Música, maestro! por Wolfgang Berim Bau

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Agenda de concertos em Salvador
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11 de maio- quarta-feira, 20 horas

Teatro Casto Alves
R$ 4,00 (inteira)

Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia

Regente: Ilyich Rivas

Programa

Stravinsky
O Pássaro de Fogo, Suite (1919)

Gershwin
Rhapsody in Blue

Ottorino Respighi
As
Fontes de Roma

Chopin
Concerto para Piano N º 2
Solista: Ricardo Castro

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12 de maio, quinta-feira, 20 horas
Teatro Castro Alves
R$ 20,00 (inteira)

Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba)
Série Jorge Amado
Regência – Guilherme Mannis

Programa

Rogério Laborda Fernandes
Mandacaru, para Orquestra

Mozart
Concerto nº 23, para Piano e Orquestra, em Lá maior, K.488
Solista: Sylvia Thereza

Carl Nielsen
Sinfonia nº 2, op.16 (Os Quatro Temperamentos)

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Chame gente

08/05/2011


Concertos Populares da OSUFBA em Ilhéus. Foto: Lucas Hirata

m vez de chorar a ausência quase total de plateia nos dois primeiros concertos do ano, a Orquestra Sinfônica da UFBA  dá a volta por cima e vai ao encontro do púbico ao pé do caboclo, no Campo Grande, neste domingo das mães, âs 18h30.

E usa a fórmula clássica que sempre deu certo pra chamar gente: patrocínio com divulgação, ar livre, data especial, repertório conhecido e artista popular. Viva. Desta vez vai.

A orquestra chamou novamente Armandinho, numa repetição da dobrandinha que deu certo no Farol da Barra. Desta vez ele traz Brasileirinho, de Waldir Azevedo; Na Baixa dos Sapateiros, de Ary Barroso; e de Yesterday de Lennon e McCartney. Também está anunciada a Ave Maria, com arranjo do maestro Leandro Braga, num mix da versões de Bach/Gounod, Schubert e Herivelto Martins (Ave Maria no Morro).

Ao contrário dos dois primeiros concertos de 2011, este teve outdoor, release veiculado em jornais e TVs, ou seja, teve patrocínio.

Mas o que era doce, infelizmente, se acabou.

A apresentação com Armandinho no Campo Grande é o canto do cisne, o último da série “Concertos Populares da Orquestra Sinfônica da UFBA. Foram cinco edições desde 2004,  patrocinado pela  lei Rouanet, por meio de projeto da Coelba, e que  levou música da OSUFBA às praças de Salvador e interior do Estado.

E aqui um protesto. Vamos parar com este negócio de concerto gratuito. Na verdade é um concerto caro* para poucos privilegiados presentes hoje no Campo Grande, pago por todos os brasileiros com o dinheiro do Imposto de Renda, que seria recolhido aos cofres da União, mas foi destinado ao projeto, graças a Deus e à iniciativa da Coelba.

O dinheiro do projeto, além de bancar a produção das apresentações, servia para contratar os músicos que faltavam para completar a Orquestra. E agora maestro José Maurício Brandão?

Veja aqui o post sobre o primeiro concerto  deste ano, quando o maestro José Mauricio Brandão desabafou e expôs a situação delicada da orquestra.

Veja aqui o vídeo sobre o segundo concerto, quando a orquestra tocou acuada pelo som de um trio elétrico.

* caro não diz absolutamente nada. Mas uma pesquisa no Google usando as palavras Minc, Lei Rouanet e Coelba não me levaram a estas valores. Deveria. Na verdade, deveria ser obrigatório a divulgação dos custos de cada projeto patrocinado pela Lei Rouanet, para que o cidadão ficasse sabendo quanto custa.

Foto deste post publicada no Pimenta com Muqueca, de Ilhéus.

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A comissão artística da OSBA e a nova gestão

20/04/2011

Por Jorge Alves Dias *

É interessantíssimo como determinadas pessoas falam em respeito e civilidade. Tipo assim:  -Você concorda comigo?
-Ah, você é realmente muito respeitoso e civilizado. -Você não concorda comigo? – Ora, seu desrespeitoso, seu bárbaro!
No começo da “gestão” do Sr. Ricardo Castro, foi fundada uma comissão artística, composta por um representante de cada seção da orquestra, eleito pelos seus pares, que arrastou-se por estes quatro últimos anos, metendo-se em tudo, menos em questões de ordem artística, particularmente empenhando-se em promover a mudança do modo de gestão da OSBA, objetivando transformá-la numa O.S.. Para mim uma forma de “privatização branca”.
O recém-chegado maestro Carlos Prazeres, novo gestor, ou diretor, já não se sabe; porque até um diretor executivo nós tínhamos, mas que estava longe de ter, sequer, a postura de um diretor, e descobriu-se, recentemente, que ele é apenas um assessor técnico, comunicou-nos, ele, Sr. Carlos Prazeres, que precisava de uma comissão artística. Eu me manifestei, declarando que já não tínhamos uma, pois que a eleita, no começo da “gestão” do Sr. Ricardo Castro, teria “caducado”, considerando os quatro anos em que vigorou. Isto, se raciocinarmos em termos de saúde moral e democrática!  Mas, qual não foi minha surpresa, quando fomos informados de que a mesma comissão artística fôra oficializada, à revelia dos músicos da orquestra, em ato administrativo da direção da Fundação Cultural do Estado da Bahia, com publicação no Diário Oficial de 23 de fevereiro de 2011. Nomeados foram Eduardo Torres, que não fazia parte da mesma, Heinz Schwebel, que já fazia parte, Juracy Cardoso, que já fazia parte, Lucas Robatto, Oscar Mauchler, estes tambem já membros.
Temos uma outra comissão que é denominada Comissão de Orquestra, esta, com a missão precípua de tratar dos assuntos referentes aos interesses funcionais dos músicos, fazendo assim o papel de interlocutor entre o corpo da orquestra e suas autoridades superiores.
Recentemente, como de praxe, esta comissão se submeteu à eleição de novos membros ou reeleição de todos ou alguns de seus componentes.
Isto é democrático. Isto é saudável. Isto é respeitoso. Isto é civilizado.
Ai daqueles que têm medo das urnas. Só lhes resta o “golpe” da truculenta e imoral imposição, através do “instituto do goela abaixo”. E agora, por conta deste Ato Administrativo, passamos a ter uma comissão artística “chapa branca”.

“Tu me amas, PEDRO?”. “Claro que te amo, Senhor!”. “Pois, hoje mesmo, antes do cantar do galo, tu me negarás tres vezes!”.
Apesar de tudo, o grande apóstolo se arrependeu, se redimiu e se tornou a Pedra Fundamental.
Palavra boa para esses tempos.
Ainda é tempo, independente de “achismos”, cristianismos, budismos, taoismos e outros “ismos”.
Respeito é bom, e eu gosto!

* Trombonista da Orquestra Sinfônica da Bahia.

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Uma resposta para Uibitu

16/04/2011

Jamary Oliveira, Lindembergue Cardoso, Rufo Herrera, Ernst Widmer, Milton Gomes, Walter Smetak, Lucemar Alcântara Ferreira. (Local: EMUS-UFBA – Salvador – Foto: Peter Jacobs) Foto publicada no blog http://www.tempomusica.blogspot.com

Por Josias Pires, editor do Bahia na Rede

No dia 14/04/2010 Uibitu Smetak postou a seguinte mensagem no Blog Bahia na Rede:

Curioso perceber que só os seres da nossa “caverna” (TCA e OSBA) postaram comentários a respeito dessa situação, digo, a falta de público, adequação de repertório, OSBA X Bahia etc.
A nossa própria opinião já conhecemos. Gostaria de saber a opinião de seres além do nosso pequenino perímetro, aqui no planeta Terra mesmo, Salvador da Bahia. Onde estão os nossos intelectuais, a nossa “Inteligentsia”? Em idos anos nossa terra foi célebre pela profusão de mentes brilhantes e contestadoras. Bons tempos aqueles…

Ele se refere aos posts do blog: “Prazeres quer revolução” Aqui  e “Orquestra de Asteriscos até quando?” Aqui

Três dias depois ninguém repondeu a Uibitu. Josias Pires resolveu dar uma Resposta to “Uibitu Smetak quer saber sua opinião”:

Josias Pires Diz:

Estou aqui atendendo ao chamado de Uibitu Smetak. Não nos conhecemos mas nutro enorme admiração por seu pai.

Vivo diariamente repetindo uma frase dele como um mantra: “Salve-se quem souber; porque poder não poderemos mais”. Smetak capturou o espírito do tempo e ajudou a reiventar a música. A experiência criativa dos anos 1950 e início da década seguinte foi fenomenal. Mas aquilo não foi um espasmo nascido do nada. Tem uma história.

Talvez o marco inaugural tenha sido ainda na década de 1920 com Anísio Teixeira, gigante que a Bahia insiste em ignorar os seus ensinamentos. Mas que plantou e semeou pelas décadas seguintes. Edgar Santos foi discípulo de Anísio e tantos e tantos outros. Foi Anísio Teixeira quem inventou a escola pública na Bahia. Todos os grandes artistas daquela época, todos os estudiosos etc, passaram por escolas públicas. Era outro tempo, é certo. Mas somos contemporâneos dos milênios.

Desde a invasão militar e policial da II Bienal de Artes Plásticas da Bahia, em 1968, e prisão e tentativa de prisão de vários artistas plásticos naquele momento, começou outra história na Bahia. No lugar do projeto revolucionário, nacional e popular ficou a mercantilização da cultura, pura e simplesmente ficamos entregues às feras do mercado. Submetendo a cultura ao turismo mal informado.

Uibitu Smetak tem toda razão: precisamos debater, conversar, trocar dúvidas e idéias, construir novas consciências críticas coletivas e individuais. Fazer a ponte com a força criativa da Bahia dos anos 50 e 1960 é uma idéia que tenho pendado muito. Estou concluindo a realização de um filme documentário de longa metragem sobre o poeta popular Cuíca de Santo Amaro, que viveu e atuou nas ruas da Bahia nas décadas de 40, 50 e início dos anos 60. Revisitando aquela época nos damos conta de novo da grandeza e força daquelas gerações. Aquilo ocorreu aqui, em nossa cidade, aquilo ainda existe. A memória, as obras, os objetos, as narrativas. É uma história que precisa entrar em nossos corpos por todos os poros.

Uma das coisas que mais me fascina da criação cultural soteropolitana daquela época é a sinergia de linguagens distintas e a colaboração de fontes diversas. Ao saber que a Ópera dos Três Vinténs, de Bretch, foi encenada no TCA por atores da Escola de Teatro, o cenário feito pels Escola de Belas Artes e a música pela Escola de Música – todos da UFBA – fiquei emocionado com este espírito colaborativo, que foi galvanizado por Lina Bo Bardi e pelo reitor.

Assim, Uibitu, falei alguma coisa. Mas não disse nada sobre a música de concerto. Sou analfabeto em música sinfônica, apenas apreciador. Mas jornalista é sujeito meio abestalhado que se mete a falar muitas vezes do que quase nada sabe. Mas como cidadão sinto que devo dizer o que penso. Tenho acompanhado a crise de gestão na OSB, li algumas reportagens, manifestos e cartas de agravo ao maestro. Não conheço os bastidores do caso mas parece que ele fez papel feio.

Li recentemenete na excelente revista PesquisaFapesp, cuja editora é a jornalista baiana Mariluce Moura, uma entrevista com o maestro Isaac Karabtchevsky muito interessante. Recomendo a todos a leitura Aqui.

Acredito que o jornalismo pode propiciar exatamente isto: o debate e circulação de idéias, opiniões, iniciativas que nos conduzem em diálogo, compreendendo o nosso tempo e a nós mesmos.

O nosso blog quer ser um instrumento a serviço da música sinfônica da Bahia. Estamos divulgando os concertos, mas queremos fazer reportagens, debater os assuntos que interessam aos músicos, ao público, a todos. E queremos que todos possam deixar os seus comentários e escrever textos para serem publicados no blog.

Por isso essa idéia de fazer jornalismo opinativo e colaborativo. Vamos ao debate!!
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Uibitu Smetak quer saber sua opinião

14/04/2011
Curioso perceber que só os seres da nossa “caverna” (TCA e OSBA) postaram comentários a respeito dessa situação, digo, a falta de público, adequação de repertório, OSBA X Bahia etc.
A nossa própria opinião já conhecemos. Gostaria de saber a opinião de seres além do nosso pequenino perímetro, aqui no planeta Terra mesmo, Salvador da Bahia. Onde estão os nossos intelectuais, a nossa “Inteligentsia”? Em idos anos nossa terra foi célebre pela profusão de mentes brilhantes e contestadoras. Bons tempos aqueles…

Comentário publicado no post Prazeres quer revolução

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Com a palavra, Jorge

12/04/2011

Quando eu era menino, um belo dia, ouvi, num disco que emprestaram à minha mãe, as valsas de Chopin, orquestradas. Fiquei como que em transe, encantado. A partir dali, percebi que a música “clássica” era algo mágico, que me atraía profundamente. Mais tarde, na adolescência, excursionei pela música popular, já como músico profissional, porém, apesar do prazer experimentado ao fazer boa música popular, porque o que existe é boa música ou má música, em qualquer gênero, sentia uma atração mais forte pelo gênero clássico.
Tem gente que gosta de futebol, e tem gente que não; outros adoram tênis de mesa, como eu, outros não.
Ora, por que eu defini estas coisas em minha vida? Simplesmente porque tive a oportunidade de conhecê-las, e até, eventualmente, experimentá-las.
Concordo com voce, querido Uibitu: “PROGRAMAS ADEQUADOS”. Eu tive a sorte de ouvir as valsas de Chopin; tive uma reação: encanto, romance, dança. Não sei se teria tido a mesma, ouvindo, com meus ouvidos virgens, ainda, Prokofiev no. 5.
Evidentemente que, nem tanto ao mar, nem tanto à terra, como terminar uma temporada de uma orquestra do nosso calibre com valsa de Strauss e “pecinhas” italianas, sob Pino Onnis, em 2009. Questão de bom senso!
Mas, para isso existe uma comissão artística, para não se “pagar o mico”, por exemplo, de tocar um Concerto da Independência do nosso país, com um programa todo composto de autores estrangeiros, regido por um aprendiz de maestro venezuelano. O Hino Nacional Brasileiro só foi incluído porque, em tempo, “botamos a boca no trombone”.
Exijamos um bom programa de formação de platéia, de modo a encher o TCA, com 1.500 lugares, conquistando deste universo, muitos, que como eu, um dia, fui arrebatado pela magia da música dos grandes e abençoados mestres. Simples assim!
Cordiais Saudações,
Jorge Alves Dias
Principal Trombonista da OSBA.

Nota da redação: comentário publicado no post Prazeres quer revolução
Imagem: daqui.

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E dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe…

09/04/2011

Ainda bem que você não foi ao concerto da Orquestra Sinfônica da UFBA na igreja de Santa Teresa, no museu de Arte Sacra. Quase ninguém foi.
Ainda bem?
Concerto nas proximades da Praça Castro Alves numa sexta-feira tem tudo pra dar errado. Principalmente quando a Rádio Sociedade faz aniversário e coloca trio elétrico na praça, com capacidade para  compartilhar a variação sobre o mesmo tema  do dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe com a metade do universo. Cheguei atrasado, deu só pra registrar alguns segundos desde a fresta entre as duas partes da porta da igreja.
Cruz credo.

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Prazeres quer revolução

07/04/2011

OSBA: twitter, faceboolk e site para atrair mais público

Um minuto de silêncio, orquestra e público de pé em reverência às crianças mortas hoje numa escola do Rio de Janeiro, a pedido do maestro Carlos Prazeres.
Noite de música, homenagens e celebração.  O programa começa com Liszt,  pelos seus 200 anos de nascimento, lembra o maestro, que apresenta o concerto de forma didática.

No ponto alto da noite, o jovem violinista Daniel Guedes conduz com vigor o Concerto para Violino e Orquestra,  de Prokofiev.
Com vigor é a adjetivação  encontrado por este colunista, ignorante em música, para tentar classificar uma performance que arrancou um som exuberante do instrumento e muitas crinas do arco.

Daniel retorna para o bis, com Luisa, de Tom Jobim. Aí este colunista ignorante em  música pode garantir que do seu instrumento sairam todas as nuances da música e um pouco mais.

Intervalo
No café do foyer do teatro, Moacyr Gramacho tenta responder à indagação. Cadê o público?
Cadê os músicos desta cidade de tantos músicos? Responde Gramacho com outra interrogação.

O público veio no dia anterior,  disputou a tapa um convite  para a casa lotada de músicos  para o  troféu Dodô e Osmar.

Gramacho também espera virar o jogo da casa vazia e diz que vai apostar alto na formação de plateia para reverter uma realidade de 40%  de ocupação média nos concertos da Osba. Não sabe ainda se por contratação de novos músicos ou transformação da orquestra em OS, um assunto polêmico, mas espera que até o final do ano uma solução seja encontrada.

A Orquestra hoje  se apresenta com praticamente a metade dos músicos convidados ou contratados  temporariamente pelo regime especial, conhecido como Reda. Mesmo assim, o conjunto parece entrosado, soa harmônico, empenhado.

E o programa segue novamente com o ucraniano Prokofiev e sua quinta sinfonia. E Prazeres continua a revezar batuta e microfone.

Saúda o homenageado da noite, Jorge Amado, saúda Paloma e João Jorge, filhos do escritor,  que estão na plateia. E anuncia uma revolução, a conexão entre a música e os ícones baianos, com as séries da OSBA.

“Tenho certeza que ainda voltarão 200  pessoas desta porta” diz para uma plateia que sequer enche a parte de baixo da sala principal do TCA. E apresenta a última peça do programa. Informou ser eta a composição  menos bélica de Prokofiiev no período soviético e  exaltou seu lado revelador da grandeza humana.

De fato, a música passa uma mensagem de vida, de energia, embora aqui e ali seja possível “ouvir” o campo de batalha, de um país que como nenhum outro pagou  caro pela vitória na guerra,  com mais de 20 milhões de vidas.

A música foi composta em 1944, quando os soviéticos  já haviam vencido a batalha de Stalingrado, virado a guerra  e libertado Leningrado.

Fazendo  esta conexão  histórica é possível “ouvir” também a alegria pela iminente vitória.

Paloma Jorge Amado não economiza  elogios. “Papai adoravava Prokofiev, tem tudo a ver, foi tudo maravilhoso” diz ao final do concerto. Paloma vive no Rio de  Janeiro, mas por coincidência estava estes dias em Salvador e veio com o irmão prestigiar o lançamento da série Jorge Amado, prevista para continuar nos próximos quatro anos.

“Quando vi a sala vazia, percebi  que estou diante de um desafio”, avalia o maestro depois do concerto, no  foyer, ao lado de uma montanha de programas impressos, cujo destino  mais nobre seria a reciclagem. E enumera as  armas para a revolução anunciada: ”Internet, por meio das redes sociais. Estamos usando o twitter e o facebook, vamos investir forte num site, vamos também  levar a orquestra a todos os lugares”, anuncia.
Só nos resta “curtir”, com o polegar para cima. E compartilhar.

Programas: na melhor das hipóteses, reciclagem. Sem terem sido lidos

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Links

site Concerto
João Luiz Sampaio

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Crise na Orquestra Sinfônica Brasileira: a opinião de Antonio Menezes

A iminente demissão de 41 músicos que se recusam a fazer teste de avaliação de desmpenho na Orquestra Sinfônica Brasileira mobilizou o músico Antonio Menezes, que atua como bombeiro em artigo publicado hoje no Estadão, reproduzido aqui por Luis Nassif. Orquestra cria blog para mediar crise.

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Carybé

31/03/2011

No palco, sete músicos celebram a música em serenatas e suíte. Na platéia da Sala do Coro do Teatro Castro Alves a mulher de Carybé, que completaria cem anos  no último 7 de fevereiro,  o homenageado da noite.
Nancy Carybé, anunciada na platéia pelo mestre de cerimônias, o oboísta e diretor artísticos da Osba, Carlos Prazeres, agradeceu pela homenagem e lamentou a ausência do artista baiano nascido na Argentina e uma das principais figuras da cultura brasileira do século passado.
Foi uma noite especial, de música e silêncio. Artistas e platéias no nível de qualquer sala de concerto de primeira linha.
Mas, infelizmente foi um concerto para poucos. Mesmo com 100 convites distribuídos, a metade da lotação da sala, havia pelo menos 1/3 de lugares vazios. A platéia era composta majoritariamente por músicos.
Salvador tem  quase 3 milhões de habitantes.

O programa:
Serenata nº. 2 para quinteto de sopros e trompete”, de H. Sutermeister,
Serenata op.46 para violino, violoncelo, clarineta, fagote e trompete”, de A. Casela
La Revue de Cuisine, suite H.161 para violino, violoncelo, clarineta, fagote, trompete e piano”, de B. Martinu,

Os músicos:
Samuel Dias (violino),  Suzana Kato (violoncelo),  Lucas Robatto (flauta), Carlos Prazeres (Oboé), Pedro Robatto (clarinete), Claudia Sales (fagote), Josely Saldanha (trompa), Heinz Schwebel (trompete) e Eduardo Torres (piano).

Próximo concertos:

7 de abril – quinta-feira –  Série Jorge Amado
10 de abril – domingo –  Série Manuel Inácio da Costa, na Igreja Santa Clara do Desterro, em Nazaré
18 de maio – quarta-feira – Série Glauber Rocha

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Prazeres estreia como oboista, acompanhado por bons nomes da OSBA

30/03/2011

O maestro Carlos Prazeres, novo diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Bahia, estreia hoje na Sala do Coro como oboísta, numa nova série de concertos de câmara da OSBA. O concerto será às 20 horas, com ingressos a R$ 20,00.

A música de câmara é uma boa alternativa para manter a orquestra em atividade, já que dispõe  de bons músicos mas está raquítica, sem conjunto  para executar um repertório e um formato que exigem uma formação completa.

A ‘Série Carybé’, segundo o TCA, é uma homenagem ao artista plástico argentino, naturalizado brasileiro, que viveu na Bahia dos anos 50 até a morte (1997), e completaria 100 anos em 2011. Estão previstas também outras séries com a denominação de outras figuras conhecidas da cultura baiana com Jorge Amado, Glauber Rocha além de apresentações em igrejas da série Manuel Inácio da Costa.

Não ficou clara a relação entre o  repertório e os homenageados.

A série ‘Jorge Amado’ estréio no dia  7 de abril, a ‘Manuel Inácio da Costa’, no dia 10 (na Igreja Santa Clara do Desterro, em Nazaré) e a ‘Glauber Rocha’, no dia 18 de maio. Também estão previstos concertos didáticos, com datas ainda não divulgadas.

Prazeres estréia com a  ‘Serenata nº. 2 para quinteto de sopros e trompete’, de H. Sutermeister, com Lucas Robatto (flauta), Pedro Robatto (clarineta), Claudia Sales (fagote), Josely Saldanha (trompa) e Heinz Karl Schwebel (trompete).

Segundo a OSBA, o  programa inclui ainda ‘Serenata op. 46 para violino, violoncelo, clarineta, fagote e trompete’, de A. Casela, executada por Samuel Dias (violino), Suzana Kato (violoncelo), Pedro Robatto (clarineta), Claudia Sales (fagote) e Heinz Karl Schwebel (trompete), além de ‘La Revue de Cuisine, suite H.161 para violino, violoncelo, clarineta, fagote, trompete e piano’, de B. Martinu, com  Pedro Robatto (clarineta), Claudia Sales (fagote), Samuel Dias (violino), Suzana Kato (violoncelo), Heinz Karl Schwebel (trompete) e Eduardo Torres (piano).

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Mozart para poucos

Oquestra Sinfônica da Ufba. Músicos afinam instrumentos 5 minutos antes do concerto de abertura da temporada 2011

Após a execução da abertura de A Flauta Mágica, de Mozart,  o maestro José Mauricio Brandão dirige-se  à platéia, menos numerosa do que uma orquestra completa: “Boa Noite, esta é a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Bahia. Temos aqui músicos funcionários da universidade e alunos em prática de orquestração. Nossa orquestra está,  literalmente,  caindo aos pedaços e a presença de vocês nos ajuda a evitar que ela acabe”

A platéia do  início, que deixaria Salieri radiante, vai aumentando. Chegam mais pessoas durante a execução da segunda peça, um adágio,  também de Mozart, a quem é dedicado todo o programa, impresso numa folha de ofício. O estudante de regência João Flávio dos Santos distribui o programa na entrada, mas ainda tem um calhamaço na mão, que não vai chegar às mãos de ninguém.

“Esta orquestra já foi uma das melhores do Brasil, mas pode acabar porque  não tem apoio. Vem milhões para a escola de medicina, mas para a música não vem nada” protesta.

“Não sei quantos seremos, mas que importa?! um só que fosse e já valia a pena” , diz o poema de Miguel Torga, publicado por Muadiê Maria há pouco aqui no Bahia na rede. Sincronicidade. O poema reflete o espírito do concerto.

A OSUFBA tem apenas um primeiro violino. Mas vale a pena. Teodoro Salles, o spalla, músico de experiência internacional, como muitos ali. A ele se juntam três alunos para formar o naipe. E assim, com alunos e músicos convidados, a orquestra de 20 integrantes  se compõe com 31 e vai tocando.

O  próximo concerto é dia 14 de maio, no Museu de Arte Sacra, com um repertório Barroco e Clássico, sob a regência do maestro Pino Onnis.

Haverá público? O Bahia na Rede assume o compromisso de ajudar a divulgar este próximo concerto, se juntar ao flautista Tuzé de Abreu, responsável por parte do público ao divulgar em listas na internet e no seu facebook o concerto desta noite.

No final,  a platéia, que teve liberdade de entrar durante o concerto, já era mais numerosa, o dobro do ínício.

Como não há trombone na Sinfonia  39 de Mozart, que fechou o programa, o maestro e trombonista Fred Dantas se juntou à platéia na segunda parte do concerto. “E aí maestro, mesmo com estudantes, a orquestra soa bem?”

– Soa porque aí temos músicos experientes e de qualidade, que poderia estar em qualquer orquestra do mundo”. E elogia a entrada dos estudantes. “Foi uma boa providência chamar os alunos da casa, esta pode ser a saída para a orquestra.”

Após o concerto, o maestro ratifica suas palavras  “Sim, caindo aos pedaços. Criada pelo reitor Edgard Santos, em 1954, esta orquestra acadêmica já foi a melhor do Brasil” repete o que já havia sido dito pelo estudante João Flávio. O maestro tem esperança ainda na sensibilização do governo federal para a abertura de concurso. “Temos hoje 20 músicos e precisaríamos em torno de 70”.

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Orquestra de asteriscos até quando?

17/03/2011

Um concerto bonito,  sonoro,  correto. A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) abriu ontem (16) o calendário de 2011 com novo maestro, Carlos Prazeres. No programa, Wagner, Woolorich e Tchaikovsky.

Quem olha da platéia vê tudo normal. A orquestra é relativamente pequena, cerca de 60 músicos no palco, mas dá conta do recado. É no programa onde aparece o primeiro indício de problemas: os nomes dos músicos seguidos de asterisco. Embora o programa não explique isso, indica que se trata de convidado de outras orquestras.  Nesta condição tivemos no concerto o spalla e mais cinco violinos, três violas e dois violoncelos.

A OSBA completa 30 anos em 2012. Mas em vez de amadurecer e crescer, definha. O último concurso foi há mais de cinco anos e no próximo ano quatro músicos se aposentam. O que fazer para a reversão dessa trajetória declinante? As duas principais orquestras do país, a Osesp paulista e a Sinfônica de Minas Gerais funcionam como Organização Social (OS), o que reduz o cipoal burocrático para o pleno funcionamento. É esta a solução para a OSBA?

O pianista e ex-diretor da orquestra, Ricardo Castro, apostava nessa saída. Houve resistências dos músicos e a coisa desandou. Resta saber quais são os planos do novo regente e do secretário de Cultura para deixar a OSBA novamente de pé.

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Salvador, Londres, Berlim, Genebra, São Paulo…

24/03/2011

Hoje, no TCA, reprise do bis de Campos do Jordão, no ano passado.

No palco do TCA, abertura da temporada 2011.  Os 99 adolescentes e jovens adultos  entre 15 e 26 anos da Orquestra Juvenil da Bahia  tocam como gente grande. Na regência, Ricardo Castro, um conquistense que fez a Europa e voltou  para implantar na Bahia  um projeto que só deu certo graças aos seus contatos e sua experiência no circuito internacional de música.

No programa, Beethoven, Wagner e Liszt, o homenageado da noite. Como mestre de cerimônias, Uriel e Priscila, dois jovens integrantes do grupo. Com vozes de criança, fizeram o papel do maestro professor nos concertos didáticos, explicaram o programa  e anunciaram a agenda internacional da orquestra para este ano.


Mestres de cerimônia: Uriel e Priscila Gabrielle

Na plateia, que ocupou a parte inferior do teatro e quase a metade da parte superior,  parentes, amigos, e um público também jovem muito mais educado do que o habitual dos concertos com estrelas internacionais. Nesta platéia não se ouve conversas, nem toque de celular nem se vê ninguém abandonando a poltrona no meio do concerto, cenas habituais nos concertos do TCA.

E a garotada toca com gosto, tem orgulho do que faz e o estímulo de aprender com mestres internacionais – sempre tem algum convidado realizando oficinas – e viajar, viajar muito. No ano passado eles foram a Lisboa e Londres. Neste ano voltam a Londres e se apresentam também em Genebra,  Berlim e em outras cidades alemãs. Na volta, se apresentam também na Sala São Paulo.

E teve bis, e teve tris, teve mambo, frevo e até Tico Tico no Fubá. Com alegria, esta meninada segue tocando a vida.

Dá gosto ver. E ouvir.

Próximo concerto no TCA: 11 de maio.

Mais sobre o Neojiba

Depoimento do maestro Jonathan Govias

Foto: Blog do Neojiba

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Wolfgang Berim Bau não entende mas gosta de música. E fica chateado quando vê sala de concerto vazia.
Portanto,  envie a divulgação do seu concerto para ele: bahianarede2@gmail.com
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Concertos realizados em 2011 – arquivo

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Orquesra Sinfônica da UFBA
Concertos Populares
8 de maio, 18h30, Campo Grande
Convidado Especial – Amardinho Macedo
Programa
Brasileirinho,  Waldir Azevedo;
Na Baixa dos Sapateiros,  Ary Barroso;
Yesterday de Lennon e McCartney
Ave Maria, com arranjo de o Leandro Braga, num mix da versões de Bach/Gounod, Schubert e Herivelto Martins

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Quinteto de Sopros do NEOJIBÁ
30 de abril de 2011 • sábado • 20 horas

Teatro Molière (Aliança Francesa), Ladeira da Barra
Ingressos R$ 4,00 R$ 2,00 (meia) 

Quinteto de Sopros do NEOJIBÁ
Ana Júlia Bittencourt – flauta
Érica Smetak – oboé
Adauri de Oliveira – clarineta
Abner Silva – fagote
Orlando Afanador – trompa
Programa
JOHANN CHRISTIAN BACH
Quintetto
CLAUDE PAUL TAFFANEL
Quintette Pour Instruments À Vent
LEÓN CARDONA
Arranjo DAVÍD ESTEBAN PANCHÓN
Circunloquio (Bambuco)

Veja o  programa em outras intepretações:



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Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia
1° de maio (domingo) – 19 horas
Teatro Vila Velha, Passeio Público (Campo Grande)
Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Programa:


Joseph Haydn

As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz

Sonata V (‘Sitio’), Adagio

Il terremoto, Presto e con tutta la forza

Igor Stravinsky

O Pássaro de Fogo, Suite (1919)

Ottorino Respighi
Fontes de Roma

Arturo Márquez
Danzón n.2

Regente: Ricardo Castro

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Associação Lírica da Bahia (Alba)
Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba
Escola de Dança da Fundação Cultural do EstadoAssocia Lírica da Bahia – Alba

Ópera O Guarani –   Carlos Gomes. Libreto  de Antônio Scalvini

Teatro Casto Alves
28 (quinta),  30 (sãbado) de abril e 2 de maio (segunda) – 20 horas

Direção e a concepção: Francisco Mayrink

R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Veja outras interpretações:



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24 de abril de 2011• sábado • às 10 horas

Barroco na Bahia
Catedral Basílica – Terreiro de Jesus
Missa de Páscoa acompanhada pelo Coro Barroco na Bahia.

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23 de abril de 2011 • sábado • 18 horas

Orquestras de Câmara do Neojibá
Igreja de São Francisco • Centro Histórico • Entrada franca
Orquestra de Cordas do NEOJIBA – Projeto Serioso
Participação do  violista norte-americano Richard Young
Programa
JOSEPH HAYDN
As Sete Últimas Palavras de Cristo

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18 de abril de 2011 • segunda-feira • 20h
Orquestras de Câmara do Neojibá
Goethe Institut (ICBA) •Corredor da Vitória • Entrada franca

Quarteto Capriccioso
Felipe Mota (violino I), Anderson Tiago (violino II), Felipe Ferreira (viola) e Wagner Bruno (violoncelo).
Programa
ANTONIN DVOŘÁK
Quarteto Americano (1° Mov.)
JOSEPH HAYDN
II Terremoto (7 Últimas Palavras de Cristo)

Quarteto Gauguin
Hosana Ibarra (violino I), Helena Ibarra (violino II), Geisa Santos (viola) e Laís Tavares (violoncelo).
Programa
MAURICE RAVEL
Quarteto de Cordas em Fá Maior (1° e 2° Mov.)

Veja outras interpretaçõs

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11 de maio – segunda – 20 horas – Sala do Coro do TCA – entrada franca

Orquestra Casto Alves  – OCA (Orquestra infanto-juvenil do Neojibá)

Canção do Toreador, da opera Carmem, de Bizet
Trilha do filme Harry Potter, de John Williams
Gypsy Overture, de Merle J. Isaac
Chamambo, de Manuel Artés
Marcha Eslava, de Tchaikovsky
Batuque, de Lorenzo Fernandez

Ouça o programa em outras interpretações






10 de abril (domingo), 17 horas
Grupos de câmara da Osba – Série Manuel Inácio da Costa
Igreja Santa Clara do Desterro

‘La Primavera, Op.8, nº 1, das Quatro Estações’, de Vivaldi
solista: Samuel da Silva Dias
‘Concerto em Ré Menor, para 2 oboés e cordas RV 535’, de Vivaldi
Solistas: Luis Carlos Justi e  Carlos Prazeres
‘Suite em Lá Menor, para flauta e cordas’, de G. Ph. Telemann
Solistas Lucas Robatto
‘Concerto nº 1 em Si bemol Maior, para oboé’, de G. F. Händel
Solista:  Luis Carlos Justi

Ouça antes outras interpretaçõs:

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08 de abril – Sexta  19 horas
Orquestra Sinfônica da UFBA
Capela de Santa Teresa, Museu de Arte Sacra, Sodré
Concerto lírico-sinfônico
Programa
Wolfgang Amadeus Mozart        La Clemenza di Tito, Abertura. KV 621
Gaetano Donizetti            “Una furtiva lacrima”, ária da ópera L’Elisir d’Amore
Eduardo Ghissoni – Tenor
* * * * *
Ludwig van Beethoven        Sinfonia No. 6, Op. 68, em fá maior, “Pastoral”
Regência: Pino OnnisOuça antes

07 de Abril – 20h

Orquestra Sinfônica da Bahia – Estreia da série Jorge Amado
Sala Principal TCA
Regente: Carlos Prazeres
Solista: Daniel Guedes (violino)

Programa:
• F. Liszt – Rapsódia húngara nº. 2 em Ré menor
• S. Prokofiev – Concerto para violino e orquestra nº. 2 em Sol menor, op.63
• S. Prokofiev – Sinfonia nº. 5 em Si bemol maior, op.100

Ouça antes:

Foto: Isabel Gouveia (Divulgação)

05 de abril – terça-feira, 16 horas
Camerata Bahia Cordas (Camerata da OSBA)
Casa da Música, na Lagoa do Abaeté, Itapuã.
Repertório variado, desde a música barroca (Bach, Vivaldi, Pachelbel, Corelli), a música sacra e popular, até composições dos próprios integrantes da camerata.

Rogério Fernandes,
Raul Bermudez,
Uibitu Smetak,
Antônio Amorim (violinos)
Marcos Antonio Maciel (viola)
Maurício Kowalki (violoncelo)
Orley Francisco de Souza (contrabaixo).

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Quinteto de metais do Neojibá. Foto: Tati Golsman.

05 de abril – 20 horas – Sala do Coro do TCA
Neojibá
Grupos de Câmara
Sala do Coro do TCA – 20 horas
Entrada Franc a

Programa
1 – Grupo de Percussão do NEOJIBA
Estudo para Instrumentos de Percussão
Camargo Guarnieri (1907 – 1993)

2 – Dóris Leandra (Flauta), Filipe Góes (Violão), Everton Isidoro (Pandeiro)
Vê se Gostas
Waldir Azevedo e Octaviano Pitanga

3 – Trio de Trompas: Orlando Afanador, Paula Guimarães, Washington Pereira
Three Bach Chorales
I – A Boy born in Bethlehem
II – In sweet jubilation
III – The newborn child
Compositor: Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

4 – Suite for Three Horns op.28
David Uber (1927 – )

5 – Trio de Flautas OCA: Clara Correia, Felipe Almeida, Lucas Caetanno
Sonata para 3 Flautas
Joseph Bodin de Boismortier (1689 – 1755)

6 – Orlando Afanador (Trompa), Helder Passinho (Trompete), Tiago Valois (Trombone)
Sonata para Trompa, Trompete e Trombone
I – Allegro Moderato
II – Andante
III – Rondeau
Compositor: Francis Poulenc (1899 – 1963)

7 – Ana Clara Melo (Oboé), Samuel Dias (Violino), Geisa S. dos Santos (Viola), Alvaro Angulo (Violoncelo)
Quarteto em F para Oboé, Violino, Viola e Violoncelo K 370
I – Allegro
II – Adagio
Wolfgang Amadeus Mozart

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Camerata Quadro Solar. Foto: Adenor Gondim (Divulgação)

06 de abril – quarta-feria, 14h30
Quadro Solar ( Camerata da OSBA)
Fundação Hemoba  Complexo HGE, na Avenida Vasco da Gama.

Os Quartetos para flauta e cordas de A .W. Mozart e o repertório para essa formação motivaram  a criação do Quadro Solar. Além de Mozart, fazem parte do repertório do grupo obras de Rossini, Bach, L. Boccherini e G. Gershwin.

Andréa Bandeira (flauta)
Mário Gonçalves (violino)
Cândida Lobão (violoncelo)

MISSA DE PÁSCOA
domingo, 24 de abril de 2011, às 10 horas,
na Catedral Basílica – Terreiro de Jesus
Celebrada pelo Arcebispo Dom Murilo Krieger e acompanhada pelo Coro Barroco na Bahia.
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2 Respostas to “Música, maestro! por Wolfgang Berim Bau”

  1. Jorge Dias Says:

    Caro Berim Bau,
    Importa saber que é-nos de grande satisfação apreciar os jovens músicos do Projeto Neojibá em performances, evidentemente não totalmente corretas, ainda; até porque lhes falta orientação competente em termos de direção, já que quem lhes dirige está longe de dominar a arte da direção de orquestra, pois o que sabe fazer bem, sem dúvida, é tocar piano. Portanto, não se esqueça que esses jovens fazem o que fazem, apesar das limitações naturais dos inexperientes, graças aos professores que aqui militam há anos na formação desses jovens.
    Saiba então, que tudo isso está sendo conseguido, graças a uma conjunção de esforços louváveis, em que nós, os mestres da terra, temos participação primordial. Com certeza isto não teria sido possível, sem nossa contribuição fundamental, embora nunca seja ressaltada.
    Cordiais Saudações,
    Jorge Alves Dias
    Principal Trombonista da OSBA.

  2. Jorge Alves Dias Says:

    Querido Berim Bau,
    Cadê voce? Após toda uma peleja, em que voce nos brindou com a oportunidade de nos manifestarmos em relação aos caminhos da OSBA, de repente, voce sumiu, e está fazendo muita falta. Espero, fervorosamente, que não tenha sido arranhada, em nenhum momento, a liberdade de expressão. De qualquer forma, aguardo seu retorno ao campo de ação.
    Cordiais Saudações,
    Jorge Alves Dias
    Principal Trombonista da OSBA.


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