Durante a Audiência Pública que vai discutir na quarta-feira próxima (22 de maio), A Situação da Energia Nuclear Pós-Rio+20, será lançada uma série de vídeos sobre o tema, com depoimentos de cientistas, artistas e militantes socioambientais, como o teólogo Leonardo Boff, a física e ativista ambiental indiana, Wandana Shiva, e o engenheiro Ildo Sauer (USP). O ato acontecerá às 11 horas no Plenário 2, do Anexo II, na Camara dos Deputados, em Brasilia. O debate contará com a participação do Prof. Heitor Scalambrini (engenheiro/UFPE), da procuradora Gisele Porto (MPF) e outros convidados. Leia o resto deste post »
Sons, ruídos de vozes, falas esparsas, entoações como de ladainhas, inicialmente.
Aos poucos, as vozes vão ganhando vida e nitidez. Vê-se ao fundo telão com imagens do Centro Histórico de Salvador.
Como se estivéssemos numa peça inspirada por Grotowski, que preconizava um teatro pobre, apenas três atores no palco organicamente e a luz sutilmente poderosa de Irma Vidal incidindo sobre eles.
Aos poucos, as falas vão se interpenetrando, embora continuem parecendo solilóquios. Leia o resto deste post »
A cidade está se expandindo para um lado, mas é preciso mudar em direção contrária, de forma a beneficiar as terras de determinado grupo econômico, o que vai valorizar os empreendimentos desse segmento em 5 mil por cento. Como fazer isso? Modificando, se preciso, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, corrompendo algumas autoridades. Essa, grosso modo, é a introdução do filme As mãos sobre a cidade. Descreve uma má intenção de empresários predatórios que servirá de mote ao longo da trama. Realizado pelo cineasta Francesco Rosi em 1963, o filme está fazendo 50 anos e ainda hoje é exibido em fóruns de urbanismo e arquitetura pela sua atualidade. Leia o resto deste post »
Para Walter da Silveira A Grande Feira, de Roberto Pires, foi o marco inicial do Cinema Novo
Por Gilberto Felisberto Vasconcellos
Crítico de cinema e exímio escritor, dotado de um estilo incisivo, afirmativo, apodítico, elegante, sóbrio na interpretação, ponderado, humilde, anti-cabotino, avesso ao beletrismo e à retórica bacharel. Horror ao “blasé” e ao diletante, Walter da Silveira começou pensando o cinema como fato cultural, a arte por excelência do século XX (“ver é o sentido básico” do nosso tempo): antes de ser arte, o cinema foi ciência. Atacou o preconceito literário, teatral e pictórico, que negava ao cinema capacidade de conhecimento e beleza artística. Atacou o preconceito de que cinema é passatempo de iletrados. Marxista, ateu (sem religião, gostava de se autodefenir), considerou a dupla face do cinema como arte e indústria, digamos, valor de uso (estética) e valor de troca (o filme-mercadoria).
Antes da Nouvelle Vague falava, início da década de 50, sobre o específico da linguagem cinematográfica, compreendeu que a história do século XX (se não era feita pelo cinema) era conformada por fatores cinematográficos, e não deu crédito ao vaticínio de que o cinema seria fatalmente substituído pela televisão. Leia o resto deste post »
Após manifesto de funcionários da Funai por um plano de indigenismo brasileiro, o Portal EBC entrevistou o indígena e doutor emantropologia Social, Gersem Baniwa, que atualmente é professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Na opinião de Gersem, que é originário do grupo indígena Baniwa (localizado normalmente no noroeste do Amazonas), um plano indigenista passa previamente por um projeto de nação do país, não podendo acontecer de forma dissociada: “Quando observamos a difícil situação de vida dos povos indígenas, pelas permanentes violações de seus direitos básicos, como o direito ao território e à saúde, podemos acreditar que ou o Brasíl ainda não definiu seu projeto de nação; ou já definiu e neste projeto não há lugar para os povos indígenas”, destaca. Leia o resto deste post »
O caso da lagarta Helicoverpa foi parar em Brasília, via telefonema do governador Jacques Wagner para a presidenta Dilma Roussef. Ele explicou que a situação era de emergência e precisavam de um decreto autorizando a importação de três tipos de inseticidas que não tem registro no país.
Por Najar Tubino, Carta Maior
O título tem dois sentidos. O primeiro é literal, a lagarta Helicoverpa atacou lavouras de milho, soja e algodão, causando prejuízo de R$1 bilhão no oeste baiano, uma das últimas fronteiras do agronegócio, e se estendendo a outros 11 estados. No total prejuízo de R$ 2 bilhões. O segundo é figurado, porque a lagarta abriu o leque para mostrar que o glorificado setor do agronegócio no país, onde a soja representa no valor bruto de produção R$86 bilhões, aplica métodos de organização ultrapassados, mais parece prática de garimpo, do que outra coisa. Leia o resto deste post »
Joseph Sitglitz explica: por que desigualdade, redução do Estado e rentismo financeiro produzem, além de injustiça, cada vez mais ineficiência
Por Joseph Stiglitz, em Vanity Fair | Tradução: Gabriela Leite
Vamos começar estabelecendo uma premissa básica: a desigualdade nos Estados Unidos aumenta há décadas. Todos estamos conscientes deste fato. Certas vozes na direita negam a realidade, mas analistas sérios, em todo o espectro político, reconhecem o fenômeno. Não vou elencar todas as evidências neste texto: basta lembrar que a diferença entre o 1% e os 99% é muito vasta quando a analisamos em termos de rendimento anual; e ainda maior quando observamos a riqueza — ou seja, o capital acumulado e outros bens. Considere a família Walton: os seis herdeiros do império do Walmart possuem uma riqueza combinada de cerca de 90 bilhões de dólares, o que é equivalente à riqueza somada dos 30% mais pobres, entre os norte-americanos (muitos deles possuem patrimônio líquido zero ou negativo, especialmente depois do colapso imobiliário). Warren Buffet [leia, de sua autoria, “Parem de mimar os super-ricos”] situou o tema de forma correta quando disse: “Houve uma guerra de classes nos últimos 20 anos, e minha classe ganhou.” Leia o resto deste post »
Documentário lança luz a respeito da trajetória do poeta-repórter que alimentou o imaginário popular de Salvador em seus tempos de província.
por Raul Moreira
Do Seminário Magazine
Lá pela metade dos anos 2000, separadamente, o cineasta Joel de Almeida e o jornalista Josias Pires começaram a desenvolver projetos que tinham como objetivo descortinar um personagem emblemático que alimentou o imaginário popular de Salvador no século passado, conhecido como Cuíca de Santo Amaro. E quis o destino que os dois unissem forças e transformassem os seus desejos em uma árdua pesquisa que acabou resultando em um documentário financiado pela Petrobras.
Já visto em São Paulo, no Festival É Tudo Verdade, Cuíca de Santo Amaro será projetado pela primeira vez na Bahia no Festival Cine Futuro – VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual. E, naturalmente, o filme, em película e com pouco mais de 1 hora e 15 minutos, tem importância não apenas pelo fato de se constituir um importante documento a respeito de um personagem que merecia aprofundamento, como, também, pela forma através da qual a dupla de autores o construiu. Leia o resto deste post »
O impasse sobre Feliciano é o 1º embate relevante em que os evangélicos se põem como um bloco orgânico
O impasse decorrente da presença do deputado-pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias não é um caso político qualquer. Tanto expõe uma situação atual até aqui mal observada, como indica uma situação futura bastante problemática no Congresso, em particular na Câmara.
O caso em torno do pastor Marco Feliciano agrava-se mais, com sua decisão de afrontar os opositores e entregar a relatoria de projetos, na Comissão, a evangélicos notoriamente contrários a tais propostas, referentes a assuntos como aborto e sexo profissional. Leia o resto deste post »
Atenção: A presidente da Associação Quilombola de Rio dos Macacos, Rosimeire dos Santos, acabou de informar que a Câmara Municipal de Simões Filho adiou para a próxima quarta-feira (27) a visita ao quilombo, pois os vereadores foram convocados pelo comandante da Base Naval de Aratu para uma reunião prévia amanhã (26) pela manhã.
Um grupo de vereadores de Simões Filho e de Camaçari fará uma visita nesta terça-feira (26), a partir das 8h, ao quilombo do Rio dos Macacos. Esta visita é um dos desdobramentos da Audiência Pública sobre a situação da comunidade quilombola realizada na Câmara Municipal de Simões Filho na quinta-feira passada (21). Os vereadores decidiram também que no final do mês de abril irão a Brasília, acompanhado dos quilombolas, para uma audiência com a presidenta Dilma Roussef. Leia o resto deste post »
Quais os interesses que estão por trás da destruição da Aldeia Maracanã? Saiba aqui.
Enviado por Luis Nassif
Prezadas/os amigas/os militantes pela cultura livre, digital e popular,
Sou Daniel Tygel, da Cooperativa EITA (Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão), e esta mensagem é um pedido de ajuda a cada um/a de vocês, a cada coletivo, para conseguirmos realizar um projeto que, acredito, tem muito a ver com a luta pela democratização da cultura e dos meios de comunicação do país:
Lançamos na catarse (financiamento colaborativo), com o IMD, uma campanha para coletarmos recursos suficientes para fazermos o portal “Quem são os proprietários do Brasil?”. Funciona assim: se atingirmos a meta de 56 mil reais, dá tudo certo e fazemos o projeto. Se não atingirmos esta meta, cada pessoa que contribuiu recebe o dinheiro de volta e não recebemos nada e o projeto não é feito. É tudo ou nada.
O Ranking Proprietários do Brasil é uma ferramenta poderosa para os movimentos sociais, pois mostra visualmente e com valores quantitativos as redes de poder econômico do país. Para terem uma ideia, envio abaixo a imagem da rede de poder por trás da Braskem. Não conhecemos nada com este nível de cálculo e visibilidade no Brasil. Leia o resto deste post »
Podemos impedir que uma pessoa ligada à ditadura seja o embaixador do Brasil no evento mais importante da sua história: A Copa do Mundo de 2014.
Ter Marin a frente da CBF é como se a Alemanha tivesse permitido um membro do antigo partido nazista ter organizando a Copa de 2006.
Esta pessoa estará representado o nosso país e recebendo convidados de todo o mundo. Não devemos ter alguém que possamos nos orgulhar a nos representar?
O filme retrata a vida e a obra do médico pernambucano Josué de Castro, intelectual engajado em um dos maiores e eternos problemas da humanidade: a fome. Autor de vários livros que discutem a fome como uma questão política, Josué representou o Brasil em vários órgãos internacionais, como a FAO, mas acabou sendo exilado pela ditadura militar. Morreu em 1973.
Direção:
Silvio Tendler
Roteiro:
Adolfo Lachtermacher, Josué de Castro Filho, Silvio Tendler, Tânia Fusco
Produtores:
Adolfo Lachtermache
Joás Brandão escreve manifesto contra a plantação de eucaliptos na Chapada Diamantina
Por Ezyê Moleda, Samuel Esteves, Nelson Mello e Ricardo Toscani
Joás Brandão, agente de proteção ambiental no Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), escreveu nesta semana um texto de próprio punho pedindo o apoio da sociedade civil brasileira. O manifesto, que foi distribuido para os grandes meios de comunicação do país, avisa sobre a aprovação de uma grande plantação de eucalíptos nos arredores de uma área de preservação ambiental, que pode se tornar um desastre para a fauna e flora da Baixa da Onça.
Neste ano, Joás foi um dos homenageados do prêmio Trip Transformadores, justamente por seu trabalho de proteção na Chapada Diamantina.
“Me parece que os jornais / Da Bahia são comprados / Pois fatos palpitantes / Ficam na redação / Eternamente arquivados. // Digo eu esta verdade / Porque isto é o meu dever / Coisas sem importância / Os jornais sabem escrever / Porém o que interessa / Fica o povo sem saber”.
Um personagem sobre o qual deveríamos silenciar. É o que pensa muita gente de bem que se recusou a gravar depoimentos sobre Cuíca de Santo Amaro para o filme documentário de longa metragem que dirigi com Joel de Almeida, concluído em janeiro de 2012. Tal recusa apenas comprova que o desabusado “trovador repórter” continua sendo temido e odiado por pessoas aparentemente “bem pensantes”, contemporâneas de Cuíca (1907-1964), que ainda o tomam como personagem menor, marginal, insignificante, que deveria ser esquecido. Leia o resto deste post »
por Diego Lisboa
Olho de boi é um filme de curta-metragem que conta a saga do menino Junca para realizar o sonho de ir a escola com seus novos sapatos. Mas neste percurso ele vai enfrentar grandes desafios. O filme foi todo rodado na comunidade do Bate-facho e contou com a grande colaboração e participação dos moradores. A eles todo o meu agradecimento! Leia o resto deste post »
“Marujada” é uma rapsódia, uma colagem que reúne, num longo espetáculo de dança, música, cantos e falas — que pode durar até dois dias -, fragmentos de velhos romances cantados portugueses e músicas tradicionais de variadas fontes. Foram gravadas para este documentário festas de marujada nos municípios de Paratinga, Saubara, Jacobina e Prado.
A Marujada, também conhecida como Chegança de Marujos, é um folguedo popular que embarca o espectador no imaginário das grandes navegações dos séculos XV, XVI e XVII. Tais navegações viabilizaram a expansão colonial de países europeus por novos continentes e proporcionaram o encontro de povos e as novas civilizações. Lançados ao mar, os homens da época criaram novos gêneros literários — como os relatos de naufrágios -, e novas canções, danças e dramas que se espalharam pelos novos mundos. Leia o resto deste post »
O atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin era deputado estadual pelo estado de São Paulo em 1975. No dia 9 de outubro daquele ano, cobrou no plenário da Assembleia Legislativa providências contra o jornalismo da TV Cultura, emissora da qual Wladimir Herzog era diretor. Quinze dias depois Vlado foi assassinado nos porões da ditadura. Entenda o caso lendo o discurso de Romário e a reportagem sobre do jornalista britânico Andrew Jennings. Leia o resto deste post »
Nós, membros do Colegiado Setorial de Cultura Afro Brasileira do Conselho Nacional de Políticas Culturais/CNPC/MinC, composto por 25 representantes de todas as regiões administrativas do Brasil viemos a público manifestar nosso repúdio a eleição do Deputado Federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados Federal. Leia o resto deste post »
Por Josias Pires
“Índios do Sertão” é o décimo quarto documentário da série “Bahia Singular e Plural”. Foram gravados para este programa o toré dos índios Kiriri de Mirandela, no município de Banzaê; o toré dos Tuxá de Rodelas; e a dança dos praiá, feita pelos Pankararé, de Nova Glória – estes dois últimos municípios localizados às margens do rio São Francisco, no norte da Bahia.
O documentário traça um panorama da história recente desses três povos indígenas da Bahia e, apoiado em depoimentos dos índios e dos antropólogos Pedro Agostinho, Maria do Rosário, José Augusto Sampaio e Marco Tromboni apresenta algumas questões relacionadas a situação dos índios do Nordeste. Houve uma época, por exemplo, que havia dúvidas acerca da própria existência de índios nessa região, pois se acreditava que eles teriam sido extintos durante o período colonial e que todos os seus descendentes estariam dissolvidos na sociedade envolvente e teriam assumido a categoria de “caboclos”. Leia o resto deste post »
Na próxima terça-feira (19), a partir das 18h30min, será exibido na praça Municipal de Salvador o filme documentário “Cuíca de Santo Amaro”, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires. O evento promovido pelo projeto “Cinema na Praça” , da Fundação Gregório de Mattos, irá comemorar o aniversário de nascimento do poeta popular José Gomes (19/03/1907 – 21/01/1964), que entrou para a história de Salvador com o nome de Cuíca de Santo Amaro. Produzido pela DocDoma Filmes, com o apoio do programa Petrobras Cultural, o filme foi concluído em janeiro de 2012 e tem 74 min de duração.
“O Cuíca de Santo Amaro / Que de fato é O Tal / Abre o grande filme / Ao povo da capital / Pois o mesmo é, leitores / Convidado especial// De fraque e cartola / Parecendo um doutor / Cuíca de Santo Amaro / Renomado trovador / Faz sorrir a valer /Qualquer espectador.”
Cuíca de Santo Amaro já foi exibido no 17o. Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade (duas exibições no RJ e duas em SP); no V Festival do Cinema Latino Americano e Caribenho, na Venezuela; no projeto Cinema no Telhado, do Instituto Goethe, em Luanda, Angola; no Festival Internacional de Cinema de Arquivo, no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro; no 3o. Cachoeira Doc – Festival de Documentários de Cachoeira; no Cine Futuro, VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, em Salvador; no IV Bahia Afro Film Festival, em Salvador; e na 16a. Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).
Sinopse do filme:
Na idílica Salvador dos anos 40 e 50 Cuíca de Santo Amaro atenta contra o pudor e brada contra a hipocrisia, revela em praça pública segredos de alcova e trapaças de ricos marreteiros. É o cronista social. Nada lhe escapa: o custo de vida, os crimes mais comoventes, manobras dos líderes da II Guerra Mundial. Suas histórias não raro obscenas vendem como caninha nas feiras de Salvador e do Recôncavo da Bahia. Transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte, Cuíca deixa atrás de si um rastro de polêmica. “Comigo não tem bronca”, garantia. É a versão popular do boca de brasa, o Gregório de Mattos sem gramática. Herói e anti-herói. Trovador reporter. O maior comunicador que a Bahia já teve. É um performer antes de Salvador virar metrópole.
Do Site da Ancine
A ANCINE divulgou hoje decisões sobre cinco pedidos de dispensa do cumprimento de obrigações de carregamento de conteúdo audiovisual nacional na TV Paga, apresentados pelas empresas responsáveis pelos canais TV5 Monde, Tooncast, Discovery Civilization, Discovery Science e Infinito. A obrigação de veiculação de conteúdos audiovisuais brasileiros e independentes no horário nobre dos canais de espaço qualificado foi criada pela Lei 12.485/2011 com o objetivo de fortalecer as empresas produtoras e programadoras nacionais e estimular o desenvolvimento do mercado audiovisual brasileiro. Leia o resto deste post »
Na sua despedida da presidência da Comissão, Dutra destaca os avanços obtidos em 2012, sobre os enfrentamentos com as forças retrógradas e cita, inclusive, a luta do Quilombo Rio dos Macacos, que sofre com a intransigência da Marinha do Brasil.
Na entrevista a seguir, dada ao jornalista Claudio Humberto, o deputado Domingos Dutra (PT-MA), comenta a articulação entre evangélicos e ruralistas para manietar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e impedir de fazer avançar os direitos de indigenas, quilombolas e outros segmentos da sociedade. Leia o resto deste post »
Apesar do quilombo de Brejo dos Crioulos, no norte de Minas Gerais, ter tido suas terras reconhecidas por decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff, em 29 de setembro de 2011, o juiz federal da 2ª Vara de Montes Claros (MG) deu mandado de despejo contra a comunidade quilombola e a favor da Fazenda São Miguel, de propriedade de Miguel Véo Filho. Leia o resto deste post »
O procurador-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) no Estado da Bahia, Maximilian Torres Santos de Santana, saiu nesta quarta-feira (6) à tarde pela porta dos fundos do prédio da AGU, sob proteção de policial federal armado, para evitar reunir-se com uma comissão de representantes dos quilombolas do rio dos Macacos e movimentos sociais que os apoiam, a exemplo da CUT, MST, Movimentos de Pescadores, Movimento de Mulheres, Pastoral da Pesca, Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) e outros. Descoberto na fuga por alguns dos presentes no ato, o policial apontou a arma para um grupo de pessoas que tentou impedir a fuga. Leia o resto deste post »
Cerca de 400 manifestantes ocuparam nesta manhã de quarta-fera(6) o prédio da Advocacia Geral da União, na Avenida Paralela, em Salvador. Não há reféns, mas os manifestantes exigem a apresentação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação da área do Quilombo do Rio dos Macacos. Querem também a abertura de canais de negociação com o governo federal e pretendem permanecer no prédio até que sejam atendidos pelo procurador da AGU, Maximiliano Torres.
Quem navega pela internet já viu uma ponte curiosíssima ligando a Dinamarca a Suécia que avança 12 km no Estreito de Oresund até uma ilha artificial onde mergulha em um túnel de 4 km para chegar à outra margem. Apesar de ter um vão central de 500 m e 57m de altura para a passagem de navios, o mergulho foi necessário para assegurar a passagem de plataformas de petróleo e futuros navios, que não param de crescer. Inaugurada em 2000, esta ponte semi-submarina custou US$12 bilhões e não é a única do tipo entre os dois países. Há ainda a ponte Great Belt Fixed Link – Ligação Permanente do Grande Circuito – entre as ilhas Zelândia e Funen inaugurada em 1998. Tamanhos gastos se justificam por serem elas as duas únicas entradas a um bolsão chamado Mar Báltico.
Nos Estados Unidos, para assegurar acesso à Baía de Chesapeak entre a Virginia e Maryland foram construídas três dessas pontes no arquipélago de sua barra, ligando Norfolk a Virginia Beach. Na Baía de Tóquio uma ponte/túnel com 15 km foi inaugurada em 1997 e custou US 11,2 bilhões na época. Existem mais cinco pontes/túnel rodoferroviárias em todo o mundo em situações semelhantes. Como se vê esta é a única solução capaz de manter grandes baías como centros de produção, integração e lazer. Leia o resto deste post »
Lula governou apanhando calado das viúvas do Antigo Regime, representadas pelas grandes corporações de mídia. Ele fez uma opção, desde o início, pela conciliação. Na Carta aos Brasileiros, garantiu ao 1% que nada de substancial mudaria. Fez questão de comparecer ao enterro de dois barões da imprensa de grande destaque no Antigo Regime, Octavio Frias e Roberto Marinho. Chegou ao ponto – lastimável – de decretar três dias de luto em memória de Roberto Marinho, a quem numa nota pública fez um panegírico sem apoio nenhum na realidade dos fatos. Leia o resto deste post »
O cineasta Luís Carlos Barreto afirma no Supremo Tribunal Federal, em defesa da lei 12.485/2011, que garante o acesso da produção audiovisual brasileira nas TVs por assinatura, que é o interesse econômico das majors mundiais do entretenimento que está emperrando o cumprimento do dispositivo legal.
Arraial do Cabo de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro
O documentário brasileiro também não existe. Se quisermos uma retrospectiva, teremos no passado uma meia dúzia de filmes impressionistas realizados por amadores, com técnica sofrível e alguns momentos plásticos, Quando não encontramos reportagens sobre índios e etc., temos aquelas seqüências de câmara baixa, contraluz, mostrando enterros de jangadeiros ou fatos semelhantes que, à primeira vista, oferecem boa matéria fílmica. Mas sempre ficamos no desastre. O nosso material é tão bom quanto aquele que Eisenstein encontrou no México. Mas os nossos documentaristas do passado foram apenas fotógrafos acadêmicos da escola Figueroa que pretenderam muito sem mesmo saber ajustar o foco no segundo plano. E, da montagem, não falemos sequer do mais primário, que seria a coordenação narrativa. Mesmo assim devemos a Humberto Mauro trabalhos que denotam um cineasta atrás da câmara. Só isto. Leia o resto deste post »
Já se foi o tempo em que as bancas de revista vendiam apenas revistas e jornais. Do cigarro e do dropes, passaram também a oferecer fichas telefônicas, filmes fotográficos, fitas VHS – os três hoje peças de museu – e ainda livros, CDs e, o que interessa aqui, DVDs de bons filmes. Ao correr os olhos nas bancas, o leitor, ou cinéfilo, pode ter a surpresa de encontrar um Fellini, um Eric Rohmer ou um legítimo Charlie Chaplin dando sopa. Quase sempre a um preço convidativo.
O Mistério de Lulu (98) foi uma dessas surpresas, encontrada dias atrás. O norte-americano Paul Auster já era um escritor reconhecido quando se envolveu com o cinema. Seus contos, romances e crônicas renovaram o fetiche nova-iorquino e ele tinha tomado parte em dois filmes de êxito – Cortina de Fumaça e Sem Fôlego, ambos em parceria com Wayne Wang – antes de dirigir essa produção. Leia o resto deste post »
Com informações de Luiz Paulo Neiva, pró-reitor de planejamento da Universidade Estadual da Bahia (UNEB)
No programa de rádio “A Voz do Brasil” de ontem (27) foi veiculada reportagem afirmando que nesta quinta-feira (28) será o último dia para os agricultores do Semiárido apresentarem propostas de crédito ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para enfrentar problemas decorrentes da seca. Leia o resto deste post »
Este fonograma é o primeiro de uma coleção de 23 postados juntos no youtube.
Por Carlos Augusto Calil
Em 1938, quando o Departamento de Cultura financiou a Missão de Pesquisas Folclóricas, Mário de Andrade deparava-se com o dilema da modernidade: ao mesmo tempo que as manifestações populares corriam o risco de desaparecer com a crescente urbanização do país, o avanço tecnológico da época proporcionava meios de capturá-las em discos, fotografias e filmes. Leia o resto deste post »
A série de curtas-metragem “Brasilianas: Canções Populares”, realizada por Humberto Mauro, no Instituto Nacional do Cinema Educatuvo (INCE), entre 1945 e 1964 adquiriu a condição de filmes clássicos do cinema documentário brasileiro. São pérolas densas de poesia lírica, bucólica, telúrica, que registram expressões musicais populares e, mais do que isto, descortina panoramas do mundo rural, gestos e comportamentos de homens que vivem e atuam naqueles locais. Leia o resto deste post »
Principal desdobramento da bossa nova, o movimento do tropicalismo preparou terreno para ideias como a estética do frio, assinala Vitor Ramil. Reagir ao estereótipo do gauchismo e trazer à tona nossas nuanças “escondidas sob os excessos de cor local” é a tentativa dessa estética sulista
Por: Márcia Junges, IHU On Line
“Tropicalismo e estética do frio, guardadas as diferenças, a representatividade e a importância de cada um, olharam o mundo ao redor a partir de um novo ponto de vista, com a intenção de instaurar a leveza. Se há alguma reação consciente da estética do frio ao tropicalismo, ela é indireta”. A reflexão é do músico Vitor Ramil, na entrevista exclusiva que concedeu por e-mail à IHU On-Line, dando continuidade ao debate proposto pela edição 411 da revista IHU On-Line, intitulada Tropicalismo. O desejo de uma modernidade amorosa, publicada em 10-12-2012 e disponível em http://bit.ly/c13mqH.
Autodeclarado “cria dos tropicalistas”, sobretudo de Caetano, ele não acredita que o tropicalismo inaugure um estereótipo. Em sua opinião, esse movimento “abriu as portas da modernidade ao nos dizer: ‘estejam atentos a tudo, não tenham preconceitos, reinventem-se sempre’. O estereótipo do Brasil tropical, que vem de antes do tropicalismo, apenas o absorveu. As bananas já tinham subido à cabeça de Carmem Miranda”. De certo modo, acrescenta, “a estética do frio reage ao estereótipo do Brasil tropical como marca de identidade para todos os brasileiros, que é como o senso comum, dentro e fora do país, tende a reconhecer o nosso país tão diverso”. Leia o resto deste post »
Bahia, teu sobrenome é oximoro. Sim, nesta província lambuzada de dendê e de exclusão, o paradoxo sempre foi levado às últimas consequências. Aqui, tanto o barulho insuportável quanto o ensurdecedor e obsequioso silêncio servem ao mesmo fim: colaborar para a manutenção e ampliação dos seculares privilégios das poucas fortunas que convivem, inconsequentemente felizes e melancólicas, com as abundantes misérias. E, no espichado verão local, sob o sol que nos castiga, deus não existe e todos os desmantelos são permitidos. Leia o resto deste post »
Pela primeira vez em quase 180 anos foram exumados para estudos os restos mortais de Dom Pedro I, o primeiro imperador brasileiro, e de suas duas mulheres: as imperatrizes Dona Leopoldina e Dona Amélia. Os exames, realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de 2012 pela historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, revelam fatos até então desconhecidos da família imperial brasileira e compõem um retrato jamais visto dos personagens históricos, cujos corpos estão na cripta do Parque da Independência, na zona sul da cidade, desde 1972. Leia o resto deste post »
Queda do Angiquinho aproveitada por Delmiro Gouveia para fazer a primeira hidrelétrica do Brasil. Foto Danilo Pereira
Por Josias Pires
A região circunvizinha à cidade de Paulo Afonso e da sua monumental cachoeira, cujas águas foram domadas pelo engenho humano e pela força das turbinas para a geração de energia elétrica, constitui-se território de características singulares. Ali desenrolaram-se acontecimentos protagonizados por personagens de alta relevância para a história brasileira, particularmente no século XX. Acontecimentos e personagens exemplares para a quadra atual em que vivemos.
No apêndice do livro “Quem foi Delmiro Gouveia” (Mauro Mota, Arquimedes Edições, 1967) foi republicada reportagem do jornalista e romancista sergipano Paulo Dantas, originalmente veiculada no jornal paulista O Tempo, em 4 de setembro de 1955, cujo título é “3 gigantes do Nordeste: Lampião, na valentia; Padre Cícero, na oração; e Delmiro no trabalho”, título tirado de um poeta popular delmirense, Antônio Rodrigues de Andrade, vulgo Mainha. Leia o resto deste post »
Caetano Veloso na sua coluna semanal, publicada neste domingo (20) pelo jornal A Tarde, recomenda a visualização de um pequeno filme amador familiar (6 min) realizado no interior de Goiás. “É um dos mais belos filmes brasileiros recentes [...] sendo ele mesmo um milagre, versa sobre uma situaçao milagrosa”, comenta Cae. De fato, o pequeno filme nos põe dentro de uma situação surpreendente, que arrebata aquela família e que nos arrebata junto. Instante fugaz de vida que – ao ser registrado – nos fornece imagens e sons que dizem muito, comenta Caetano, sobre a sociedade brasileira neste momento.
“Uma família goiana faz um pequenique no que parece ser uma praia lacustre (ou será um trecho represado de rio?). (O rapaz que filme e comenta pronuncia a palavra “tornadinho” de modo reconhecivelmente mineirissimo, mas, para efeitos de sotaque, Goiás é o grande Minas, além de, como Guimarães Rosa, o rapaz usar também a forma “redemunho”). Ele acaba de perder um redemoinho que diz ter tentado filmar. Outro se inicia. Ele tenta acompanhá-lo com a câmara. O que se segue é sempre de igual beleza – e representatividade dos movimentos que se passam na sociedade brasileira”, continua o artista baiano. Leia o resto deste post »