Archive for the 'Cultura' Category

Quaderna, O Encantado, de Edinilson Motta Pará, estreia sábado, 2, no Teatro SESI Rio Vermelho, 20h

22/03/2016
Ricardo Stewart faz Quaderna. Foto Maurício Requião

Ricardo Stewart faz Quaderna. Foto Maurício Requião

Quaderna, O Encantado, história sobre conquistas, batalhas e lutas pela criação de um Reino no Sertão do Brasil.

Estreia no primeiro sábado de abril (2), no Teatro SESI Rio Vermelho, às 20h, o monólogo Quaderna, O Encantado, cujo texto, direção e iluminação é de Edinilson Motta Pará. Em cena o ator Ricardo Stewart (ficha técnica completa ao final do texto). A peça será encenada aos sábados e domingos de abril. O relato é costurado por elementos sonoros e visuais do universo sertanejo: lamentos, súplicas, cantos, louvores, prosas, poesias, cantos e sons armoriais, vozes, lamúrias, aboios, sons de chocalhos, apitos, etc. A trilha sonora e musical é executada ao vivo por um músico/personagem que divide o palco com o ator. Leia o resto deste post »

XXXVI MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ZUMBI DOS PALMARES 20 de NOVEMBRO

19/11/2015
Foto Fernando Vivas Ag. A Tarde

Foto Fernando Vivas Ag. A Tarde

A partir das 14s no Campo Grande começará a concentração da grande marcha da consciência negra de Salvador. Neste ano foram destacadas pela CONEN os temas da Década Internacional Afrodescendente e “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. Uma personagem especial estará sendo homenageada pela Marcha, o líder negro norte-americano Malcom X, assassinado em 1965, portanto há 50 anos.

COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS – CONEN                                                                                                                                               FÓRUM CONEN – BAHIA

Novembro : mês da consciência negra conen 2015

XXXV MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ZUMBI DOS PALMARES

2015 – 2024 : DÉCADA INTERNACIONAL AFRODESCENDENTE                 “ RECONHECIMENTO, JUSTIÇA E DESENVOLVIMENTO ”

1925 – 2015 : 50 ANOS SEM MALCOLM X

1995 – 2015 : JORNADA NACIONAL CONEN ZUMBI +20

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DE CUÍCA DE SANTO AMARO PARA O QUILOMBO RIO DOS MACACOS

29/09/2015

https://www.youtube.com/watch?v=dekX4o6UUHI

Na próxima segunda-feira (5), às 20h, na Sala Walter da Silveira, será realizada sessão especial do filme documentário Cuíca de Santo Amaro (direção Joel de Almeida e Josias Pires, 2012, 74 min).

A sessão especial, com ingressos a R$20, visa a arrecadação de recursos para contribuir com a finalização do documentário Quilombo Rio dos Macacos, de Josias Pires, em fase de montagem. O filme documenta a luta daqueles quilombolas em conflito com a Marinha do Brasil pela propriedade das suas terras.

A exibição do Cuíca é mais uma atividade da campanha de crowdfunding, através do site Benfeitoria.com (acesse aqui) que está sendo realizada pela produção do filme sobre o quilombo. A campanha será encerrada no próximo dia 10 de outubro.

O documentário de longa metragem sobre o quilombo Rio dos Macacos é um desdobramento do web-doc Quilombo Rio do Macaco  (direção Josias Pires, 2011, 10 min),  o primeiro material audiovisual divulgado na Internet sobre o quilombo.

O que: Exibição do filme Cuíca de Santo Amaro

Onde: Sala Walter da Silveira / Salvador/BA
Quando: dia 05/10, próxima segunda-feira,  às 20 horas

Ingressos: R$ 20,00

Financiamento coletivo para finalizar documentário “Quilombo Rio dos Macacos”

11/07/2015
Foto de Maria Ester Pereira

Foto de Maria Ester Pereira

por Josias Pires

A participação pode se dar a partir de R$ 25,00, com recompensas.

E com apenas R$ 1 mil será exibida a logomarca da empresa como apoiadora do projeto na cartela de Apoio Cultural do filme.

Por que fazer financiamento coletivo? Seria prova da falência do realizador incapaz de captar os volumosos recursos disponíveis pelas leis, canais e dutos do sistema audiovisual brasileiro? Ou seria uma opção pertinente para um filme cujo compromisso com o mercadão do cinemão é zero? Porque este é o caso desse filme feito a partir da contribuição milionária de todos os erros, como diria o poeta modernista; com câmaras de celulares dos quilombolas, de variado material produzido por diversos cinegrafistas que se mobilizaram na cidade para acompanhar – sobretudo em 2012 – a tragédia, o drama, a existência de um fato encoberto há 40 anos, envolvendo uma das forças armadas brasileira, a Marinha do Brasil e um grupo de cidadãos espoliados em seus direitos.

Tomei conhecimento dessa história no começo de novembro de 2011 e o pequeno filme Quilombo Rio do Macaco estava pronto no final de dezembro. Depois daquele web-doc, continuamos a acompanhar o assunto. Em 2013 fizemos o projeto do longa metragem para o Edital do Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, em nome de pessoa física, fazendo jus ao financiamento no valor de R$ 100 mil, o teto de captação. Os recursos foram utilizados nas etapas de pesquisa, pré-produção, produção e montagem; e possibilitaram uma documentação sistemática e intensa da comunidade e do processo, da luta e da vida no território. Permitiram também fazer a pesquisa e recolhimento de material disponível em várias fontes; fazer a preparação da montagem, decupagem, transcrição, organização do material que totalizou mais 150 horas, em programas de edição; etc. e a montagem propriamente dita, que está em curso, nas mãos de Cristina Amaral. renomada montadora do cinema brasileiro.

O propósito é finalizar o filme – executar os serviços de edição de som, mixagem, aluguel de estúdio de som, serviços de correção de cor, arte / letreiros, título etc. – ainda este ano, de modo que no início de 2016 esteja nas telas, em salas de festivais e em todos os espaços e janelas possíveis. Para isto são necessários recursos da ordem de R$ 50 mil. É um filme urgente que além de documentar o processo social, pretende contribuir com a reflexão sobre o momento presente do país, sobre aspectos da natureza da crise em que estamos mergulhados. Dado essa urgência, optamos pela agilidade possibilitada pelo financiamento coletivo para cobrir, pelo menos, parte do orçamento. Sem descartar outras possibilidades de obtenção de recursos para as etapas de exibição e distribuição, o financiamento coletivo, neste momento, é a melhor opção.

Participe, colabore e ajude a levar esse filme às telas!

Isto é exercício de cidadania, solidariedade, participação.

Página da Campanha Benfeitoria.com:  http://beta.benfeitoria.com/docquilomboriodosmacacos

Filme curto feito em 2011: https://www.youtube.com/watch?v=bwUXjUzqU6w

Página do filme no Facebook  https://www.facebook.com/quilomboriodosmacacosofilme 

Morre o Sambador Manezin de Izaias

10/02/2015
Foto semana Cultural Riachão - Evandro Matos

Foto semana Cultural Riachão – Evandro Matos

Por Josias Pires

Acabei de receber a notícia por meio de mensagem eletrônica encaminhada pelo jornalista Evandro Matos. A morte colheu o sambador na noite de segunda-feira passada (09), em sua residência, na avenida J.J. Seabra, Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 Km de Salvador.

Afamado sambador de Riachão do Jacuípe, Manezin de Izaias é co-autor de um dos grandes sucessos do Carnaval da Bahia, a música “Quixabeira”, adaptada por Carlinhos Brown e gravada pelo próprio Brown e mais Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Betânia, Gilberto Gil, banda Cheiro de Amor e muitos outros:

https://www.youtube.com/watch?v=3QjsedRXg9Q

A canção “Quixabeira”, na verdade, é uma colagem que Carlinhos Brown fez de três músicas gravadas originalmente como de domínio público no long-play “Da Quixabeira Pro Berço do Rio” , produzido por Bernard von der Weid, em 1992, reunindo 40 cantos de trabalho, chulas, batuques e rodas de quatro município do sertão da Bahia (Feira de Santana, Serrinha, Araci e Valente). Leia o resto deste post »

Dia de Santos Reis

06/01/2015

por Josias Pires

Hoje é o dia de Santos Reis, um desses dias mágicos do calendário cristão, dias especiais apropriados de calendários pagãos/ de culto ao Sol.

Epifania. Logo cedo abri o computador e vi o texto de Marcus Gusmão no Licuri com sua homenagem ao primo e amigo Mazinho, nascido no dia de Santos Reis. http://licuri.wordpress.com/2015/01/06/o-dia-de-irismar-reis/

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Sinais trocados, por André Singer

01/11/2014

André Singer chama a atenção para algo fundamental: a disputa simbólica em torno das melhores alternativas para o país. Como iremos suprimir as desigualdades sociais e fazer funcionar um Estado falido como provedor de serviços públicos de alta qualidade. Entendo também que o alerta feito por André Singer deveria ser escutado com a devida atenção pelos comandantes do PT na medida em que este partido, isto ouvi esta semana da boca do deputado Arlindo Chinaglia, que o PT abriu mão da disputa ideológica. Inteiramente certo. Abriu mão da disputa simbólica. No último Congresso do partido a questão da Cultura foi tratada como nota de pé de página. Ao acenar com a disputa ideológica no momento eleitoral e trocar de sinais no dia seguinte às eleições, a presidente petista embaralha o jogo. Pra que falar em Banco Central Independente se o ministro da Fazenda pode ser o presidente do Bradesco? Leia o resto deste post »

Copa do Mundo Alemanha 7 x 1 Brasil: as capas dos jornais

09/07/2014
De Carta Capital

John MacDougall / AFP
Jornais

Capas de jornais da Alemanha registram a vitória histórica diante do Brasil

Se o Brasil tivesse um campeonato para escolher a melhor capa de um jornal para a Copa do Mundo, o Meia Hora, do Rio de Janeiro, seria campeão com louvor.

Após a humilhação suprema sofrida pela seleção brasileira no Mineirão, na terça-feira 8, o jornal carioca emplacou a manchete “Não vai ter capa”, em alusão ao famigerado slogan “Não vai ter Copa” que precedeu a realização do mundial.

Conhecido pelas manchetes e capas satíricas, o Meia Hora afirmou que, diante da goleada de 7 a 1 para a Alemanha, hoje não conseguiria fazer capa.

Outros dois jornais que foram muito bem nas capas deste 9 de julho foram o A Tarde, de Salvador, e o Extra, também do Rio de Janeiro. O primeiro “enterrou” a seleção e se disse “morto de vergonha”. O segundo parabenizou os vice-campeões de 1950, que até a terça-feira carregavam o título de donos da maior vergonha do futebol brasileiro.

Na Europa, os jornais esportivos também aproveitaram o vexame do Brasil para se regozijar. Abaixo, as capas do português A Bola, do italiano Corriere dello Sport (“Humilhados”) e do espanhol AS.

Abaixo, o Marca, também da Espanha, e o argentino Olé, que ironizou a busca pelo hexacampeonato. O francês L’Equipe preferiu elogiar a Alemanha e o meia Toni Kroos, um dos melhores em campo: “Fantástico”.

A Globo e as raízes do subdesenvolvimento do futebol brasileiro

09/07/2014

Os bravos jornalistas da CBN foram rápidos no gatilho: os 7 x 1 da Alemanha comprovam que a presidente Dilma Rousseff é “pé frio”.

Pé frio é bobagem. Não é o que dizem de Galvão Bueno?

Como são analistas sofisticados, da política e da economia, poderiam afirmar que Dilma talvez seja culpada – assim como Lula, Fernando Henrique Cardoso e outros presidentes – por não ter entrado na batalha pela modernização do futebol brasileiro.

Poderiam ter avançado mais no diagnóstico. Explicado que a maior derrota do futebol brasileiro – e latino-americano em geral – estava no fato de que a maioria absoluta dos seus jogadores serem de times europeus, da combalida Espanha, da Alemanha, Inglaterra e França.

Ali estaria a prova maior do subdesenvolvimento do futebol brasileiro, um mero exportador de mão-de-obra para o produto acabado europeu, campeonatos riquíssimos mesmo em períodos de crise.

Mas a questão principal é quem colocou na copa da árvore o jabuti do subdesenvolvimento futebolístico brasileiro.

Se quisessem aprofundar mais, poderiam mostrar conhecimento e erudição esportiva reportando-se a uma tarde de julho de 1921, em Jersey City,  quando surgiu o primeiro Galvão Bueno da história, o locutor J. Andrew White, pugilista amador, preparando-se para narrar a luta história de Jack Dempsey vs George Carpentier para a Radio Corporation of America (RCA). 61 cidades tinham montado seus “salões de rádio” para um público estimado em centenas de milhares de ouvinte.

O que era apenas um hobby de radio amadores, tornou-se, a partir de então, o evento mais prestigiado nas radio transmissões.

Se não fosse cansar demais os ouvintes da CBN, os brilhantes analistas poderiam historiar, um pouco, a importância das transmissões esportivas para o que se tornaria o mais influente personagem do século no mercado de opinião: os grupos de mídia.

Mostrariam como foram criadas as redes, desenvolvidas as grades de programação, planejados os grandes eventos, como âncoras centrais da audiência.

Depois, avançariam nos demais aspectos dos grupos de mídia.

Num assomo de modéstia, reconheceriam que, em um grupo de mídia, a relevância do jornalismo é diretamente proporcional à audiência total; e a audiência depende fundamentalmente desses eventos âncora. Por isso mesmo, foi o futebol que garantiu o prestígio e a influência do jornalismo.

Não se vá exigir que descrevam a estratégia da Globo para tornar-se o maior grupo de mídia do Brasil e da América Latina. Mas se avançassem lembrariam que os eventos consolidadores foram o carnaval carioca e o futebol, pavimentando o caminho das novelas e do Jornal Nacional.

Algum entrevistado imprevisto, especialista em segurança, ou na sociologia do crime, poderia lembrar que, para conseguir o monopólio de ambos os eventos, a grande Globo precisou negociar, numa ponta, com os bicheiros que dominavam a Associação das Escolas de Samba do Rio; na outra, com os cartolas que desde sempre dominavam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde os tempos em que era CDB (Confederação Brasileira dos Desportos).

Para não pegar mal para a Globo, diria que a grande emissora foi vítima do anacronismo da sociedade brasileira, que a obriga a entrar no pântano sem se sujar.

Aos ouvintes ficariam as conclusões mais pesadas.

Graças ao submundo dos bicheiros e cartolas, a Globo venceu a competição na radiodifusão. E graças à Globo, bicheiros e cartolas conquistaram um enorme poder junto à superestrutura do Estado brasileiro, um extraordinário jogo de ganha-ganha em que o sistema bicheiros-Globo e cartolas-Globo ganharam uma expressão política inédita e uma blindagem excepcional. Ainda mais se se considerar que o primeiro setor vive da contravenção e o segundo está mergulhado até a raiz do cabelo nos esquemas internacionais de lavagem de dinheiro, através do comércio de jogadores.

Aí a matriz de responsabilidades começa a ficar um pouco mais clara.

Um especialista em direito econômico poderia analisar o abuso de poder econômico na compra de campeonatos e os prejuízos ao consumidor, com a Globo adquirindo a totalidade dos campeonatos e transmitindo apenas parte dos jogos.

Para tornar mais ilustrativo o episódio, poderia se reconstituir a tentativa da Record de entrar no leilão e a maneira como a Globo cooptou diversos clubes, adiantando direitos de transmissão para impedir o avanço da concorrente. Ou, então, as tentativas de dirigentes mais modernos de se livrar do jugo da CBF. E como todos foram esmagados pelo poder financeiro da aliança CBF-Globo.

De degrau em degrau, de episódio em episódio, se chegaria ao busílis da questão, o bolor fétido que emana da CBF e que até hoje impediu que, no país do maior público consumidor, aquele em que o futebol é a maior paixão popular, o evento que mais vende produtos, mais galvaniza a atenção, não se consiga desenvolver uma economia esportiva moderna.

Completado o raciocínio, o distinto público da CBN entenderia os motivos do Brasil ser um mero exportador de jogadores, os clubes brasileiros serem arremedos de clube social, o fato de grandes investidores jamais terem ousado investir no evento esportivo de maior penetração no mundo, de jamais termos desenvolvidos técnicas em campo à altura do talento dos jogadores brasileiros.

A partir dai, ficaria claro as razões do subdesenvolvimento brasileiro e, forçando um pouco a barra, até a derrota de 7 x 1 para a Alemanha.

http://jornalggn.com.br/noticia/a-globo-e-as-raizes-do-subdesenvolvimento-do-futebol-brasileiro

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O Brasil no olhar dos viajantes – João Carlos Fontoura

20/07/2013

“Documentário sobre os relatos estrangeiros das primeiras viagens feitas ao país, entre os séculos XVI e XIX, e a influência que tiveram na construção da imagem do Brasil no exterior e entre os próprios brasileiros. O filme resgata testemunhos de homens que viram um país ainda desconhecido, primitivo e exótico tecer as bases de sua sociedade e de sua história”.
Documentário de João Carlos Fontoura difundido pela TV Senado.

A capoeira perde Frede Abreu, seu maior pesquisador

13/07/2013

Fred Abreu

Por Josias Pires

O escritor, pesquisador e historiador baiano Frederico José de Abreu, conhecido como Frede Abreu morreu nesta quinta-feira (11) deixando um vazio no mundo da capoeira e um valioso legado de pesquisas, sobretudo o acervo que reuniu no Instituto Jair Moura, por ele fundado, que conta com mais de 40 mil títulos, entre livros, recortes de publicações impressas, CDs, fotos e vídeos sobre capoeira e cultura afro-brasileira. Leia o resto deste post »

Pela extinção da PM

16/06/2013

Por Vicente Safatle,professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de São Paulo).
Folha de S. Paulo

No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.

No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros. Leia o resto deste post »

A Divina Natureza e os Milagres da Vida

20/01/2013

Caetano Veloso na sua coluna semanal, publicada neste domingo (20) pelo jornal A Tarde, recomenda a visualização de um pequeno filme amador familiar (6 min) realizado no interior de Goiás. “É um dos mais belos filmes brasileiros recentes […] sendo ele mesmo um milagre, versa sobre uma situaçao milagrosa”, comenta Cae. De fato, o pequeno filme nos põe dentro de uma situação surpreendente, que arrebata aquela família e que nos arrebata junto. Instante fugaz de vida que – ao ser registrado – nos fornece imagens e sons que dizem muito, comenta Caetano, sobre a sociedade brasileira neste momento.

“Uma família goiana faz um pequenique no que parece ser uma praia lacustre (ou será um trecho represado de rio?). (O rapaz que filme e comenta pronuncia a palavra “tornadinho” de modo reconhecivelmente mineirissimo, mas, para efeitos de sotaque, Goiás é o grande Minas, além de, como Guimarães Rosa, o rapaz usar também a forma “redemunho”). Ele acaba de perder um redemoinho que diz ter tentado filmar. Outro se inicia. Ele tenta acompanhá-lo com a câmara. O que se segue é sempre de igual beleza – e representatividade dos movimentos que se passam na sociedade brasileira”, continua o artista baiano. Leia o resto deste post »

A sereia engessou

12/01/2013

canto-da-sereia

Por Raul Moreira, jornalista e cineasta, A Tarde
Quando lançou a sua primeira ficção literária, O Canto da Sereia, em 2002, resultado de suas incursões a Salvador em verões escaldantes, o jornalista e escritor pop Nelson Motta, entre outros atributos, deixou a entender que a terra dos orixás e todos os santos experimentava um surto modernizante, mas mantinha-se fiel ao seu espírito petrificado, um misto de anarquia e malemolência.

Passados pouco mais de 10 anos, eis que a microssérie adaptada do livro homônimo de Nelson Motta ganhou o horário noturno da Rede Globo e, até amanhã, salvo apagões de última hora, vai alimentar ou, quem sabe, constranger o imaginário dos telespectadores, principalmente os locais. E caso o faça, certamente não será pelo bom acabamento da obra, diga-sedepassagem, mas tão somente pelo fato de que nós, nativos, normalmente somos mais susceptíveis diante do suposto espelho. Leia o resto deste post »

Festas de Natal e Ano Novo dos Ternos e Folias de Reis

23/12/2012


Cipó lança “Ao pé do Caboclo” no Terreiro de Jesus nesta quinta

26/11/2012

Na próxima quinta-feira (29) a Cipó – Comunicação Interativa  lançará a Coletânea “Dois de Julho: a Independência do Brasil na Bahia”  composta por sítio eletrônico e DVD-ROM que reúnem: textos ilustrados, vídeos, animações, galerias de fotos e guia do educador.
No período de 1 a 11 de dezembro de 2012 a Cipó realizará Oficinas para Educadores, quando  disponibilizará cópias do DVD-ROM. Os interessados devem se inscrever por e-mail ou fone que constam no convite acima.

CIPÓ – Comunicação Interativa é uma organização séria, lúdica e afetiva. Contribui efetivamente com promoção de direitos de crianças, adolescentes e jovens, e, hoje, atingiu maturidade político institucional, sendo reconhecido publicamente por lutar pelo direito à educação de qualidade e à comunicação e pela garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens.

A Cipó atua diretamente em comunidades populares, materializando o conceito de comunicação para o desenvolvimento. E investe fortemente em incidência política, entendendo que lutar por políticas públicas para crianças, adolescentes e jovens é tão importante quanto formá-los diretamente. E mais importante: a Cipó faz  tudo isso com uma rede consolidada de parceiros conquistados na área social, empresarial e governamental.

Vários foram os projetos já realizados por jovens através da Cipó, todos eles voltados para a pesquisa, formaçao e afirmaçao de manifestações populares da cultura que distinguem a Cidade da Bahia de Todos os Santos.

De internautas a peixes de aquários virtuais?

16/10/2012

Por Zeca Peixoto*

Quando o porta-voz do WikiLeaks, Julian Assange, declarou que o Google sabia mais sobre nós do que nossas próprias mães, o ciberativista australiano lançava um alerta para o processo em curso de garroteamento da Internet pelas novas corporações da mídia. Estaríamos cada vez mais navegando em aquários-fazendas virtuais sem nos dar conta dessa condição de confinamento?

Em O Filtro Invisível, o que a Internet está escondendo de você, o norte-americano Eli Pariser, presidente do conselho diretor do portal MoveOn.org e cofundador da Avaaz.org, disseca o enredo. Personalizar. Essa é a palavra-chave para entender como o Google, Facebook, Yahoo, YouTube e outros agem na web para utilizar dados de milhões de pessoas com o fito que foge ao ideário inicial da web. Leia o resto deste post »

Encontro de Reis da Chapada, Boninal, 2000

13/10/2012

Josias Pires

O “Encontro de Reis da Chapada / Reisado Zé de Vale” foi o décimo quinto programa da série “Bahia Singular e Plural”. Na Chapada filmamos o Encontro de Reis realizado em Boninal, em janeiro de 2000, que reuniu cantadores de Reis dos municípios de Boninal, Piatã, Seabra, Mucugê, Andaraí, Palmeiras, Utinga e Rio de Contas. O Reisado Zé de Vale foi gravado na cidade de Saubara, no Recôncavo e no povoado Gameleira, na Ilha de Itaparica.
Foi o quarto programa da série “Bahia Singular e Plural” sobre festas de Reis – depois de Festas e Folias de Reis, Folias de Negros, Burrinhas e Bumba-meu-boi. Aa festas de Reis, ao lado do Carnaval e do São João, estão disseminadas em todas as regiões da Bahia. Integram o calendário de festas de praticamente todos os municípios do estado. Além de ser ato de fé e de alegria, as cantorias de Reis desempenham importante papel de coesão social, de afirmação das identidades locais e de fortalecimento do grupos familiares e comunitários. Leia o resto deste post »