Archive for the 'Procuram-se cronópios / por Nilson Galvão' Category

De boinas, desimportâncias e uma escolha difícil

07/09/2011

Foto: Iêda Marques http://www.iedamareques.com

Por Nilson Galvão

Boina, barba, casaco jeans. Um cara clichê naquelas paragens, claro: Chapada Diamantina, onde ainda se vivem os sonhos de outros tempos. Mas o tempo é circular, meu caro, disso você pode estar certo. Esqueça o eterno retorno, essas sofisticações, basta ir vivendo e vendo como ele se repete, se repete. Continue lendo »

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24/07/2011

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Woody Cinderela Allen

11/07/2011

Por Nilson Galvão*
Cinema, claro, é outro galpão deste sítio – mas desde quando Woody Allen é cinema? Continue lendo »

Eu e Brigite Bardô

20/06/2011

Por Nilson Galvão*

Começou por volta de 1978 e deve ter durado uns três ou quatro anos: um dia fiquei em dúvida se tinha de fato acordado ou, pelo contrário, se continuara dormindo, e tudo, conversas, acontecimentos, dores e alegrias, em conseqüência não passava de um sonho. Semanas, meses depois, minha cabeça de criança ainda se batia com a dúvida de vez em quando. Tanta coisa acontecendo, pessoas novas dando as caras e de repente podia ser tudo engodo. A realidade me esperava, congelada naquela manhã inalcançável na qual eu finalmente acordaria, e sequer me lembraria de grande parte das cenas vividas naquele enorme, gigantesco intervalo onírico, tão paradoxalmente concreto. Continue lendo »

Os deuses errantes numa dessas esquinas

14/05/2011

Por Nilson Galvão

Um: olhos esbugalhados, expressão tensa, barba e cabelos negros encaracolados, invariavelmente em silêncio. Outro: expressão leve de traços delicados emoldurados por longos e lisos cabelos castanhos, barba idem, jeito falastrão dizendo coisa com coisa e expondo, sempre, a boca banguela a tornar ainda mais abobada a sua cara. Sempre juntos, sempre dopados de um jeito ou de outro. Aqui, na cidadezinha qualquer, muita pinga na falta de drogas mais legais.

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A peleja de Bakunin e Proudhon na terra do Poleirão

01/05/2011

Por Nilson Galvão

Ouvi falar em anarquismo pela primeira vez em Brumado. Tinha uns 16 anos. Meu amigo Rogério Palmeira, dois anos mais velho, já era um cabeção. Continue lendo »

Manifesto monarquista

26/04/2011

Por Nilson Galvão

Os ingleses estão certos: a monarquia é o caminho. A começar pelo feriado desta sexta-feira, 29 – só lá na Inglaterra, só pros ingleses, esses privilegiados. Continue lendo »

A Paixão no século XXI

21/04/2011

Por Nilson Galvão

Messias não é quem você pensa: ele tem esse nome mas a sua paixão, por exemplo, é outra. E é, para embaralhar as cartas, uma paixão platônica. Uma não, várias: Messias é apaixonado por muitas mulheres e por homens também. Por isso ainda é virgem: não consegue se decidir. Continue lendo »

Fogueira cívica

16/04/2011

* Nilson Galvão

Não me entenda mal, mas aquele cara queimando a bandeira nacional em Brasília me fez pensar em utopias. Continue lendo »

A última canção

03/04/2011

Nilson Galvão

Li na internet, e isso não é bem garantia de fidedignidade, que a gravação de “Hey Bulldog” teria sido a última vez dos Beatles como os Beatles de verdade, aquele bando de garotos brilhantes que adoravam o que faziam, se divertiam mesmo e lidavam com a criatividade como se ela fosse a coisa mais disponível do mundo.

Não sei qual a sua opinião sobre os garotos de Liverpool, caro hipotético leitor. Do meu lado devo informar que 1) não sou, nunca fui beatlemaníaco; 2) não coleciono, portanto, todo tipo de informação a respeito; e 3) de uns tempos pra cá, entretanto, tenho ouvido mais e mais as músicas do quarteto, e não é que elas me inspirem, é como se modulassem as ondas cerebrais quando invento de escrever coisas tiradas a criativas, como, por exemplo, poesia. Sem querer parecer pedante, até porque também não sou um ouvinte regular de música erudita, tenho essa mesma relação com as músicas de Bach. Continue lendo »

Macacos nas quatro direções e a merda da vida

28/03/2011

Nilson Galvão

A vida é uma merda: a gente nunca para de aprender e, se faz isso com algum senso de observação, se toca do quanto ainda resta por saber. Não me meto a atualizar Sócrates, pelamordedeus, mas esse nada-sei tem sido mesmo, pelos séculos dos séculos, um saco – e sem fundo!

Pros místicos, como Krishnamurti, ícone da contracultura meio esquecido ultimamente, é ainda mais embaixo: quem não mantém a mente aberta pra aprender a toda hora, a todo minuto, cria limo e fica lá, cabeça embotada enganchada repetindo sempre o mesmo esquema. E você, repete sempre o mesmo esquema? Continue lendo »