Livros

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Florisvaldo Mattos lança “Poesia Reunida e Inéditos”

09/04/2011

O poeta, professor e jornalista baiano Florisvaldo Mattos lançará o seu último livro na próxima quinta-feira (dia 14), a partir das 18h, na Livraria Cultura, do Salvador Shopping. O livro foi editado pela Escrituras, de São Paulo, e reúne toda a obra poética produzida por Florisvaldo Mattos desde a década de 1960.

O poeta é Uruçuca, cidade do Sul da Bahia, onde fez os estudos primários. O curso secundário foi feito em Itabuna, Ilhéus e Salvador, onde se diplomou em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1958). Integrou o grupo nuclear da Geração Mapa, que atuou na Bahia nos anos 1960 sob a liderança do cineasta Glauber Rocha, com quem fez as revistas Ângulos e Mapa, ambas editadas em Salvador.

Quando João Falcão fundou o Jornal da Bahia (1958) Florisvaldo Mattos integrou-se à equipe de reportagem do jornal, dando início a uma exitosa profissão de jornalista. De 1990 a 2003, foi editor do suplemento “Cultural”, publicado semanalmente pelo jornal A Tarde, premiado em 1995 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Desde 1995, ocupa a Cadeira 31 da Academia de Letras da Bahia. Professor aposentado da Faculdade de Comunicação da UFBA, também exerceu, entre 1987-89, a presidência da Fundação Cultural do Estado, na gestão do também poeta José Carlos Capinan.

Obras publicadas: “Reverdor” (1965); “Fábula Civil” (1975); “A Caligrafia do Soluço & Poesia Anterior” (1996), pelo qual recebeu o Prêmio Ribeiro Couto de Poesia, da União Brasileira de Escritores; “Mares Anoitecidos” (2000) e “Galope Amarelo e Outros Poemas” (2001) (todos de poesia); “Estação de Prosa & Diversos” (coletânea de ensaios, ficção e teatro, 1997); “A Comunicação Social na Revolução dos Alfaiates” (1998), sua tese acadêmica; e o ensaio “Travessia de oásis – A sensualidade na poesia de Sosígenes Costa” (2004). Como poeta e ensaísta, publicou textos em jornais e revistas de literatura e ciências humanas, estaduais e nacionais, e tem poemas publicados em antologias do Brasil, Portugal e Espanha (Galícia).
Texto da “orelha” de Alexei Bueno:

Entre os poetas brasileiros aparecidos na década de 1960 – década fulgurantemente criadora, aqui e no mundo – um dos altos postos pertence a Florisvaldo Mattos.

O presente livro reúne, portanto, meio século de expressão lírica de um grande poeta grapiúna, soteropolitano, baiano, brasileiro e universal, pois toda a poesia plenamente realizada atravessa essas camadas sutilmente aleatórias da biografia de um artista, para atingir, enfim, aquela totalidade puramente impessoal a que tendem todas as artes, além das condições cronológicas e geográficas que presidiram seu surgimento, ainda que, no caso da poesia, com o senão, sob o aspecto do alcance, da sua quase intraduzibilidade.

A obra poética de Florisvaldo Mattos, dominada por uma dicção fortemente pessoal, é, ao mesmo tempo, de uma abrangência e de uma variedade que desconcertam qualquer crítico, e ainda mais um admirador adstrito a poucas linhas como o que aqui escreve. Se desde Noticiário da aurora deparamo-nos com uma poésie pure em seu exato sentido, pouco depois assistiremos ao seu insólito encontro com a História, em Cinco monólogos de Garcia d’Ávila.

Dos poetas brasileiros com mais requintado senso da terra, da coisa rural, Florisvaldo Mattos é ao mesmo tempo dos mais ligados a seu momento histórico, como podemos ver no admirável “Não aos cavalos triunfantes”, um dos maiores poemas nascidos do horror aos crimes cometidos na Guerra do Vietnã, bem como nos poemas às mortes de Gagárin, de Neruda ou à tão traumática desaparição de Glauber Rocha, sobre a qual compôs a poderosa elegia “A edição matutina”.

Visceralmente ligado à sua terra natal, é autor, por outro lado, de memoráveis poemas de ambiente ibérico. Poeta antes de tudo, rendeu homenagens inesquecíveis a outros poetas, como “Rimbaud là-bas”, “Verlaine, 1891”, o magnífico poema “Duas almas” ou aqueles dedicados ao grande Sosígenes Costa, que ladeiam outros dedicados ao Jazz, à pintura e inclusive ao futebol, como o brilhante “Maradona”. Senhor de um verso livre às vezes rude, ou de um sonoro verso branco, é igualmente grande sonetista, ao lado de seus conterrâneos que cultivam esta maior forma fixa do lirismo ocidental, João Carlos Teixeira Gomes, Ildásio Tavares, Ruy Espinheira Filho ou Luiz Antônio Cajazeira Ramos.

Poeta fortemente telúrico, como já afirmamos, é autor de admiráveis marinhas, algumas delas na ambiência histórica da Guerra Holandesa. O vasto conjunto lírico que encontramos nesta Poesia reunida e inéditos representa, portanto, um monumento da poesia brasileira de entre a segunda metade do século passado e a primeira década do presente, erguido por um espírito agudamente atento ao tempo e dele liberto, como sempre é, paradoxalmente, o dos grandes poetas. Alexei Bueno é poeta e escritor; autor, entre outros, de “Lucernário”, poesia, e “Uma História da Poesia Brasileira”.

 

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Concurso premia com lançamento de livro

Único banco baiano, o Banco Capital  espalhou outdors pela cidade com o anúncio do seu concurso de poesia, o Projeto Arte e Cultura, ano X.  O prêmio é a edição de um livro de poemas inéditos, com tiragem de mil exemplares. Pode concorre autor baiano ou residente na  Bahia há pelo menos um ano.  Inscrições até 28 de abril. Veja ficha de inscrição aqui.

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Érica Peçanha nas Rua com a Blackitude

03/04/2011

Literatura feita nas periferias é tema de livro
da escritora paulista Érica Peçanha
ctrl c / ctrl v do Gramática da Ira

Autora lança o trabalho em Salvador em eventos
nesta terça e quarta-feira (04 e 05)

Há uma intensa movimentação literária nas periferias das grandes cidades, que tem revelado novos autores e vem ganhando corpo com a publicação de livros em espaços democráticos como os saraus. Pioneira no estudo desta cena, a socióloga paulista Érica Peçanha do Nascimento, 30 anos, mapeou os principais nomes atuantes em São Paulo. O resultado está no livro Vozes Marginais na Literatura, que ela lança esta semana em Salvador numa série de atividades com o coletivo Blackitude – Vozes Negras da Bahia.
Érica Peçanha participa de minicurso na Universidade Católica de Salvador – Lapa, na terça (04), das 14h às 17h; no mesmo dia, das 19h às 21h30, faz palestra na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Nazaré. Já na quarta, é convidada especial do Sarau Bem Black, às 19h, no Sankofa African Bar, no Pelourinho. Em todas as atividades, ela fala de sua pesquisa e autografa seu livro, publicado pela coleção Tramas Urbanas, da Aeroplano Editora.

Veja íntegra do texto no Grmãtica da Ira

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Iray Galrão lança livro e conta histórias

01/04/2011

Domingo tem programa literário especial para crianças, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, a partir das 17 horas: Iray Galrão conta histórias e autografa Bia a nuvem que não queria chover, seu  terceiro livro infantil

Iray enxerga o mundo pelo especial ponto de vista da emoção, por isso escreve para crianças com muito encantamento. Em seus livros, convida poeticamente seus leitores, grandes e pequeninos a enxergar os sentimentos, a dureza e a beleza que cada um traz em si.

Vencedor do edital da Fundação Pedro Calmon e publicado pela Editora Kalango,  Bia, a nuvem que não queria chover narra a história de uma nuvem que queria deixar de ser uma nuvem por sentir-se diferente das outras. Após encontros importantes com elementos como o Sol e a Lua, Bia vai construindo uma nova percepção de si. Além do belo texto, o livro é composto por lindos e expressivos bordados confeccionados pela própria escritora.

Iray é também autora do livro O Anjinho Jojó, cujo tema central é a pluralidade e a igualdade racial, que já está em sua segunda edição, lançado no ano de 1999,  ganhador  do Prêmio de Literatura da Copene daquele ano. Também com temática infanto-juvenil, no ano de 2009, Iray lançou o livro Lendas Africanas,  pela Editora Kalango.

Iray Galrão nasceu e passou a infância em Ubaíra,pequena cidade do interior da Bahia. ÉIray é pedagoga e dentre outras disciplinas, ensinou Estudos Africanos. Exerceu até o ano passado a função de Chefe de Intercâmbio da Casa do Benin. Atualmente é professora de Religiões de Matriz Africana e de Lendas Africanas do curso de Especialização promovido pela Federação dos Trabalhadores do Estado da Bahia (Fetrab) e Associação Classista de Educação da Bahia (ACEB).

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Texto: CtrC/Ctrl V do blog Pequenópolis / crianças soltas à Soterópolis, da jornalista Mariana Carneiro

A Livraria Cultura preparou programação especial para comemorar o Dia internacional do Livro Infantil.

No dia 2 de abril às 17 horas, haverá lançamento e tarde de autógrafos de dois livros infantis de Débora Knittel, com direito a contação de histórias com o GDia Internacional do Lrupo Ereoatá.

OS LIVROS

Margarida Bem-me-quer – ilustrado por Enéas Guerra, é um texto poético, em forma de versos, que conta o despertar e o transcorrer do dia de uma margarida em seu jardim. Ela desabrocha, olha em volta e percebe a beleza do lugar, em detalhes, e fica fascinada com esse mundo de cores, formas, cheiros, sons e movimentos, como o da chegada das abelhinhas para extrair o néctar das flores.

Saíra Sete Cores – conta a história de um passarinho, uma espécie em extinção da Mata Atlântica, que nasce, cresce, encontra um amor e tem seus próprios filhotes – símbolos de esperança na continuidade da espécie. As ilustrações são de Naara.

A AUTORA

Débora Knittel – Nasceu em Santos (SP), em 1969. Mudou-se para Salvador aos sete anos com sua família, onde reside com seu marido e dois filhos. A escritora é formada em Pedagogia e especializada em Psicopedagogia.

A EDITORA

A Solisluna Design e Editora foi criada por Enéas Guerra e Valéria Pergentino em 1993, para se dedicar à comunicação visual e à publicação de livros. Publica literatura, literatura infanto-juvenil, cultura afro-brasileira, livros técnicos e de arte.

SERVIÇO

Tarde de autógrafos dos livros Margarida bem-me-quer e Saíra Sete Cores e contação de histórias com o Grupo Ereoatá
Dia 2 de abril, sábado, às 17h
Local: Livraria Cultura do Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2915, Caminho das Árvores, tel.3505-9050
Nº de páginas: 36
Formato: 22 x 28cm
Preço: R$ 42 (cada)

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Livros, por Francisco de Orellana prentende publicar a agenda de lançamentos literários, críticas, ensaios etc.

Qualquer semelhança do nome com o explorador Espanhol ou com o bode de Elomar ou com o personagem do Henfil é mero plágio descarado.

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