Posts Tagged ‘rio dos macacos’

Regularização de território de Rio dos Macacos está na fase final

07/09/2016

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A regularização fundiária do território da comunidade quilombola Rio dos Macacos está na sua etapa final. O processo administrativo eletrônico no. 04941.002350/201615 para destinação de área de aproximadamente 104 hectares, no município de Simões Filho, vizinho a Salvador encontra-se na Superintendência  do  Patrimônio  da  União  na  Bahia (SPU), na Coordenação  de  Destinação, Divisão de Regularização Fundiária e Habitação, depois de ter sido aprovado pelo Ministério da Defesa. A SPU deverá encaminhar o processo para o INCRA a fim de ser emitido o título da propriedade.

Os estudos realizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para a identificação e delimitação do território concluíram que a área de uso tradicional é de 301 hectares, nestes incluídas as águas da barragem de três rios que nascem e/ou passam pelas terras onde famílias quilombolas vivem, pelo menos, desde a segunda metade do século XIX.

A barragem, com área aproximada de 100ha, ficou fora do território quilombola para atender exigência da Marinha do Brasil, que considera a barragem como de segurança nacional levando-a, inclusive, a recusar o uso compartilhado com a comunidade daquelas águas, uma das suas fontes de alimentação. Continue lendo »

Financiamento coletivo para finalizar documentário “Quilombo Rio dos Macacos”

11/07/2015
Foto de Maria Ester Pereira

Foto de Maria Ester Pereira

por Josias Pires

A participação pode se dar a partir de R$ 25,00, com recompensas.

E com apenas R$ 1 mil será exibida a logomarca da empresa como apoiadora do projeto na cartela de Apoio Cultural do filme.

Por que fazer financiamento coletivo? Seria prova da falência do realizador incapaz de captar os volumosos recursos disponíveis pelas leis, canais e dutos do sistema audiovisual brasileiro? Ou seria uma opção pertinente para um filme cujo compromisso com o mercadão do cinemão é zero? Porque este é o caso desse filme feito a partir da contribuição milionária de todos os erros, como diria o poeta modernista; com câmaras de celulares dos quilombolas, de variado material produzido por diversos cinegrafistas que se mobilizaram na cidade para acompanhar – sobretudo em 2012 – a tragédia, o drama, a existência de um fato encoberto há 40 anos, envolvendo uma das forças armadas brasileira, a Marinha do Brasil e um grupo de cidadãos espoliados em seus direitos.

Tomei conhecimento dessa história no começo de novembro de 2011 e o pequeno filme Quilombo Rio do Macaco estava pronto no final de dezembro. Depois daquele web-doc, continuamos a acompanhar o assunto. Em 2013 fizemos o projeto do longa metragem para o Edital do Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, em nome de pessoa física, fazendo jus ao financiamento no valor de R$ 100 mil, o teto de captação. Os recursos foram utilizados nas etapas de pesquisa, pré-produção, produção e montagem; e possibilitaram uma documentação sistemática e intensa da comunidade e do processo, da luta e da vida no território. Permitiram também fazer a pesquisa e recolhimento de material disponível em várias fontes; fazer a preparação da montagem, decupagem, transcrição, organização do material que totalizou mais 150 horas, em programas de edição; etc. e a montagem propriamente dita, que está em curso, nas mãos de Cristina Amaral. renomada montadora do cinema brasileiro.

O propósito é finalizar o filme – executar os serviços de edição de som, mixagem, aluguel de estúdio de som, serviços de correção de cor, arte / letreiros, título etc. – ainda este ano, de modo que no início de 2016 esteja nas telas, em salas de festivais e em todos os espaços e janelas possíveis. Para isto são necessários recursos da ordem de R$ 50 mil. É um filme urgente que além de documentar o processo social, pretende contribuir com a reflexão sobre o momento presente do país, sobre aspectos da natureza da crise em que estamos mergulhados. Dado essa urgência, optamos pela agilidade possibilitada pelo financiamento coletivo para cobrir, pelo menos, parte do orçamento. Sem descartar outras possibilidades de obtenção de recursos para as etapas de exibição e distribuição, o financiamento coletivo, neste momento, é a melhor opção.

Participe, colabore e ajude a levar esse filme às telas!

Isto é exercício de cidadania, solidariedade, participação.

Página da Campanha Benfeitoria.com:  http://beta.benfeitoria.com/docquilomboriodosmacacos

Filme curto feito em 2011: https://www.youtube.com/watch?v=bwUXjUzqU6w

Página do filme no Facebook  https://www.facebook.com/quilomboriodosmacacosofilme 

Governo volta a reunir-se com quilombo Rio dos Macacos

08/07/2015

 

Barragem

Rio dos Macacos perde uso compartilhado de água da Barragem

O governo federal está realizando os procedimentos finais para regularização do território do quilombo Rio dos Macacos, com 104 hectares, e enviará uma equipe multidisciplinar, na próxima semana, para organização do espaço territorial em conjunto com os moradores. Quem informou foi Érika Borges, da Secretaria Geral da Presidência da República.

A delimitação do território em 104 has deixará de fora os corpos d’agua que sempre atenderam à comunidade e, inclusive, inviabiliza o uso compartilhado da Barragem. No documento de doação que a prefeitura fez para a Marinha da área da Barragem está dito que o usufruto seria do Subúrbio de Paripe. Isto nunca se deu, mas o fato de haver essa exigência demonstra de modo cabal que o uso da água da barragem pode, sim, ser compartilhado.

Um grupo de autoridades federais esteve no Quilombo Rio dos Macacos, na terça-feira passada (7).  Assim como já ocorreram outras vezes, os representantes do governo federal se reuniram com autoridades estaduais e municipais para discutir ações no quilombo. Desta vez um dos temas da pauta foi a construção de duas vias de acesso para a comunidade deixar de passar pela guarita da Vila Naval da Barragem.

Amigos de quilombola de Rio dos Macacos assassinado fazem marcha de protesto em Paripe

02/11/2014

02 Nov Moises

Por Josias Pires

A luta pelo fim das desigualdades sociais, pelo fim do culto à violência e por Justiça só terá êxito se mobilizar a cada um de nós e a todos nós juntos.

No dia de Finados, em geral, todos nós temos os nossos mortos a reverenciar, geralmente em silêncio e, algumas vezes, ate mesmo sozinhos. Mas para um indignado grupo de jovens e crianças, adultos e idosos do quilombo de Rio dos Macacos este domingo de finados (02) foi um dia de protesto e para clamar por Justiça no caso do assassinato de Moisés Araújo dos Santos, 20 anos, filho do líder quilombola de Rio dos Macacos Zezinho (José Araújo dos Santos). Continue lendo »

Quilombo rio dos Macacos receberá nesta terça (26) visita de vereadores de Simões Filho e de Camaçari

25/03/2013

Rio do Macaco

Um grupo de vereadores de Simões Filho e de Camaçari fará uma visita nesta terça-feira (26), a partir das 8h, ao quilombo do Rio dos Macacos. Esta visita é um dos desdobramentos da Audiência Pública sobre a situação da comunidade quilombola realizada na Câmara Municipal de Simões Filho na quinta-feira passada (21). Os vereadores decidiram também que no final do mês de abril irão a Brasília, acompanhado dos quilombolas, para uma audiência com a presidenta Dilma Roussef. Continue lendo »

Procurador-chefe da AGU na Bahia foge pelo fundo do prédio sob proteção de policial federal

06/03/2013

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Por Josias Pires

O procurador-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) no Estado da Bahia, Maximilian Torres Santos de Santana, saiu nesta quarta-feira (6) à tarde pela porta dos fundos do prédio da AGU, sob proteção de policial federal armado, para evitar reunir-se com uma comissão de representantes dos quilombolas do rio dos Macacos e movimentos sociais que os apoiam, a exemplo da CUT, MST, Movimentos de Pescadores, Movimento de Mulheres, Pastoral da Pesca, Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) e outros. Descoberto na fuga por alguns dos presentes no ato, o policial apontou a arma para um grupo de pessoas que tentou impedir a fuga. Continue lendo »

Manifestantes pró Quilombo do Rio dos Macacos ocupam prédio da AGU

06/03/2013

Cerca de 400 manifestantes ocuparam nesta manhã de quarta-fera(6) o prédio da Advocacia Geral da União, na Avenida Paralela, em Salvador. Não há reféns, mas os manifestantes exigem a apresentação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação da área do Quilombo do Rio dos Macacos. Querem também a abertura de canais de negociação com o governo federal e pretendem permanecer no prédio até que sejam atendidos pelo procurador da AGU, Maximiliano Torres.

Quilombolas de rio dos Macacos cobram providências à presidenta Dilma

02/01/2013

   Um grupo de quilombolas da comunidade de Rio dos Macacos, e ativistas dos movimentos negros, estão neste momento na praia de Inema, próximo ao local onde a presidente Dilma Roussef passou a virada do ano, protestanto contra as indefinições do governo em relação à demarcação das terras dos quilombolas. Portando faixas e cartazes, os manifestantes distribuíram uma Nota Pública, pela qual cobram uma atitude positiva dos governos federal e estadual para encontrarem uma solução definitiva do problema>

Leia a íntegra da Nota:

Violação dos Direitos Humanos  da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos

pela Marinha de Guerra do Brasil e Silêncio da Presidenta

No primeiro dia do ano de 2013 chama atenção e causa revolta às Comunidades Quilombolas e em todos os Movimentos Sociais Brasil afora, mobilizados em defesa da garantia do Território da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos, marcada nos últimos 43 anos por violações de seus direitos humanos, o fato inacreditável da Presidenta Dilma Rousseff vim à Bahia mais uma vez e ignorar a situação dos crimes praticados pela Marinha de Guerra do Brasil e celebrar a chegada do ano novo com os algozes dos quilombolas. Continue lendo »

Tiroteio no quilombo Rio dos Macacos

19/12/2012

A porta de uma casa foi arrombada e outra casa foi alvejada com vários tiros, espaçados pelo período de quase duas horas, na noite de terça-feira passada (18), no Quilombo Rio dos Macacos, município de Simões Filho,  área vizinha ao município de Salvador. Os atiradores não puderam ser identificados, pois o local não tem luz elétrica e estava totalmente às escuras.

Acionada pelos quilombolas, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados enviou nesta quarta-feira (19) um observador ao local para ouvir os agricultores. Para ter acesso à área, o representante da Comissão foi levado à Base Naval de Aratu, distante seis quilômetros do local do conflito. Enquanto isso, a Marinha mandou duas pessoas, com gravadores, ouvir as versões dos moradores. Só depois deste fato é que liberou o acesso ao local ao observador da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

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Marinha acusada de violaçao de direitos humanos

04/06/2012

Balas recolhidas pelos agricultores próximo às suas casas. Foto Guellwaar Adún

– É uma vergonha para um país que se deseja democrático o que estamos vendo aqui. É uma vergonha para todos nós que lutamos por um país cidadão. Vamos atuar para que o governo tome medidas imediatas. A Constituição é clara. É dever do estado reparar um pouco das violências praticadas contra a população negra,  desabafou nesta segunda-feira (4) o deputado federal maranhense Domingos Dutra (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, que passou o dia em Salvador apurando denúncias de violação de direitos humanos por parte da Marinha contra agricultores da comunidade quilombola Rio do Macaco.

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INCRA inicia processo de reconhecimento do território quilombola de Rio dos Macacos.

16/12/2011

Do blog da AATR

Durante a primeira visita para elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTDI) , a Marinha cercou a comunidade e fez ameaças, revistando moradores e invadindo casas.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), enviou antropólogos ao quilombo de Rio dos Macacos a fim de dar início ao processo de demarcação do território tradicional. O objetivo é elaborar o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), documento que apresenta a história, ancestralidade, tradição e organização socioeconômica dos remanescentes de quilombos da comunidade, além de indicar os limites do território.

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