Posts Tagged ‘violência’

Pistoleiros atacam aldeia Pataxó do Kaí, na Terra Indígena Comexatiba, no Extremo-Sul da Bahia

12/08/2015

 

xxP000-388-255-285-00101

Oca incendiada por pistoleiros

A Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAÍ) denunciou nesta quarta-feira (12), por meio de nota pública, atos de violência cometidos contra índios Pataxós que vivem no município do Prado. Segundo relatos obtidos pela Associação, o ataque se deu por volta das 00:30min da terça-feira (11) a uma oca de artesanato do índio pataxó Xawã (Ricardo), filho da pajé (Jovita), que é também vice-cacique e do cacique da comunidade indígena. Os agressores incendiaram a casa e todo o material – avaliado em R$ 22 mil – foi perdido, inclusive roupas e objetos utilizados em cerimônias religiosas e atividades culturais.

xxP000-388-255-285-00098

Restou apenas a fachada da oca

Uma nova tentativa de agressão ocorreu por volta da meia noite da terça feira (11), quando os pistoleiros retornaram à aldeia Kaí em dois carros e várias motos e tentaram queimar a casa do pataxó Lucas. Segundo Ricardo pataxó, os índios estavam reunidos na escola, haviam saído das casas, traumatizados pelo ataque do dia anterior. Quando viram os carros, reagiram e os agressores fugiram.

Leia a íntegra da nota: Continue lendo »

Marinheiros agridem quilombola de Rio dos Macacos no sábado à noite dentro da Vila Naval

02/08/2015

 

Sobrinho de Rose 4

Evanildo Souza dos Santos, 17 anos, sobrinho da líder quilombola de Rio dos Macacos, Rosemeire Santos Silva  sofreu diversas agressões, por volta das 22h de sábado (1/08), no interior da Vila Naval da Barragem. Foram escoriações em diversas partes do corpo e um corte profundo na cabeça.

De acordo com Rosemeire a violência contra o menor foi praticada por cerca de 20 militares – parte deles estava fardada e outra parte à paisana. No momento da agressão, Evanildo estava acompanhado do pai, Edson dos Santos, do tio, Ednei dos Santos e de um irmão, Ivan, de 14 anos.

– Eles estavam voltando para casa, quando foram abordados pelos militares. Meu sobrinho foi acusado de ter tentado agredir a filha de um morador da Vila Naval e de tentar assaltar casas de militares. Isto é um absurdo, mentira, garantiu Rose.

Ela conta também que depois de ter sofrido a agressão, o garoto ficou desaparecido por algum tempo e seus familiares temeram que tivesse sido assassinado. Algum tempo depois, foi visto no interior de uma viatura policial, na portaria da Vila Naval, todo ensanguentado. Os policiais disseram a ela que foram chamados por militares da Marinha, sob a alegação de que havia “quatro vagabundos dentro da Vila Naval” que deveriam ser presos.

Depois de esclarecido que todos eram moradores do quilombo, o rapaz foi levado pelos policiais ao Hospital do Subúrbio e recebeu pontos no corte feito na cabeça. Os familiares de Rose e os policiais foram para a Delegacia do Menor, em Brotas, onde registraram queixa. A garota supostamente ameaçada pelo menor foi à Delegacia também e negou as acusações contra o menor desferidas pelos militares.

Sobrinho de Rose 2

Sobrinho de Rose 3

Sobrinho de Rose 4

Amigos de quilombola de Rio dos Macacos assassinado fazem marcha de protesto em Paripe

02/11/2014

02 Nov Moises

Por Josias Pires

A luta pelo fim das desigualdades sociais, pelo fim do culto à violência e por Justiça só terá êxito se mobilizar a cada um de nós e a todos nós juntos.

No dia de Finados, em geral, todos nós temos os nossos mortos a reverenciar, geralmente em silêncio e, algumas vezes, ate mesmo sozinhos. Mas para um indignado grupo de jovens e crianças, adultos e idosos do quilombo de Rio dos Macacos este domingo de finados (02) foi um dia de protesto e para clamar por Justiça no caso do assassinato de Moisés Araújo dos Santos, 20 anos, filho do líder quilombola de Rio dos Macacos Zezinho (José Araújo dos Santos). Continue lendo »

Sobre janelas quebradas, flanelinhas e crime de extorsão

09/05/2011

Por João Aslan

Lugar de político corrupto é na cadeia. Lugar de assaltante também. Seqüestrador e estuprador, atrás das grades, sem dúvida. E dos nossos flanelinhas ou “guardadores de carros” informais? Vamos adiante antes de responder. Continue lendo »