimental, 10’47”) foi selecionado para a Mostra Competitiva do Festival de Curtas Metragens Brasileiros – Festival Lume – que divulgou a lista dos selecionados em todas as categorias. O festival será rrealizado entre 14 a 20 de junho, em São Luís (MA). A sinopse do filme anuncia: através da observação distante conduzida por um carro, é possível acessar sentimentos vindos desta experimentação humana.

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O Sertão no mundo

11/05/2012

Por Josias Pires

Pontos, redes, culturas e meios de comunicação

No âmbito do evento Celebração das Culturas dos Sertões, realizado esta semana (5 a 9/05), em Salvador e Feira de Santana, pela secretaria de Cultura da Bahia foram incluídas quatro Rodas de Conversas. Convidado a participar de uma delas por Claudia Vasconcelos – dado o trabalho que realizei na TV com a série Bahia Singular e Plural Continue lendo »

‘O Homem Que Não Dormia’ é empreendimento de alto risco

04/05/2012

O mais novo longa metragem do cineasta baiano Edgard Navarro chegou às salas de cinema.
Navarro está construindo um conjunto de obras cinematográficas de alta relevância, pela coragem de enfrentar questões candentes e maestria narrativa. Capaz de despertar o riso, o escárnio, o gozo e tantos sentimentos nos espectadores. “Acorda Humanidade”, gritava o louco de Bertrand Duarte em O SuperOutro. Os seus filmes nos propõem o abismo como salvação – por isso abaixo a gravidade! – são filmes-cachoeira – no bom sentido, no sentido dado pelo mestre Humberto Mauro para quem cinema é cachoeira, são imagens jorrando diante dos nossos olhos (Josias Pires). Leia abaixo dois textos sobre o filme de Edgard Navarro escrito por críticos de cinema do jornal O Estado de São Paulo.
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Ponto final na Jornada de Cinema da Bahia?

22/04/2012

O cineasta, fundador e diretor da Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Guido Araújo escreve sobre o fim iminente do mais antigo festival cinematográfico do Nordeste brasiliro. A Jornada é um patrimônioo cultural do estado e mais: é de enorme importância para a cultura brasileira, como acentua o cineasta Silvio Tendler.  Ele atribui à mediocridade o fim da Jornada na Bahia. Silvio Tendler faz um apelo para que a Jornada continue viva pois evento de tal magnitude não pode morrer assim.  O texto de Guido Araújo e o filme com Silvio Tendler foram publicados no Caderno de Cinema, uma revista digital recém-lançada, organizada por Jorge Alfredo com textos de cineastas baianos. A possibilidade do fim da Jornada da Bahia afeta a todos aqueles interessado na memória, na criação  e na cultura brasileira e, particularmente, no cinema cultural feito no Brasil nos últimos 40 anos.

Leia o texto completo de Guido Araújo e participe do debate.  Aqui:  http://cadernodecinema.com.br/blog/ponto-final/

http://cadernodecinema.com.br/blog/

20/04/2012

Sob a batuta do maestro Jorge Alfredo está no ar, on line, o Caderno de Cinema, na sua edição inaugural, com textos e entrevistas escritas por cineastas baianos. Segue abaixo o Editorial e o link para a revista eletrônica (JP).

http://cadernodecinema.com.br/blog/

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Por que o Cinema da UFBA não exibe o filme Menino Joel?

19/04/2012

Professor da UFBA e membro do Movimento Desocupa. Ícaro Vilaça escreve carta aberta para a reitora Dora Leal cobrando providências para que o Cinerma da UFBA possa exibir o filme.

Por Ícaro Vilaça

Magnífica Reitora Dora Leal Rosa,

Na qualidade de professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia, mas sobretudo na qualidade de cidadão, gostaria de solicitar alguns minutos de sua preciosa atenção para o problema posto a seguir.

Na noite de ontem, tive a honra de assistir ao filme Menino Joel, exibido no Cinema da UFBA em sessão bancada pelos próprios realizadores do filme. Dirigido pelo italiano Max Gaggino e produzido por Rodrigo Cavalcanti, o filme foi realizado de forma completamente independente, sem nenhum tipo de apoio.

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Cinema popular e pontes com a nossa história

03/04/2012

Foto: Davi Caires

Os dois filmes baianos selecionados para o 17o. Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, Cuíca de Santo Amaro, de Joel de Almeida e Josias Pires, e Ser Tão Cinzento, de Henrique Dantas, são obras que colaboram para jogar luz na memória de um país e de uma Bahia que precisa ser minuciosamente conhecida e reconhecida. Estamos fazendo filmes de memórias sobre personagens que souberam enfrentar as circunstâncias do seu tempo com criatividade e coragem.
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Histórias da Bahia no festival de documentários É Tudo Verdade

15/03/2012

De Eron Rezende, jornal A Tarde

Fotos: Davi Caires

Cinegrafista e diretores Josias Pires e Joel de Almeida

Cinegrafista e diretores Josias Pires e Joel de Almeida

Equipe de "Cuica de Santo Amaro - Ele, o Tal" grava no Centro Histórico de Salvador

Equipe de “Cuica de Santo Amaro” grava no Centro Histórico de Salvador

De fraque surrado e chapéu-coco, o homem caminha repleto de cartazes pendurados nas costas. Em um deles, o aviso: “Nunca disse que eu era getulista. Nem também que eu era queremista. Todos sabem muito bem que eu sou é propagandista”.

Personagem da velha Salvador e comerciante de si mesmo, José Gomes assim viveu, entre feiras e ladeiras, vendendo cordéis intumescidos de humor e crítica. Demonizou Hitler, Mussolini e Plínio Salgado, alfinetou Getúlio Vargas. Maridos traídos e patrões mesquinhos nunca escaparam. Após 48 anos de sua morte, o autointitulado “trovador da Bahia” tem a sua história recuperada no documentário Cuíca de Santo Amaro – Ele, o Tal.

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Cuíca de Santo Amaro estreia no Rio de Janeiro

13/03/2012

Foto Davi Caires. Ruínas do Cine Jandaia, na Baixa dos Sapateiros, um dos preferidos de Cuíca de Sant Amaro

Bomba!! Bomba!! Bomba!!  / Aguardem!! Em breve!!

No próximo dia 24 de março, às 19h, no Espaço Itaú de Cinema Botafogo, Praia do Botafogo, Rio de Janeiro, o filme documentário de longa metragem (2011, 73 min) Cuíca de Santo Amaro abre a seleção de longas nacionais do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade. O filme tem a direção de Joel de Almeida e Josias Pires, com o apoio do programa Petrobras Cultural. Continue lendo »

Filmes baianos no Festival Internacional É Tudo Verdade

28/02/2012

O filme documentário longa metragem Cuíca de Santo Amaro, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires, foi selecionado para a Competição Brasileira de Longas do 17. Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, que será realizado em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 22 e 30 de março em São Paulo e no Rio de Janeiro. Outro filme baiano, o curta Ser tão Cinzento, de Henrique Dantas, foi selecionado para a competição brasileira de curtas. Veja aqui a lista de todos os selecionados.

http://etudoverdade.com.br/2011/inscricao/selecionados2012.asp

 

Mostra Agnès Varda no Festival de Cinema Cachoeira Doc

03/12/2011

Do Blog do Cachoeira Doc

Agnès Varda é uma cineasta franco-belga, precursora da Nouvelle Vague, o movimento francês que surgiu no início dos anos 60 e tem Jean-Luc Goddard e François Truffaut como seus mais conhecidos representantes. Agnès Varda é reconhecida também pela maneira como ampliou as possibilidades do documentário, através da intimidade, subjetividade e sensibilidade que afloram Continue lendo »

Cachoeira Doc lança livro sobre cinema e urbanismo

03/12/2011
No próximo sábado (10/12), às 19h, acontecerá no Foyer do auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB, o lançamento do livro Quando o cinema vira urbanismo: o documentário como ferramenta de abordagem da cidade, de Silvana Olivieri. Continue lendo »

Cachoeira Doc desloca rotas tradicionais do documentário brasileiro

01/12/2011

Por Amaranta Cesar

Na origem do CachoeiraDoc está o desejo de provocar um deslocamento nas rotas tradicionais dos documentários brasileiros para fazê-los chegar a Cachoeira, contribuindo, ao mesmo tempo, para fortalecer esta cidade como um espaço de produção de imagens e sons articulado com o mundo. No ano passado, quando a primeira edição do festival inaugurou esse movimento

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II Cachoeira Doc – Festival de Documentários de Cachoeira – 7 a 11 de dezembro

30/11/2011

“Marighella”, o filme documentário de Isa Grinspum Ferraz, será exibido ao ar livre em Cachoeira, na abertura do Cachoeira Doc na próxima quarta-feira, 7 de dezembro. O líder comunista faria 100 anos no próximo dia 5 de dezembro, se estivesse vivo. A exibição do filme em Cachoeira , no Largo D’Ajuda, às 19h30min, contará com a presença da diretora e de familiares de Marighella.

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O candomblé democrático do Jardim das Folhas Sagradas

27/11/2011
(via Jorge Aldredo/Cinenanabahia)

Em seu O Jardim das Folhas Sagradas, o diretor Pola Ribeiro faz uma interessante imersão no universo do candomblé. Pola poderia ter feito um documentário. Preferiu a ficção para discutir um tema interno ao candomblé, a necessidade (ou não) de sacrifícios animais em alguns rituais. De certa forma, seu herói, Bonfim prega um candomblé ecológico e preservacionista. Vegetal.

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Cinema e Mídias Móveis: última mostra e papo com Danillo Barata

21/11/2011

O projeto ‘Cinema e Mídias Móveis’ realiza às 19h30 desta terça (22/11), na Saladearte Cine Vivo (Shopping Paseo, Itaigara), a última Mostra + Bate-Papo deste ano. O artista convidado é Danillo Barata, mestre em Artes Visuais pela UFBA e doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo.

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Geografia e Cinema no Brasil – revisão bibliográfica

14/11/2011

Cena de Terra Estrangeira, de Walter Salles

Por Tiago de Almeida Moreira

Geógrafo Licenciado (UEFS-BA) – Mestrando em geografia (UnB-DF)

“Hoje, a indústria cultural aciona estímulos e holofotes deliberadamente vesgos, e é preciso uma pesquisa acurada para descobrir que o mundo cultural não é apenas formado por atores que vendem bem no mercado”. Milton Santos (2002).

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7º Festival Internacional de Cinema de Salvador – 11 a 24/11

10/11/2011

De Olho no Mundo’ é o tema do 7º Festival Internacional de Cinema de Salvador, que acontece de 11 a 24, nas Saladearte Cinema da UFBA (Vale do Canela) diariamente às 18:30 e 20:30, Cinema do Museu (Corredor da Vitória) diariamente às 20:30 e também sábado às 22:30 e Cine XIV (Pelourinho) diariamente às 18:30. O tema presta homenagem ao crítico e criador da Mostra Internacional de Cinema Leon Cakoff, que morreu em 14 de outubro deste ano e inspirou a criação do projeto Saladearte.

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