Posts Tagged ‘Nilson Galvão’

Chacal no Sarau nesta quarta(6), 20h30min

04/03/2013

SarauChacal

O Nirvana da arquibancada

15/05/2012

 

Por Nilson Galvão

Depois de duas noites de sono já dá pra ter algum distanciamento crítico. Pensar naquela zorra toda com a serenidade possível – se existe chance de serenidade quando se trata de futebol. Vi o Brasil ser campeão duas vezes, o Bahia conquistar o campeonato brasileiro pela segunda vez. Mas domingo tinha algo no ar, um jejum de títulos por uma década inteira, e meu filho de 12 sem nunca ter  experimentado essa emoção básica: a de gritar, a plenos pulmões, pela glória do troféu arrebatado. Então foi bacana cantarmos junto com a multidão: “ôôôôô, o campeão voltooooooou”…

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Ninguém se livra do sertão

08/05/2012

Por Nilson Galvão

Nós, urbanoides, andamos por aí vivendo o “day-dreaming” de filme americano rodado em Nova Iorque, mas de fato ninguém consegue se livrar do sertão. Ninguém mesmo. Pra começar qualquer de nós, na mais urbana das metrópoles, padece de um vão extenso como a Transiberiana, largo como a soma de centenas de campos de futebol: é o sertão metamorfoseado, a incutir sentimentos tão antigos quanto a gana de sobreviver, o temor à fúria divina, a maravilha do sol, da lua e das
estrelas.
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Pensa, Whitman

21/04/2011

Pensa, Whitman, a poesia triunfou.
O homem só pode viver do que sonha,
e de sonhos é composta toda a trama Continue lendo »

A última canção

03/04/2011

Nilson Galvão

Li na internet, e isso não é bem garantia de fidedignidade, que a gravação de “Hey Bulldog” teria sido a última vez dos Beatles como os Beatles de verdade, aquele bando de garotos brilhantes que adoravam o que faziam, se divertiam mesmo e lidavam com a criatividade como se ela fosse a coisa mais disponível do mundo.

Não sei qual a sua opinião sobre os garotos de Liverpool, caro hipotético leitor. Do meu lado devo informar que 1) não sou, nunca fui beatlemaníaco; 2) não coleciono, portanto, todo tipo de informação a respeito; e 3) de uns tempos pra cá, entretanto, tenho ouvido mais e mais as músicas do quarteto, e não é que elas me inspirem, é como se modulassem as ondas cerebrais quando invento de escrever coisas tiradas a criativas, como, por exemplo, poesia. Sem querer parecer pedante, até porque também não sou um ouvinte regular de música erudita, tenho essa mesma relação com as músicas de Bach. Continue lendo »

Macacos nas quatro direções e a merda da vida

28/03/2011

Nilson Galvão

A vida é uma merda: a gente nunca para de aprender e, se faz isso com algum senso de observação, se toca do quanto ainda resta por saber. Não me meto a atualizar Sócrates, pelamordedeus, mas esse nada-sei tem sido mesmo, pelos séculos dos séculos, um saco – e sem fundo!

Pros místicos, como Krishnamurti, ícone da contracultura meio esquecido ultimamente, é ainda mais embaixo: quem não mantém a mente aberta pra aprender a toda hora, a todo minuto, cria limo e fica lá, cabeça embotada enganchada repetindo sempre o mesmo esquema. E você, repete sempre o mesmo esquema? Continue lendo »

Balaustrada

23/03/2011

Cineminha: super 8 hiper 8 em tecnicolor. Uma cidade. Übercinema com cheiro, cheiro inefável, blend: refresco de uva tangerina & diesel & dendê & cecê & mijo & boca de lobo aberta escancarada. Um dia. Taxis amarelos tarjas pretas fuscas brasílias aos pedaços bandeirada desbandeirada ladeira abaixo cidade abaixo acima. Uma tarde. Sol & sol & sol & sol & sol & sol & sol. Uma cena. Impregnações: freio motor picolé limonada gelada goela gelada indelével. Banal. Suór e nada saber a não ser com os olhos ouvidos narinas poros papilas absorvê-la como só uma vez na vida se absorve uma cidade. Inteira. Compactá-la então numa única imagem borrada porta de ônibus pé no chão balaustrada mar o absurdo mar a vaga estória de tudo promessas segredos dores o inacreditável fluxo da vida pelo cano de descarga: não temas. Buzinas. A umidade do inferno e nem pense em cartões postais. Sem fotos. Uma curva uns tantos habitantes fantasmáticos o apito do guarda trombeta de mil labaredas. Miasma. Sofisma: como, se nem me lembro?

Texto: Nilson Galvão
Foto: André Motta de Lima